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Rede Vale Norte

Ibirama busca novas famílias para ampliar Serviço de Família Acolhedora

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Jor. Marcelo Zemke

Encontro no dia 19 de outubro vai apresentar o programa à comunidade e explicar como funciona o acolhimento temporário de crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência

Marcelo Zemke

O município de Ibirama busca ampliar o número de famílias cadastradas no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora. A proposta será apresentada à comunidade durante um encontro marcado para o dia 19 de outubro, às 18h, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

O encontro reunirá as famílias que já participam do programa, representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário, da rede de atendimento do município e da assessoria técnica da AMAVI. A atividade também será aberta a moradores interessados em conhecer o serviço e avaliar a possibilidade de se tornar uma família acolhedora.

Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Sandro Gonçalves, Ibirama alterou a legislação no ano passado para ampliar o programa. Antes, o serviço era direcionado somente a crianças e adolescentes. Com a mudança, também passaram a ser contempladas pessoas idosas e pessoas com deficiência.

Atualmente, o município possui duas famílias cadastradas. Uma realiza o acolhimento de uma pessoa idosa, enquanto outra está habilitada para o acolhimento de crianças e adolescentes. Ainda não há família cadastrada para atender pessoas com deficiência.

Acolhimento não é adoção

Durante entrevista, o secretário reforçou que o acolhimento familiar é diferente da adoção. A família recebe temporariamente uma pessoa que precisa ser afastada do convívio familiar de origem, sempre dentro de um processo acompanhado pela equipe técnica e pelo sistema de Justiça.

No caso de crianças e adolescentes, o período de acolhimento pode durar, em média, um ano e seis meses, enquanto são avaliadas as possibilidades de retorno à família de origem. Caso isso não seja possível, uma decisão judicial poderá determinar a destituição do poder familiar e o encaminhamento para uma família substituta.

A família acolhedora também não pode adotar a criança ou o adolescente que estiver sob seus cuidados durante o processo.

Para idosos e pessoas com deficiência, o período de acolhimento pode ser indeterminado, conforme cada situação. A prioridade é manter essas pessoas em ambiente familiar e comunitário, evitando, quando possível, o afastamento para uma instituição.

Município oferece apoio financeiro

As famílias acolhedoras recebem acompanhamento de profissionais da Assistência Social durante o período de acolhimento. Também existe um auxílio financeiro concedido pelo município.

De acordo com Sandro Gonçalves, o valor parte de um salário mínimo por acolhimento, podendo chegar a dois ou três salários mínimos conforme o grau de dependência e as necessidades da pessoa acolhida.

A família interessada passa por avaliação técnica, na qual são analisadas as condições, disponibilidade e o perfil para o acolhimento. No caso de crianças e adolescentes, por exemplo, a família pode indicar o perfil com o qual possui condições de trabalhar, considerando faixa etária e eventuais necessidades específicas.

Todo acolhimento é acompanhado pela equipe técnica e passa pela análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Demanda preocupa município

Ibirama apresenta atualmente uma demanda significativa por acolhimento de crianças e adolescentes. Segundo o secretário, o município já ultrapassou a capacidade considerada para uma instituição de acolhimento, que é de até 20 crianças ou adolescentes.

Diante desse cenário, a ampliação do Serviço de Família Acolhedora é considerada uma alternativa para oferecer um atendimento mais individualizado e próximo da comunidade.

A intenção da Secretaria de Assistência Social é encontrar novas famílias dispostas a oferecer temporariamente cuidado, proteção e convivência familiar para pessoas que estejam em situação de vulnerabilidade.

Encontro será aberto à comunidade

O encontro técnico será realizado no dia 19 de outubro, às 18h, na sala do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do CRAS de Ibirama.

A atividade será uma oportunidade para esclarecer dúvidas, conhecer os critérios para o cadastro e entender como funciona o acompanhamento das famílias durante o acolhimento.

Serviço

Data: 19 de outubro de 2026
Horário: 18h
Local: CRAS de Ibirama – sala do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
Público: famílias cadastradas e comunidade interessada

Interessados em conhecer ou participar do Serviço de Família Acolhedora podem procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação de Ibirama para receber orientações sobre o cadastro e as etapas de avaliação.

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