
A Polícia Militar de Santa Catarina emitiu um alerta à população sobre o aumento de casos do chamado “golpe da falsa central bancária”, prática criminosa utilizada para obter dados pessoais, senhas bancárias e transferências financeiras das vítimas.
Segundo o alerta, os criminosos entram em contato por telefone se passando por funcionários de bancos e utilizam situações de urgência para pressionar as vítimas a agir rapidamente. Durante as ligações, os golpistas costumam informar supostas compras suspeitas, invasões de conta ou problemas de segurança bancária.
A partir disso, tentam convencer a pessoa a fornecer senhas, códigos enviados por SMS, tokens de autenticação ou até realizar transferências via Pix sob a justificativa de “proteger” o dinheiro da conta.
A Polícia Militar reforça que instituições bancárias não solicitam senhas por telefone, nem pedem códigos de segurança, tokens ou transferências para contas seguras.
Em caso de dúvida, a orientação é encerrar imediatamente a ligação e procurar os canais oficiais do banco para confirmar qualquer informação.
A corporação também orienta que, ao suspeitar de tentativa de golpe, a vítima deve registrar ocorrência e acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
O alerta reforça a importância da prevenção e da atenção durante contatos telefônicos envolvendo informações financeiras, especialmente diante do crescimento de crimes virtuais e fraudes eletrônicas.
Bancos podem indenizar vítimas de golpes de engenharia social
A terceira turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu, por unanimidade, que bancos e instituições de pagamento podem ser responsabilizados por indenizar clientes vítimas de golpes de engenharia social, como o golpe da falsa central bancária.
O entendimento é de que as instituições financeiras têm responsabilidade quando houver falhas na proteção de dados ou na identificação de movimentações suspeitas e incompatíveis com o perfil do cliente.
O relator do caso, ministro Ricardo Cueva, destacou que os bancos devem desenvolver mecanismos eficazes para prevenir fraudes e monitorar operações atípicas. A decisão teve como base o Código de Defesa do Consumidor e entendimentos já consolidados pelo STJ.
Os golpes de engenharia social utilizam manipulação psicológica para enganar vítimas, geralmente por telefone, redes sociais ou aplicativos de mensagens. Idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade econômica estão entre os principais alvos, segundo a Federação Brasileira de Bancos.
Entre as orientações de prevenção estão desconfiar de pedidos de informações pessoais, evitar abrir links suspeitos e confirmar a identidade de quem faz contato em nome de bancos ou instituições.
Em caso de suspeita de golpe, consumidores podem procurar o PROCON SC pelos canais de atendimento virtual, telefone 151.




