Mostra reúne fotografias e documentos históricos de famílias e comunidades que contribuíram para a formação de Presidente Getúlio, José Boiteux e região. Visitação segue até 20 de novembro.

Rafael mostra exposição que está no térreo do Bloco Imbuia – Foto: Thiago Augusto
A história das famílias de origem italiana e trentina que contribuíram para a formação do Alto Vale do Itajaí ganha destaque em uma exposição que começa nesta quarta-feira, 14 de outubro, em Ibirama. Intitulada “Memórias Territoriais: Famílias, comunidade e história da imigração italiana na Colônia Hansa-Hammonia”, a mostra reúne fotografias e documentos históricos que ajudam a preservar a memória das comunidades e de suas origens.
A exposição é promovida pelo Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em parceria com o Arquivo Público Municipal de Ibirama Carlos Pabst e o Circolo Trentino di Presidente Getúlio. A visitação segue até 20 de novembro.
A iniciativa integra o Projeto de Cultura “Colônia Hansa-Hammonia – História e Memória” e apresenta registros de famílias que viveram em localidades que hoje pertencem aos municípios de Presidente Getúlio e José Boiteux.
Entre os materiais expostos estão retratos familiares, fotografias de primeiras comunhões, missas, procissões, celebrações religiosas e encontros comunitários. As imagens revelam aspectos do cotidiano, da religiosidade, dos costumes e das relações sociais que marcaram diferentes gerações.
A mostra também reúne documentos e registros relacionados à história do território, incluindo imagens de Ibirama, do Barracão do Imigrante e um mapa de 1905 do antigo Município de Blumenau.
Segundo Rafael Rossi Schafer, técnico da Udesc Alto Vale e responsável pelo projeto, o conjunto permite observar diferentes períodos da ocupação e das transformações territoriais da região.
Pesquisa e recuperação de documentos históricos
A exposição está vinculada ao trabalho desenvolvido pela Udesc Alto Vale, com apoio do Arquivo Público Municipal de Ibirama Carlos Pabst, voltado à digitalização e ao estudo de documentos da Sociedade Colonizadora Hanseática.
A pesquisa busca ampliar o conhecimento sobre a ocupação das terras da antiga companhia colonizadora pelos diferentes grupos de imigrantes e migrantes que chegaram ao Alto Vale do Itajaí.
Muitas das fotografias apresentadas foram produzidas aproximadamente entre as décadas de 1930 e 1950. Além de registrar pessoas e famílias, as imagens representam fragmentos da memória coletiva e ajudam a compreender como as comunidades estabeleceram vínculos com o território e participaram da construção da identidade regional.
Preservação da memória regional
A iniciativa também chama a atenção para a importância da preservação do patrimônio documental e fotográfico. Ao reunir registros históricos e imagens da vida comunitária, a exposição aproxima os visitantes das trajetórias familiares e da história dos diferentes grupos que contribuíram para o desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí.“Ao reunir documentos históricos e registros da vida comunitária, a exposição reforça a importância da preservação e da valorização do patrimônio documental e fotográfico. O trabalho também contribui para aproximar a comunidade de sua própria história, reconhecendo as trajetórias familiares e os diferentes grupos que ajudaram a construir a identidade do Alto Vale do Itajaí”, finaliza Schafer.
A mostra oferece uma oportunidade de conhecer parte da história da imigração italiana e trentina na antiga Colônia Hansa-Hammonia, valorizando documentos, fotografias e lembranças que ajudam a compreender as origens da região.
Serviço
- Exposição: Memórias Territoriais: Famílias, comunidade e história da imigração italiana na Colônia Hansa-Hammonia
- Abertura: Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
- Período de visitação: Até 20 de novembro de 2026
- Realização: Udesc Alto Vale, Arquivo Público Municipal de Ibirama Carlos Pabst e Circolo Trentino di Presidente Getúlio



