Katiuscia Raika Brandt Bihringer afirmou que a família foi comunicada sobre o episódio; mãe diz que menino de dois anos ficou fora da unidade e cobra medidas de segurança

A secretária municipal de Educação, Cultura e Esportes de Ibirama, Katiuscia Raika Brandt Bihringer, utilizou a tribuna da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira, dia 05, para prestar esclarecimentos sobre episódios envolvendo crianças que saíram de unidades de educação infantil do município e que ganharam repercussão nas redes sociais.
Durante a sessão, Katiuscia afirmou que compreende a preocupação das famílias, mas defendeu que os fatos sejam analisados antes de responsabilizações. Segundo ela, nos casos que chegaram ao conhecimento da Secretaria, as famílias foram comunicadas e as situações foram discutidas com profissionais e equipes de gestão. “É preciso conhecer o contexto antes de acusar, é preciso compreender as partes antes de apontar os culpados”, afirmou.
Segundo Katiuscia, as situações passaram a ser discutidas publicamente após a circulação de uma imagem que, conforme esclareceu, não foi registrada em Ibirama, embora os comentários nas redes sociais tenham relacionado o conteúdo ao município. A secretária afirmou compreender a preocupação das famílias, mas pediu cautela na análise das informações. “É preciso conhecer o contexto antes de acusar, é preciso compreender as partes antes de apontar os culpados”, afirmou durante a sessão.
Famílias teriam sido comunicadas
Katiuscia afirmou que, nos casos que chegaram ao conhecimento da Secretaria de Educação, as famílias foram comunicadas e as situações foram discutidas com profissionais, responsáveis e equipes de gestão.
De acordo com a secretária, também foram adotadas estratégias para evitar que episódios semelhantes voltassem a acontecer. Ela contestou manifestações nas redes sociais que apontavam suposta omissão da Secretaria.
A secretária destacou ainda que praticamente todas as unidades contam com portões eletrônicos instalados pelas Associações de Pais e Professores (APPs), como parte de investimentos realizados nos últimos anos.
Imagem compartilhada nas redes sociais não seria de Ibirama
Outro ponto destacado pela secretária foi a imagem que circulou nas redes sociais. Segundo ela, a fotografia não corresponde à entrada das unidades mencionadas durante a discussão. Katiuscia explicou que algumas unidades ainda não possuem câmeras de videomonitoramento e defendeu a implantação desses equipamentos como ferramenta de apoio à segurança e à apuração de ocorrências.
No entanto, ressaltou que as câmeras, isoladamente, não solucionam os problemas. “As câmeras não serão a solução. A solução é humana”, afirmou.
Para a secretária, a segurança das crianças depende de um conjunto de fatores, incluindo profissionais, protocolos, formação, estrutura e acompanhamento cotidiano.
Caso envolvendo portão de unidade
Durante os esclarecimentos, Katiuscia detalhou um dos episódios, ocorrido aproximadamente duas semanas antes da sessão. Segundo ela, um portão eletrônico teria permanecido entreaberto durante um período de movimentação de entrada e saída de profissionais e familiares.
A criança saiu da unidade enquanto uma professora realizava a troca de outra criança. A ausência foi percebida posteriormente e, segundo o relato apresentado na Câmara, a criança foi localizada do lado de fora e conduzida de volta por uma profissional.
A Secretaria informou que a família foi comunicada imediatamente sobre o ocorrido e que foram realizadas orientações posteriormente.
Katiuscia reconheceu que a situação não deveria ter acontecido, mas afirmou que não houve omissão por parte da unidade ou da Secretaria.
Mãe relata episódio ocorrido em 25 de setembro
Um dos casos mencionados durante a discussão envolve um menino de dois anos, que, segundo o relato da mãe, saiu das dependências de um Centro de Educação Infantil no dia 25 de setembro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a mãe afirmou que foi informada pela unidade de que o episódio ocorreu entre aproximadamente 12h45 e 13h15.
Segundo o relato dela, por volta das 12h45 uma monitora teria saído para uma reunião, enquanto a professora permaneceu na sala com as demais crianças. A mãe afirma que, conforme o relato recebido da unidade, o menino pediu para que a porta fosse aberta e, posteriormente, a professora percebeu que ele não estava mais na sala.
Ainda de acordo com a mãe, por volta das 13h05 uma responsável pela creche teria encontrado Matheus do lado de fora. Uma merendeira que retornava do almoço também teria ajudado a conduzir a criança novamente para dentro da unidade.
A mãe afirmou que, posteriormente, recebeu a informação de que a professora havia comunicado a ausência da criança em um grupo interno da unidade.
Família registrou o caso
A mãe relatou que foi chamada à creche para conversar sobre o episódio e que, posteriormente, procurou o vice-prefeito de Ibirama, Alisson Kufky Cheny, que teria entrado em contato com a Secretaria de Educação.
Segundo ela, posteriormente, ela e o pai da criança retornaram à unidade para registrar formalmente o ocorrido.
A mãe afirmou que possui registros relacionados ao caso e que, neste momento, o assunto também está sendo acompanhado por uma advogada.
“Ele não poderia ter fugido”
A mãe destacou que não pretende responsabilizar individualmente professores ou gestores, mas cobra uma solução para evitar que uma situação semelhante volte a acontecer.
“Eu, como mãe, quero uma solução para o problema do meu filho, que é grave. Ele não poderia ter fugido e ele fugiu”, afirmou.
Ela também explicou que a principal preocupação está relacionada à idade da criança e aos riscos que poderiam ter ocorrido durante o período em que ela esteve fora da unidade.
Segundo a mãe, o menino tem dois anos e ainda possui dificuldades para informar onde mora ou fornecer informações que poderiam ajudar alguém a localizá-lo.
Ela citou como exemplos de riscos a possibilidade de a criança ser atropelada, atacada por um animal ou se perder.
Secretaria afirma que não houve omissão
Ao falar sobre o episódio na Câmara, Katiuscia confirmou que houve uma ocorrência envolvendo uma criança que saiu de uma unidade de educação infantil.
Segundo a secretária, o caso ocorreu em um momento de movimentação de entrada e saída de profissionais e familiares. Ela afirmou que a criança foi localizada posteriormente e conduzida de volta para dentro da unidade.
A secretária também declarou que a família foi informada sobre o ocorrido e que foram realizadas orientações e providências após o episódio.
Katiuscia reconheceu que a situação não deveria ter acontecido, mas afirmou que não houve omissão por parte da Secretaria.
“Não é aceitável”, afirmou a secretária ao comentar a ocorrência, destacando que, diante de uma falha identificada, devem ser adotadas medidas para corrigir os procedimentos.
Portões eletrônicos e câmeras
A secretária explicou que as unidades de educação infantil possuem portões eletrônicos e que alguns equipamentos podem apresentar falhas de funcionamento.
Segundo Katiuscia, em uma das unidades mencionadas, o portão apresentava problemas para fechar completamente e, em determinados momentos, poderia permanecer entreaberto.
Ela também defendeu a implantação de câmeras de videomonitoramento nas unidades como ferramenta auxiliar para identificar pontos vulneráveis e esclarecer ocorrências.
No entanto, ressaltou que os equipamentos não substituem os profissionais.
“As câmeras não serão a solução. A solução é humana”, declarou.
Secretaria fala em 2,7 mil crianças e 500 profissionais
Durante o pronunciamento, Katiuscia apresentou números da rede municipal de educação. Segundo ela, aproximadamente 2,7 mil crianças são atendidas diariamente e a Secretaria possui cerca de 500 profissionais.
A secretária também relatou dificuldades relacionadas à falta de profissionais, afastamentos e rotatividade, defendendo a realização de concurso público para fortalecer as equipes.
Ela afirmou ainda que a Secretaria mantém ações de formação continuada para professores e demais profissionais.
Debate sobre críticas nas redes sociais
Katiuscia criticou o que classificou como uma cultura de culpabilização dos profissionais da educação e afirmou que publicações nas redes sociais podem gerar insegurança nas famílias e pressionar ainda mais professores, monitores e equipes gestoras.
Segundo ela, episódios de falha precisam ser reconhecidos e corrigidos, mas sem transformar profissionais em alvo de julgamentos antes da apuração dos fatos.
A secretária também afirmou que, neste ano, houve dois episódios em que profissionais da rede municipal atuaram em situações de salvamento de crianças, sem que esses casos tivessem a mesma repercussão pública.
“Não transformemos a educação num tribunal”
Ao final, Katiuscia pediu que famílias procurem diretamente as unidades escolares ou a Secretaria de Educação sempre que houver dúvidas ou preocupações.
Ela defendeu que os fatos sejam apurados e que sejam buscadas soluções para aperfeiçoar os protocolos de segurança.
“Não transformemos a educação num tribunal”, afirmou.
O caso envolvendo o menino de dois anos permanece sendo tratado pela família e pela Secretaria de Educação, com versões apresentadas publicamente por ambos os lados. A mãe informou que o assunto está sendo acompanhado por sua advogada, enquanto a Secretaria afirma ter adotado medidas após o episódio.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Ibirama e aguarda comunicado oficial.

NOTA À IMPRENSA
A Secretaria Municipal de Educação de Ibirama vem a público prestar esclarecimentos sobre o ocorrido no dia 25 de setembro, por volta das 13h, em um Centro de Educação Infantil da rede municipal, envolvendo uma criança da turma de maternal.
Na ocasião, a criança conseguiu ultrapassar o portão de entrada da unidade, que, conforme os levantamentos realizados, teria permanecido aberto por um descuido momentâneo. A criança percorreu o espaço externo e seguiu em direção ao acesso próximo ao portal principal, sendo percebida antes de deixar o perímetro da unidade. A secretária do Centro de Educação Infantil identificou a situação, acolheu imediatamente a criança e a conduziu de volta à sala, onde permaneceu sob os cuidados da equipe.
Assim que o fato foi identificado, a família foi comunicada e informada sobre o ocorrido. Posteriormente, foi realizada uma reunião com a mãe, a equipe gestora da unidade e representantes da Secretaria Municipal de Educação, em uma postura de diálogo, transparência e corresponsabilidade.Durante a reunião, foram analisadas as circunstâncias que contribuíram para o episódio e definidas estratégias e procedimentos adicionais para evitar que uma situação semelhante volte a ocorrer. A Secretaria entende que, diante de situações dessa natureza, é fundamental ouvir os envolvidos, compreender o contexto e estabelecer medidas concretas de prevenção, em vez de simplesmente buscar culpabilizações.
A Educação Infantil exige atenção permanente. Crianças pequenas estão em uma etapa do desenvolvimento marcada pela curiosidade, pelo movimento, pela exploração dos espaços e pela construção progressiva de sua autonomia. Por isso, a segurança precisa estar articulada tanto às práticas de cuidado e supervisão quanto à organização dos ambientes, aos procedimentos institucionais e aos equipamentos disponíveis.Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Educação reforça que a segurança das crianças é uma prioridade permanente da gestão municipal. As unidades da rede contam com medidas de proteção e controle de acesso e, atualmente, todas as unidades possuem portão eletrônico, justamente como parte das ações de qualificação da segurança e do controle de entrada e saída.
Além dos investimentos em equipamentos e infraestrutura, a Secretaria também tem investido na formação continuada dos profissionais da Educação, compreendendo que equipamentos de segurança são fundamentais, mas precisam estar associados a procedimentos claros, atenção cotidiana, trabalho coletivo e formação permanente das equipes. As próprias diretrizes municipais para a Educação Infantil estabelecem que os espaços, instalações, mobiliários e equipamentos devem oferecer proteção e segurança às crianças, ao mesmo tempo em que possibilitam experiências de aprendizagem, exploração e desenvolvimento. A avaliação da
qualidade das unidades também deve considerar, de forma contínua, as condições de segurança, a relação entre adultos e crianças e a organização dos espaços.
A Secretaria destaca que a formação dos profissionais versa sobre as compreensões de cuidar e educar comodimensões indissociáveis do processo pedagógico na Educação Infantil. Isso exige que as equipes estejam permanentemente preparadas para observar, antecipar situações de risco, organizar os ambientes e agir diante de diferentes situações do cotidiano.
O episódio ocorrido está sendo tratado com a seriedade que merece. Ao mesmo tempo, é importante registrar que a criança foi identificada e reconduzida à unidade antes de avançar sobre a rua do Centro de Educação Infantil, e que a família foi imediatamente comunicada, tendo participado da construção das estratégias preventivas adotadas posteriormente. Assim, a Secretaria Municipal de Educação reafirma, portanto, seu compromisso com a proteção integral das crianças, a formação e valorização dos profissionais, a melhoria contínua das condições de trabalho e os investimentos em infraestrutura e equipamentos de segurança.A segurança nas unidades escolares não é uma ação isolada, mas um processo permanente de avaliação, prevenção, formação e aprimoramento dos procedimentos. É com essa responsabilidade que a Secretaria continuará atuando junto às equipes gestoras, profissionais e famílias da rede municipal.
Secretaria Municipal de Educação de Ibirama
Prefeitura Municipal de Ibirama



