Secretária municipal de Educação, Cultura e Esportes, Katiuscia Bihringer, utilizou a tribuna para prestar esclarecimentos sobre situações

Uma declaração do vereador José Vanderlei da Silva, o Tibica (PSD), durante a sessão da Câmara de Vereadores de Ibirama, realizada na segunda-feira (5), repercutiu nas redes sociais após a discussão sobre ocorrências envolvendo crianças em unidades de educação infantil do município.
Ao comentar o caso de uma criança de 2 anos que saiu de uma unidade sem acompanhamento de um adulto, o vereador afirmou: “Até preso foge, onde ele está bem guardado”. A fala ocorreu durante a manifestação em que Tibica questionou as circunstâncias do episódio e cobrou esclarecimentos sobre o que havia acontecido.
Durante a sessão, a secretária municipal de Educação, Cultura e Esportes, Katiuscia Bihringer, utilizou a tribuna para prestar esclarecimentos sobre situações que tiveram repercussão nas redes sociais. Segundo ela, os casos que chegaram ao conhecimento da Secretaria foram comunicados às famílias e discutidos com profissionais e equipes gestoras.
Criança foi localizada do lado de fora da unidade
Sobre o episódio citado pelo vereador, a secretária explicou que a criança teria saído da sala enquanto uma professora realizava a troca de outra criança. Conforme o relato apresentado na Câmara, o momento também era marcado pela movimentação de entrada e saída de profissionais e familiares, e o portão da unidade permanecia aberto.
A ausência da criança foi percebida posteriormente. Ela foi localizada do lado de fora da unidade e conduzida novamente para o interior do espaço. A família foi comunicada e, após o episódio, foram realizadas orientações e adotadas providências.
Katiuscia afirmou que uma das ocorrências relatadas “não deveria ter acontecido”, mas contestou manifestações que apontavam suposta omissão da Secretaria de Educação.
A secretária também esclareceu que uma imagem que circulou nas redes sociais e foi associada aos casos não teria sido registrada em Ibirama.
Durante os esclarecimentos, Katiuscia defendeu a ampliação do videomonitoramento nas unidades como ferramenta auxiliar para a segurança e para a apuração de eventuais ocorrências. Segundo ela, algumas unidades contam com portões eletrônicos que podem apresentar problemas de funcionamento.
A secretária destacou ainda que a rede municipal atende aproximadamente 2,7 mil crianças diariamente e conta com cerca de 500 profissionais. Ela citou desafios relacionados à falta de profissionais, afastamentos e rotatividade, defendendo a realização de concurso público para fortalecer as equipes.
Katiuscia ressaltou, entretanto, que equipamentos e protocolos não substituem a atuação dos profissionais. “As câmeras não serão a solução. A solução é humana”, afirmou.
Ao final da manifestação, a secretária orientou as famílias a procurarem diretamente as unidades de ensino ou a Secretaria de Educação sempre que houver dúvidas ou preocupações.
Segundo Katiuscia, eventuais falhas precisam ser reconhecidas e corrigidas, mas os fatos devem ser apurados considerando o contexto de cada situação e ouvindo as partes envolvidas. “É preciso conhecer o contexto antes de acusar, é preciso compreender as partes antes de apontar os culpados”, declarou.



