Pular para o conteúdo principal

Rede Vale Norte

Atuação do MPSC garante medidas para reduzir filas de saúde

WhatsApp
Facebook
LinkedIn
Foto de Jor. Marcelo Zemke
Jor. Marcelo Zemke

Tutela de urgência determina apresentação de plano de ação em 60 dias e eliminação da demanda reprimida de fisioterapia, psicologia e fonoaudiologia em até 180 dias 

O Município de Taió terá que adotar medidas para reduzir as filas de espera por atendimentos de fisioterapia, psicologia e fonoaudiologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A determinação foi concedida em tutela de urgência requerida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) à Justiça, após a Promotoria de Justiça de Taió identificar mais de 1,2 mil pessoas aguardando atendimento nessas especialidades. 

O Município tem 60 dias para apresentar um plano de ação para os serviços de saúde. A decisão estabelece que, após a apresentação do plano, a demanda reprimida registrada nas listas de espera que integram o processo deverá ser eliminada em até 180 dias. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 1 mil para cada uma das obrigações. As penalidades estão limitadas a R$ 1 milhão cada e serão aplicadas exclusivamente ao Município. 

“A decisão representa um avanço importante para garantir que os pacientes que aguardam há meses por atendimento tenham acesso efetivo aos serviços de saúde. O objetivo da atuação do Ministério Público é assegurar que Taió organize a oferta dessas especialidades e adote medidas concretas para que a população seja atendida em prazo razoável”, afirma o Promotor de Justiça Juliano Vieira. 

A investigação teve início após atendimento ao público realizado na Promotoria de Justiça, em setembro de 2025. Na ocasião, foi relatado que entre 400 e 500 pessoas aguardavam sessões de fisioterapia havia cerca de três meses, período em que o processo de credenciamento de profissionais estava paralisado. O levantamento apontou 232 pacientes na fila por sessões de fisioterapia e outros 1.023 aguardando atendimento psicológico, entre consultas clínicas e avaliações. A apuração também constatou insuficiência na oferta de fonoaudiologia. 

O Município havia informado que a situação seria solucionada com a nomeação de profissionais aprovados em concurso público realizado em 2025. No entanto, conforme apurado pelo MPSC, a medida não foi suficiente para atender à demanda existente. 

Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas capazes de reduzir o tempo de espera e assegurar o atendimento dos pacientes em prazo razoável. Entre as alternativas apresentadas estavam a convocação dos aprovados no concurso público, a conclusão dos processos de credenciamento, a contratação temporária de profissionais ou, de forma subsidiária, o custeio dos atendimentos na rede privada. 

Com a tutela de urgência, o Município deverá apresentar nos autos a comprovação do cumprimento de cada obrigação dentro dos prazos estabelecidos.  

WhatsApp
Facebook
LinkedIn