
Lideranças esperam anúncio do governo federal sobre 76 terras prontas para homologação; duas marchas estão programadas para esta semana.
BRASÍLIA / NACIONAL – Teve início nesta terça-feira (7) a programação oficial do 22º Acampamento Terra Livre (ATL). O evento, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), busca pressionar o governo federal para que avance no cronograma de demarcações. Segundo a organização, pelo menos 76 Terras Indígenas (TIs) já cumpriram todas as etapas burocráticas e aguardam apenas a assinatura presidencial.
Pautas e Reivindicações: O coordenador da Apib, Kleber Karipuna, destacou que, embora 20 terras tenham sido homologadas nos últimos três anos (totalizando 2,2 milhões de hectares), o avanço ainda é considerado tímido diante do passivo histórico. O movimento defende que o Brasil assuma o compromisso de proteger 58 milhões de hectares nos próximos cinco anos.
Violência e Vulnerabilidade: A segurança das comunidades também está no centro do debate. Luana Kayngang, coordenadora da região Sul (Arpin-Sul), alertou para o aumento da violência contra mulheres indígenas, que se tornaram alvos preferenciais em ataques externos às aldeias.
Programação de Marchas:
- Terça-feira (7): Primeira marcha rumo à Praça dos Três Poderes para encontro com parlamentares e representantes do governo.
- Quinta-feira (9): Segunda marcha com o tema “Demarca Lula”, focada na cobrança direta pela assinatura das homologações pendentes.
O Posicionamento do Governo: Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) reforçou que a criação da pasta em 2023 rompeu com a visão tutelar do Estado, permitindo que os próprios indígenas ocupem cargos decisórios. O ministério ressaltou que as ações dos últimos anos foram focadas na recuperação de direitos desmantelados em gestões anteriores.
Fonte: Redação Rede Vale Norte / Agência Brasil.




