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Rede Vale Norte

Risco de deslizamento mantém 17 famílias fora de casa em Apiúna

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Foto de Jor. Marcelo Zemke
Jor. Marcelo Zemke

Estudo geológico deve indicar se moradores da localidade de Subida poderão retornar às residências ou se será necessária a desocupação definitiva

O risco de novos deslizamentos de terra mantém 17 famílias fora de suas casas na localidade de Subida, em Apiúna, no Vale do Itajaí. A retirada preventiva ocorreu na última semana, diante da instabilidade do solo, que apresenta histórico de movimentações desde 2019.

A situação preocupa a comunidade há anos e voltou a acender o alerta após um novo deslocamento de terra provocado pelas chuvas recentes. Apesar de a movimentação estar estabilizada desde a semana anterior, a área permanece sob monitoramento da Defesa Civil.

“Nós temos um evento acontecendo aqui nesse vale desde 2019. Em 2023 teve mais uma movimentação de terra devido a um evento de precipitações. Agora, com a influência do El Niño, o solo está em ponto de saturação e teve mais uma movimentação de terra”, detalha José Alcir Roza Junior, coordenador da Defesa Civil de Apiúna.

Segundo o órgão municipal, a movimentação mais recente ocorreu após um acumulado de 108 milímetros de chuva. A saturação do solo aumenta a preocupação com a possibilidade de novos deslizamentos, especialmente diante da instabilidade já identificada na encosta.

Estudo vai orientar decisão sobre as moradias

A definição sobre o futuro das famílias depende da conclusão de um estudo geológico elaborado pela Defesa Civil de Blumenau. O levantamento tem previsão de conclusão para sexta-feira (16), e os resultados devem ser apresentados aos moradores afetados na tarde de sábado (17).

A análise técnica deverá apontar as condições de segurança da encosta e subsidiar as decisões sobre as próximas medidas a serem adotadas na localidade.

Entre as possibilidades estão a autorização para que os moradores retornem às residências, caso haja condições seguras, ou a necessidade de desocupação definitiva, se os riscos forem considerados elevados.

Até a conclusão do estudo e a definição das medidas, a situação das 17 famílias permanece condicionada à avaliação técnica das autoridades responsáveis. A prioridade é garantir a segurança dos moradores diante do risco de novos movimentos de terra.

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