Cavaleiro da Esperança abraça causa AME Eloá

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Leo AW

Gaúcho percorre o Brasil buscando recursos para causas nobres

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Largar uma vida confortável e segura para se dedicar em ajudar crianças que necessitam de tratamentos de saúde caros e de alguma forma, dá mais visibilidade a estas campanhas de arrecadação de recursos para a compra destes medicamentos. Esta é a rotina do gaúcho Gilberto Utzig, 60 anos, conhecido como o Cavaleiro da Esperança. Desde 2016, ele viaja a cavalo em busca de ajudar pessoas que precisam de ajuda financeira para conseguir passar por algum procedimento médico.

Ele esteve em Ibirama, onde visitou a família da pequena Eloá Helena, que necessita arrecadar um valor milionário para comprar o Zolgensma, medicamento utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo I, no valor de R$12 milhões. “Mais um caso de AME tipo 1 e mais uma campanha que abraçamos. A amiga virtual Sidnéia Souza, de Apiúna, SC, entrou em contato comigo, pedindo ajuda. Ella está engajada na campanha. Tive que mudar meu roteiro para me deslocar de a cavalo até Ibirama, mas vim conhecer a história da pequena Eloá, de 8 meses. Fui recebido pelos pais, Jhonata e Érika, ambos muito jovens ainda ouvimos sua história, de uma luta desigual para salvar sua filha”, relatou o cavaleiro.

‘Piunchado’ no tradicional traje gaúcho e montado em um cavalo, Gilberto é zootecnista aposentado e viaja pelo Brasil, enfrentando todo tempere climática para chamar a atenção para as campanhas que abraçou. Com mais de 50mil seguidores nas redes sociais, ele chegou em Ibirama no domingo, dia 13 pelo rio Sellin. “Já ministrei mais de 150 palestras gratuitas em todo o Brasil onde as pessoas faziam as doações para as causas. O dinheiro das doações vai direto para as contas oficiais das crianças e faço questão de não intermediar nada. Passo as contas e nelas são depositados diretamente”, conta.

Com quatro anos e 10 meses de estrada, as companhias nas viagens são do cavalo manga larga crioulo chamado Guarani, da égua Heroína-  um para montaria e a outra substituta quando a primeiro cansa -, do bravo burro cargueiro Ventania e da cadela Milonga, que o acompanha pela estrada desde o município de Rancho Queimado. Durante as viagens o cavaleiro dorme no chão, ao lado dos animais. ‘Não estou só. Deus que me acompanha a cada passo, também coloca especiais no meu caminho, que abrandam o sofrimento das minhas andanças. Aqui em Ibirama, sou acarinhado pelo Léo Silva, Ximenes Fossa da Silva, Lara da Silva, Milton Fossa, Carlos e Adriana Possamai, Anderson e Gisele Pagel, que foram ao meu encontro dê a cavalo até o Sítio Possamai, Natal e Irena Possamai, onde fomos agraciados com uma bóia de respeito no almoço”, agradece.

O gaúcho possui endereço no Facebook, Youtube e Instagram. “Mais 60% das doações das campanhas vem das redes sociais, através das mobilizações que fazemos por onde passamos. Continuamos com a ‘corrente do bem’, na busca por doações. O tempo é curto, e como disse madre Tereza: Mãos que ajudam, são mais sagradas que lábios que oram”.

Ida até Brasília

O Cavaleiro da Esperança começou há quatro anos, quando o hospital da sua cidade, São Luiz Gonzaga (RS), ia fechar as portas, sem nenhuma ação exercida pelo poder público para evitar. Utzig então resolveu abandonar as consultorias que dava e ir até Brasília montado em duas éguas para cobrar de políticos uma providência. Ele passou por sete estados, pedindo comida e um lugar para morar no caminho. Quando não conseguia, dormia ao relento e comia o que carregava na bolsa.

Já na capital Federal, ele ficou mais de 30 dias até conseguir uma audiência com deputados de seu estado. Conseguiu audiência com 25 dos 31 deputados gaúchos, 23 deles ajudaram em sua causa. No final, angariou R$ 23 milhões em emendas ao hospital de sua cidade. Após isso passou a abraçar outras causas consideradas ‘difíceis’.

Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte