Entrevista com Leonardo Pavanello Júnior Chefe de Gabinete de Presidente Getúlio
Repórter: Léo AW
Rafael Reinick Coordenador da saúde de Ibirama
Repórter: Léo AW
Cavaleiro da Esperança abraça causa AME Eloá
Gaúcho percorre o Brasil buscando recursos para causas nobres >> Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Largar uma vida confortável e segura para se dedicar em ajudar crianças que necessitam de tratamentos de saúde caros e de alguma forma, dá mais visibilidade a estas campanhas de arrecadação de recursos para a compra destes medicamentos. Esta é a rotina do gaúcho Gilberto Utzig, 60 anos, conhecido como o Cavaleiro da Esperança. Desde 2016, ele viaja a cavalo em busca de ajudar pessoas que precisam de ajuda financeira para conseguir passar por algum procedimento médico. Ele esteve em Ibirama, onde visitou a família da pequena Eloá Helena, que necessita arrecadar um valor milionário para comprar o Zolgensma, medicamento utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo I, no valor de R$12 milhões. “Mais um caso de AME tipo 1 e mais uma campanha que abraçamos. A amiga virtual Sidnéia Souza, de Apiúna, SC, entrou em contato comigo, pedindo ajuda. Ella está engajada na campanha. Tive que mudar meu roteiro para me deslocar de a cavalo até Ibirama, mas vim conhecer a história da pequena Eloá, de 8 meses. Fui recebido pelos pais, Jhonata e Érika, ambos muito jovens ainda ouvimos sua história, de uma luta desigual para salvar sua filha”, relatou o cavaleiro. ‘Piunchado’ no tradicional traje gaúcho e montado em um cavalo, Gilberto é zootecnista aposentado e viaja pelo Brasil, enfrentando todo tempere climática para chamar a atenção para as campanhas que abraçou. Com mais de 50mil seguidores nas redes sociais, ele chegou em Ibirama no domingo, dia 13 pelo rio Sellin. “Já ministrei mais de 150 palestras gratuitas em todo o Brasil onde as pessoas faziam as doações para as causas. O dinheiro das doações vai direto para as contas oficiais das crianças e faço questão de não intermediar nada. Passo as contas e nelas são depositados diretamente”, conta. Com quatro anos e 10 meses de estrada, as companhias nas viagens são do cavalo manga larga crioulo chamado Guarani, da égua Heroína- um para montaria e a outra substituta quando a primeiro cansa -, do bravo burro cargueiro Ventania e da cadela Milonga, que o acompanha pela estrada desde o município de Rancho Queimado. Durante as viagens o cavaleiro dorme no chão, ao lado dos animais. ‘Não estou só. Deus que me acompanha a cada passo, também coloca especiais no meu caminho, que abrandam o sofrimento das minhas andanças. Aqui em Ibirama, sou acarinhado pelo Léo Silva, Ximenes Fossa da Silva, Lara da Silva, Milton Fossa, Carlos e Adriana Possamai, Anderson e Gisele Pagel, que foram ao meu encontro dê a cavalo até o Sítio Possamai, Natal e Irena Possamai, onde fomos agraciados com uma bóia de respeito no almoço”, agradece. O gaúcho possui endereço no Facebook, Youtube e Instagram. “Mais 60% das doações das campanhas vem das redes sociais, através das mobilizações que fazemos por onde passamos. Continuamos com a ‘corrente do bem’, na busca por doações. O tempo é curto, e como disse madre Tereza: Mãos que ajudam, são mais sagradas que lábios que oram”. Ida até Brasília O Cavaleiro da Esperança começou há quatro anos, quando o hospital da sua cidade, São Luiz Gonzaga (RS), ia fechar as portas, sem nenhuma ação exercida pelo poder público para evitar. Utzig então resolveu abandonar as consultorias que dava e ir até Brasília montado em duas éguas para cobrar de políticos uma providência. Ele passou por sete estados, pedindo comida e um lugar para morar no caminho. Quando não conseguia, dormia ao relento e comia o que carregava na bolsa. Já na capital Federal, ele ficou mais de 30 dias até conseguir uma audiência com deputados de seu estado. Conseguiu audiência com 25 dos 31 deputados gaúchos, 23 deles ajudaram em sua causa. No final, angariou R$ 23 milhões em emendas ao hospital de sua cidade. Após isso passou a abraçar outras causas consideradas ‘difíceis’. Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte
Vestibular de Inverno 2021: Udesc Alto Vale tem quase cem vagas abertas em três cursos
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) segue com prazo aberto para inscrições gratuitas no Vestibular de Inverno 2021 – Processo Seletivo Especial. >> Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. São duas formas de avaliação para 1.040 vagas em 37 cursos de graduação, todos gratuitos. Faça sua inscrição em www.udesc.br/vestibular até 30 de junho e confira outros detalhes no edital. No Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí (Ceavi), em Ibirama, há 90 vagas para Ciências Contábeis, Engenharia Civil e Engenharia de Software. Os candidatos interessados em estudar na Udesc Alto Vale podem consultar o Guia de Cursos Udesc, assistir aos vídeos abaixo e acessar a playlist do centro, que traz conversas sobre profissão e mercado de trabalho. Processo seletivo especial A universidade fará um processo seletivo especial devido à impossibilidade de realizar provas presenciais durante a pandemia de Covid-19. Para participar do Vestibular de Inverno 2021, o candidato deverá optar por um dos critérios abaixo: Nota geral do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): apenas para candidatos que prestaram a prova do Enem em 2017, 2018 ou 2019; Média final geral de conclusão do ensino médio: apenas para candidatos que já concluíram o ensino médio. Essa média final precisará estar dentro de um padrão de nota de 0 a 10. Os candidatos que tiverem outro padrão de nota, com conceitos diferentes, terão de apresentar, além do histórico escolar, uma declaração da sua instituição com a conversão para o padrão de 0 a 10. Veja mais detalhes sobre as formas de avaliação no item 2 do edital. Nas vagas de cada um dos dois critérios, há reserva de 30% pelo Programa de Ações Afirmativas da Udesc, sendo 20% para os candidatos que fizeram todo o ensino médio na rede pública e 10% para candidatos negros. As inscrições serão homologadas a partir de 9 de agosto, e a primeira chamada está prevista para ocorrer a partir de 11 de agosto. Os aprovados ingressarão no segundo semestre letivo de 2021 da Udesc, com início previsto para 20 de setembro. Outros municípios com vagas Confira onde mais há oportunidades de estudo da Udesc: Balneário Camboriú (Cesfi): Administração Pública e Engenharia de Petróleo; Chapecó (CEO): Enfermagem e Zootecnia; Florianópolis (Cefid): Educação Física (Bacharelado), Educação Física (Licenciatura) e Fisioterapia; Florianópolis (Esag): Administração, Administração Pública e Ciências Econômicas; Florianópolis (Faed): Geografia (Bacharelado), História (Licenciatura) e Pedagogia; Joinville (CCT): Ciência da Computação, Engenharia (Civil, de Produção e Sistemas, Elétrica e Mecânica), Física (Licenciatura), Matemática (Licenciatura), Química (Licenciatura) e Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas; Lages (CAV): Agronomia, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária; Laguna (Ceres): Ciências Biológicas (Biologia Marinha e Biodiversidade) e Arquitetura e Urbanismo; Pinhalzinho (CEO): Engenharia Química; São Bento do Sul (Ceplan): Engenharia de Produção – Habilitação Mecânica e Sistemas de Informação. Mais informações Mais informações podem ser obtidas na página oficial do vestibular e com a Coordenadoria de Vestibulares e Concursos (Covest), pelo e-mail [email protected]. Acompanhe as notícias do vestibular pelo Facebook, pelo Instagram, pelo Twitter e pela Udesc em Rede. Por Assessoria de Comunicação da Udesc
Ibirama: Trabalhos de recuperação devem encerrar dentro do prazo
Há seis meses, enxurrada deixava rastro de destruição e morte em Ibirama Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Seis meses após enxurrada do ano passado, em Ibirama ainda é difícil imaginar a força da água que invadiu e destruiu casas e comércios no Ribeirão das Pedras e no Bairro Areado. Para quem passava pela BR-470 no início naquela manhã de quinta-feira, dia 17 de dezembro e encarava o mar de lama e entulhos, já tinha uma pequena dimensão da proporção da tragédia. Com um acumulado de 85,4 milímetros nas últimas 24h, a visão era de algo semelhante ao rompimento de uma barragem, como visto nos noticiários da TV. O saldo da enxurrada foi de 235 famílias atingidas, totalizando 750 pessoas. Um dos relatos mais dramáticos é do morador de Ribeirão das Pedras, José Scaravonatto- 44 anos, que morreu arrastado pela enxurrada, ao tentar salvar a família. Hoje, próximo do prazo de conclusão dos trabalhos de recuperação a realidade é outra. As ruas estão revitalizadas e limpas, e também o ribeirão das Pedras teve seu leito recuperado com muros de contenção. A vida das pessoas parece ter voltado à normalidade, após conviverem com dezenas de caminhões, escavadeiras e outros equipamentos realizando serviços de desassoreamento e recomposição de valas e ribeirões, desobstrução de redes de drenagem, reconstrução de pontes e recuperação das estradas vicinais. Trabalhos serão concluídos até hoje (23) O prazo para os trabalhos de recuperação encerra hoje (23). Para cumprir a meta, foram três empresas contratadas e a frente destes trabalhos estava o vice-prefeito do município, Jucélio de Andrade. “Além da recuperação, também houve a melhoria das estradas, que ficaram mais largas e seguras. Também houve a atualização e desobstrução de redes de drenagem e a recuperação de 15 pontes”, destaca. As obras de recuperação devem ser concluídas no fim do mês de junho. Foram criados dois planos de trabalhos, divididos de 37 metas “Vale destacar que este evento não ocorreu apenas no Ribeirão das Pedras e Areado. Tivemos também o Ribeirão do Salto, Serra São Miguel e Nova Stettin e todas elas estavam no plano recuperação, com algumas metas específicas para cada localidade”, acrescenta Jucélio. Os recursos encaminhados até o momento pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, do Governo Federal, somam R$ 10.544.241,47. Por Marcelo Zemke – Rede Vale Norte
Receita libera consulta a segundo lote de restituição do IR
Lote será o maior da história em valor e em número de contribuintes >> Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Às 10h de hoje (23), o contribuinte que entregou a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física até meados de março poderá saber se acertou as contas com o Leão. A Receita Federal liberará a consulta ao segundo dos cinco lotes de restituição de 2021. Esse será o maior lote de restituição da história, tanto em valor desembolsado como em número de contribuintes. Ao todo, 4.222.986 contribuintes receberão R$ 6 bilhões. Desse total, 2.906.310 contribuintes entregaram a declaração até 21 de março. O restante tem prioridade legal, sendo 97.082 contribuintes idosos acima de 80 anos, 779.763 contribuintes entre 60 e 79 anos, 54.240 contribuintes com alguma deficiência física ou mental, ou moléstia grave e 385.591 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. O dinheiro será pago em 30 de junho. A consulta pode ser feita na página da Receita Federal. Basta o contribuinte clicar no campo “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, “Consultar Restituição”. A consulta também pode ser feita no aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para smartphones Android e iOS. A consulta no site permite a verificação de eventuais pendências que impeçam o pagamento da restituição – como inclusão na malha fina. Caso uma ou mais inconsistências sejam encontradas na declaração, basta enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes. Inicialmente prevista para terminar em 30 de abril, o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física foi encerrado em 31 de maio devido à segunda onda da pandemia de covid-19. Apesar do adiamento, o calendário original de restituição foi mantido, com cinco lotes a serem pagos entre maio e setembro, sempre no último dia útil de cada mês. A restituição será depositada na conta bancária informada na Declaração de Imposto de Renda. Se, por algum motivo, o crédito não for realizado, como no caso de conta informada desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Neste caso, o cidadão pode reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Edição: Pedro Ivo de Oliveira Por Agência Brasil
Juro Zero fecha abril com mais de R$ 7 milhões em empréstimos para MEIs
Abril terminou com o saldo de 1.532 microempreendedores individuais apoiados pelo Programa Juro Zero, coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável. Foram mais de R $7 milhões em empréstimos para os MEIs no período. >> Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Para a gerente de Empreendedorismo Individual e Micro e Pequenas Empresas, Aline Cristine Ghisi, são empreendedores que, muitas vezes, deixaram a informalidade porque viram no MEI a oportunidade de ampliar o seu negócio e obter vantagens, como a possibilidade de ter acesso ao crédito. “O Juro Zero, pioneiro no país, é um fôlego que faz toda diferença no dia a dia dos microempreendedores dos mais diversos setores produtivos atendidos pelo programa. Além de ajudar neste momento de pandemia, também vem cumprindo seu objetivo de incentivar a formalização dos MEIs e movimentar a economia catarinense, uma prioridade do governo Carlos Moisés”, destaca ela. Desde 2011, o programa concedeu mais de R$ 362 milhões em crédito, através de 117.389 mil operações. Como funciona Pelo Juro Zero, o MEI recebe recursos financeiros para investir no seu negócio. Podem aderir ao programa todos os microempreendedores individuais que tiverem CNPJ regularizados e residentes em Santa Catarina. Os recursos financeiros são disponibilizados na forma de empréstimos no valor de até R$ 5 mil, os quais devem ser pagos em oito parcelas. Ao quitar as sete primeiras parcelas em dia, o MEI recebe a isenção da última parcela paga pelo Estado. O empreendedor tem o direito a realizar até duas operações, sujeitas à análise de crédito nas instituições de microcrédito presentes em todas as regiões de Santa Catarina (OSCIPs), e pelas cooperativas do Sistema Sicoob, com operação do Badesc. Por Mariane Lidorio Assessoria de Comunicação Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável – SDE
Como privatização da Eletrobras deve encarecer cerveja, carne e leite
Cerveja, carne, leite e material de construção mais caros. E além de tudo isso, uma conta de luz ainda mais salgada do que a atual. Segundo representantes da indústria e de entidades de defesa do consumidor, esses podem ser alguns dos efeitos da MP (medida provisória) de privatização da Eletrobras, aprovada na segunda-feira (21/06) pelo Congresso e que agora aguarda sanção presidencial – o que deve acontecer num prazo de até 15 dias, que vence em 6 de julho. >> Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. O governo contesta as estimativas dos especialistas e afirma que a desestatização da gigante do setor elétrico pode reduzir a conta de luz entre 5% e 7% já a partir do próximo ano. Segundo o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, a economia seria possível com a destinação de R$ 48 bilhões para atenuar as tarifas dos consumidores por meio da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). O dinheiro seria aportado ao longo dos anos, após a privatização da empresa. O Ministério da Economia estima que a desestatização pode gerar R$ 100 bilhões aos cofres públicos, sendo R$ 20 bilhões numa oferta primária de ações e outros R$ 80 bilhões em potenciais ofertas secundárias, que aproveitariam o aumento de valor de mercado da empresa. Segundo Mac Cord, o valor faria da operação a “maior privatização já vista no país”. A expectativa é de que essa oferta primária – que representará a privatização da empresa, ao reduzir a parcela do governo no capital dos atuais 61% para 45% – seja concluída até fevereiro de 2022. Para os representantes da indústria e dos consumidores, no entanto, os potenciais benefícios da arrecadação de recursos com a venda das ações serão mais do que compensados pela alta de custos resultantes de quatro pontos problemáticos da MP de privatização. Entenda esses quatro pontos e como isso vai chegar no seu bolso. CRÉDITO,ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL Legenda da foto,Com a privatização, energia atualmente vendida mais barata pela Eletrobras passará a ser comercializada a preços de mercado 1. Venda de energia mais cara após a privatização A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) estima que a MP de privatização da Eletrobras, da forma como foi aprovada pelo Congresso, deve gerar um custo adicional de R$ 400 bilhões aos consumidores ao longo dos próximos 30 anos. A maior parcela desse custo, de R$ 300 bilhões nos cálculos da entidade, será resultado da venda a preços de mercado de uma energia comercializada atualmente mais barata pela Eletrobras, devido ao fato de ser produzida por usinas hidrelétricas antigas, cujos investimentos já foram amortizados ao longo dos anos de operação. “O projeto de capitalização da Eletrobras foi apresentado em 2017, ainda no governo Michel Temer [MDB]”, lembra Carlos Cavalcanti, diretor do departamento de Infraestrutura da Fiesp. “Nesse projeto, a atratividade para o novo investidor – o bônus, o prêmio que está prometido para ele – é a chamada ‘descotização’ das usinas que tiveram seu preço de geração reduzido em 2013”, explica o representante do setor industrial. No ano anterior àquele, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou uma medida provisória (MP 579) que causou grandes desequilíbrios no setor elétrico. Por outro lado, essa MP resultou na redução do custo de produção de energia de um grupo de hidrelétricas da Eletrobras para cerca de R$ 100 por MWh (megawatt-hora), comparado a R$ 200 por MWh das usinas que vendem energia a preços de mercado. “A ‘descotização’ significa vender essa energia a preços de mercado, então ela vai passar de R$ 100, para R$ 200”, diz Cavalcanti. “Estão tentando convencer o consumidor de que a hora que você aumenta o preço de R$ 100 para R$ 200, vai abaixar o valor da energia elétrica. Não há matemática no mundo que sustente isso.” CRÉDITO,AGÊNCIA PETROBRAS/DIVULGAÇÃO Legenda da foto,Contratação de termelétricas de regiões onde não há produção de gás vai exigir construção de gasodutos e linhas de transmissão, cujos custos irão para a conta de luz 2. Obrigação de construir termelétricas a gás onde não há oferta do combustível Um segundo fator que deve gerar custos adicionais para os consumidores foi uma obrigação criada pelos parlamentares na tramitação da MP de contratação pelo governo de 8 GW (gigawatts) em termelétricas a gás natural, que devem ser instaladas em sua maioria em Estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. É o que se chama em política de “jabuti” – uma norma incluída na tramitação de um projeto de lei ou medida provisória que não tem relação com o tema em discussão. O termo tem origem no ditado popular “jabuti não sobe em árvore”, que se refere a fatos que não acontecem de forma natural. “Houve uma interferência direta do Legislativo no planejamento energético”, avalia Clauber Leite, coordenador do programa de Energia e Sustentabilidade do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). “No planejamento, técnicos fazem estudos para atender a demanda com o menor preço possível, usando mecanismos como leilões, que consideram as vocações de cada região do país. Isso é feito através da EPE, a Empresa de Pesquisa Energética”, explica. “O que aconteceu na MP foi uma reserva de mercado que desconsidera qualquer planejamento.” Pela MP aprovada, as novas termelétricas vão operar na base do sistema, isto é, de forma permanente e não apenas quando as demais fontes estiverem gerando de forma insuficiente. E com uma inflexibilidade de 70%, o que significa que elas vão operar obrigatoriamente 70% do tempo, mesmo que outras fontes mais baratas e limpas possam atender a demanda num determinado momento. Além disso, como a produção de gás natural do Brasil vem principalmente do pré-sal, em alto mar, será necessário construir gasodutos e linhas de transmissão para integrar essas usinas ao sistema. A Fiesp estima que a construção dessa infraestrutura pode gerar um custo adicional de R$ 50 bilhões aos consumidores em 20 anos. Na terça-feira (22/06), o secretário Diogo Mac Cord argumentou que o preço de geração da energia nessas usinas
Mais três órgãos passam a utilizar o Protocolo Digital
Instituições públicas aderiram à ferramenta desenvolvida para simplificar o envio de documentos e requerimentos >> Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Os cidadãos interessados em enviar documentos ou requerimentos ao Arquivo Nacional, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não precisarão se deslocar até essas instituições. Isso porque os três órgãos divulgaram a integração ao Protocolo Digital, serviço desenvolvido pelo Ministério da Economia. Com essas adesões, o Protocolo Digital já está presente em nove instituições públicas. Lançado como piloto no ano passado, a solução digital já está disponível nos ministérios da Economia, da Cidadania, do Meio Ambiente (MMA), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Defesa, além da Controladoria-Geral da União (CGU). Diariamente, são cerca de 1.100 protocolizações no sistema. “Além desses órgãos, outros oito estão trabalhando para se integrar ao Protocolo Digital nas próximas semanas, que é mais um serviço que coloca o Governo na palma da mão dos brasileiros”, afirmou o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, do Ministério da Economia, Caio Mario Paes de Andrade. Com informações do Ministério da Economia