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Rede Vale Norte

Nove em cada 10 municípios catarinenses já adotaram ações preventivas contra períodos de chuva intensa

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Foto de Jor. Marcelo Zemke
Jor. Marcelo Zemke

Iniciativa da Defesa Civil, intitulada de Operação Primavera, soma 2.885 ações em 281 municípios de Santa Catarina diante do avanço do El Niño – Foto: Jonatã Rocha/Arquivo/SecomGOVSC

Mais de 95% dos municípios catarinenses já realizaram ações preventivas contra o período mais chuvoso do ano, entre setembro e novembro. O avanço integra a Operação Primavera 2026, iniciativa da Defesa Civil de SC que mobiliza as prefeituras catarinenses em ações de limpeza de rios, bueiros e poda de árvores, além de obras de drenagem e contenção. 

De acordo com levantamento mais recente da instituição, 2.885 ações preventivas já foram realizadas, beneficiando cerca de 4 milhões de pessoas. Ao todo, foram realizadas pelas prefeituras: 519 limpezas de córregos e 443 limpezas de sistemas de drenagem. As obras de drenagem aparece em seguida, com 305 ações. 

Os números mostram o avanço da articulação entre Estado e prefeituras, que ganha ainda mais relevância neste ano diante de um El Niño muito forte. O fenômeno climático aquece as águas do Oceano Pacífico e tende a intensificar as chuvas na região Sul do Brasil.

“Essas intervenções permitem melhorar o funcionamento dos sistemas de drenagem, reduzir fatores de risco e ampliar a capacidade de resposta dos municípios diante de possíveis eventos hidrometeorológicos típicos da estação”, afirma o secretário da Defesa Civil, Cel. BM Fabiano de Souza.

Como a operação funciona

A Operação Primavera é um trabalho em conjunto entre Estado e municípios, cada um cumprindo um papel essencial. Quem executa as ações no terreno são as prefeituras, que conhecem de perto os pontos mais críticos de cada região. Já a Defesa Civil estadual atua na coordenação, oferecendo apoio técnico por meio do Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (SIEPDEC) e garantindo que todos os municípios consigam responder com a mesma organização e agilidade.

O Gerente de Operações da Defesa Civil de SC, coronel Aldrin Silva de Souza, explica que a conexão entre o Estado e prefeitura é feita pelas Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil (COREDEC), responsáveis por acionar os Grupos de Ações Coordenadas (GRACs) regionais e assegurar que secretarias municipais de obras, meio ambiente e defesa civil trabalhem de forma integrada, e não isoladamente. “Além disso, é fomentada a metodologia do Sistema de Comando em Operações (SCO), modelo que padroniza a forma como as equipes atuam em campo”, acrescenta Souza.

Frentes de trabalho 

Com o suporte do Estado, os municípios concentram esforços em três principais frentes de trabalho: a limpeza de rios, com a desobstrução de cursos d’água para evitar represamentos; a manutenção de bueiros, valas e galerias pluviais para impedir o acúmulo de água nas ruas durante temporais; e o manejo da vegetação urbana, com poda e plantio de árvores para evitar que galhos obstruam bueiros ou que o solo fique desprotegido e favoreça deslizamentos. Além disso, devem priorizar intervenções em locais mapeados com risco de alagamentos, inundações, deslizamentos e movimento de massa.

Paralelamente, a Defesa Civil, junto às prefeituras, realiza treinamentos para que as equipes locais saibam agir antes e durante emergências, além de incentivar o monitoramento constante de avisos e alertas meteorológicos. Os municípios, por sua vez, ficam responsáveis por mobilizar os grupos de atuação e as secretarias municipais em torno das ações de prevenção, e por registrar todas as atividades realizadas em formulários oficiais, o que permite à Defesa Civil estadual acompanhar o avanço da operação em tempo real em todo o território catarinense.

Com a mobilização em andamento, a Defesa Civil reforça que a participação ativa dos municípios é determinante para o sucesso da operação. Prefeituras que ainda não iniciaram as ações preventivas devem fazê-lo com urgência. “Cada intervenção realizada representa menos risco para a população em áreas vulneráveis”, reforça Souza. Para obter orientações técnicas, os municípios devem acionar a COREDEC de sua região.

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