Ibirama ultrapassa 400 focos do mosquito da dengue e Vigilância faz alerta à população

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Jor. Marcelo Zemke

Bairros como Ponto Chic, Progresso, Bela Vista e Dalbérgia concentram maior infestação do Aedes aegypti; equipes reforçam necessidade de eliminar água parada

O município de Ibirama já ultrapassa a marca de 400 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. O aumento no número de focos em relação aos anos anteriores acende um alerta para a necessidade de intensificar os cuidados diários no combate à água parada.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, praticamente todos os bairros do município apresentam infestação do mosquito, com destaque para os bairros Ponto Chic, Progresso, Bela Vista e Dalbérgia. A maior parte dos focos encontrados está localizada em armadilhas espalhadas pela cidade e em pontos estratégicos monitorados pelas equipes de Endemias. No entanto, os agentes reforçam que os principais criadouros continuam sendo encontrados em resíduos descartados de forma irregular e dentro das próprias residências.

Entre os locais que mais acumulam água parada estão vasos de plantas, caixas d’água destampadas, piscinas sem tratamento, calhas e ralos entupidos, poços abertos, recipientes de água para animais, além de folhas de palmeiras e troncos ocos de árvores. As caixas d’água destampadas, segundo os agentes, têm sido uma situação recorrente no município e exigem atenção redobrada da população.

As equipes de combate às endemias realizam semanalmente inspeções em armadilhas e visitas em Pontos Estratégicos a cada 14 dias. Também são executadas ações como delimitação e revisão de focos, levantamento de índices, tratamento de áreas, investigação de denúncias, pesquisas vetoriais especiais (PVEs) e borrifação de inseticida em locais com maior incidência do mosquito. Além disso, o município realiza o Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRA), utilizado para monitorar o avanço da infestação.

A Vigilância reforça que o combate ao mosquito depende diretamente da participação da comunidade. Segundo os profissionais da área, sem o apoio da população, o trabalho das equipes fica comprometido diante da grande quantidade de focos registrados.

“Precisamos contar com a ajuda do povo ibiramense para combater este mosquito. A responsabilidade é de todos nós”, destaca a equipe de Endemias.