Rio do Sul vai ganhar monumentos em homenagem aos veteranos da Segunda Guerra Mundial

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Jor. Marcelo Zemke

Uma iniciativa da Fundação Cultural, em parceria com os poderes Executivo e Legislativo

O legado dos expedicionários brasileiros, combatentes na Segunda Guerra Mundial, permanece vivo como exemplo de coragem, patriotismo e resistência contra o totalitarismo. Como forma de reconhecimento, Rio do Sul vai ganhar monumentos em homenagem aqueles que lutaram em defesa da liberdade e da democracia durante o conflito mundial há mais de 80 anos.

A inauguração será no dia 16 de julho, quinta-feira, às 8h30, no Museu Histórico e Cultural Victor Lucas, no centro da cidade. Uma iniciativa da Fundação Cultural, em parceria com a Prefeitura e Câmara de Vereadores.

“Ao lado do museu serão fixados um arco com uma placa contendo os nomes dos veteranos que integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB), seção regional de Rio do Sul, e estátuas que representam um canhão e um soldado em tamanho real”, explica a diretora do Departamento de Patrimônio Histórico e Museológico, Catia Dagnoni.

Os monumentos, confeccionados com pó de mármore, resina e fibra de vidro, são obras de arte do artista catarinense Ademir Russo dos Santos. Russo é natural de Salete, no Alto Vale, e tem seu trabalho reconhecido em Santa Catarina, sendo o responsável pela criação de obras monumentais e bustos expostos em locais e praças públicas de diferentes cidades.

“A programação também reserva homenagem aos familiares dos expedicionários presentes no ato, que receberão certificados em reconhecimento à contribuição e ao legado desses cidadãos, reafirmando o compromisso de manter viva a memória daqueles que participaram de um dos momentos mais importantes da história”, destaca o superintendente da Fundação Cultural, Cleber Roberto Paul.

HISTÓRIA

A Força Expedicionária Brasileira representou a participação do Brasil na luta contra o nazifascismo durante a Segunda Guerra Mundial. Após declarar guerra às potências do Eixo em agosto de 1942, em resposta ao afundamento de navios brasileiros, o país enviou cerca de 25 mil pracinhas para combater na Itália entre 1944 e 1945. A FEB destacou-se por sua bravura em importantes batalhas, contribuindo para a libertação de cidades italianas e capturando mais de 20 mil soldados inimigos.

O Brasil foi o único país da América do Sul a enviar tropas para o campo de batalha na Europa. A campanha custou a vida de mais de 900 militares brasileiros, que fizeram o sacrifício máximo em defesa da democracia e da liberdade. Santa Catarina teve participação expressiva nesse esforço, especialmente com o contingente de 538 expedicionários de Blumenau, formado por descendentes de alemães, italianos e açorianos. Destes, oito morreram em combate.

A atuação da FEB tornou-se um marco da história militar brasileira e simboliza o compromisso do país com a defesa da liberdade, da democracia e da paz.

Com informações de Sérgio Campregher – Historiador