Nova subvariante “Cicada” da Covid-19 é monitorada em 23 países; entenda os riscos

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Matheus Cerqueira

Linhagem BA.3.2 apresenta 75 mutações na proteína Spike, facilitando o escape de anticorpos, mas não há indícios de aumento em casos graves.

SAÚDE / MUNDO – Cientistas e órgãos de vigilância sanitária acompanham a propagação da BA.3.2, uma subvariante da família Ômicron batizada de “Cicada”. Identificada em mais de duas dezenas de nações, a nova versão do vírus chama a atenção pela sua alta capacidade de mutação, o que permite que ela “desvie” parcialmente da proteção gerada por infecções anteriores ou vacinas.

O que muda com a Cicada? Diferente de variantes anteriores como a Delta, a Cicada não representa um “salto” evolutivo, mas sim uma adaptação contínua da Ômicron. Suas 75 mutações estão concentradas na proteína Spike (usada pelo vírus para invadir as células), o que favorece a reinfecção, mas, segundo Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm, isso já era esperado dentro da dinâmica evolutiva do vírus.

Sintomas e Gravidade: Até o momento, o perfil clínico da Cicada não apresenta novidades agressivas. Os sintomas relatados seguem o padrão das sublinhagens recentes:

  • Febre e dor de corpo;
  • Dor de garganta e tosse;
  • Coriza e cansaço excessivo.

Eficácia das Vacinas: Especialistas reforçam que, apesar das mutações, as vacinas disponíveis continuam sendo a ferramenta mais eficaz para evitar hospitalizações e mortes. A proteção contra formas graves da doença permanece sólida, especialmente para aqueles que mantêm o esquema vacinal atualizado.

Fonte: Redação Rede Vale Norte / Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).