Projeto promove saúde, autoestima e acolhimento através da dança em Presidente Getúlio e Ibirama

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Jor. Marcelo Zemke

Mulheres que Dançam visa promover a saúde e  o fortalecimento da autoestima

Marcelo Zemke

Mais do que passos ritmados, o Projeto Mulheres que Dançam tem transformado vidas no Alto Vale do Itajaí. Idealizado pela instrutora e coordenadora Sandra Raquel Nascimento, o projeto utiliza a dança como uma poderosa ferramenta de bem-estar físico, emocional e social para mulheres de diferentes idades e histórias. O grupo, que nasceu há mais de dois anos em Presidente Getúlio, agora se expande e já colhe frutos também em Ibirama, com aulas regulares no bairro Nova Stettin.

Além de promover saúde e combater o sedentarismo, o projeto se tornou um espaço de fortalecimento da autoestima, criação de vínculos e inspiração. Um exemplo dessa transformação é a própria Cheila Heusser Dietrich Wilhelm, que iniciou como aluna e hoje atua como coordenadora. “A dança nos movimenta por fora e por dentro. É incrível ver mulheres se descobrindo, vencendo medos e fortalecendo umas às outras”, destaca.

Atualmente, os encontros ocorrem em Presidente Getúlio, às terças e quintas-feiras, das 18h às 19h30 e em Ibirama (Nova Stettin), às segundas e quartas-feiras, no mesmo horário.

Em Presidente Getúlio, o grupo reúne cerca de 40 participantes. Em Ibirama, o número já passa de 30 mulheres, mesmo com poucos meses de implantação. E o crescimento é orgânico — muitas chegam por indicação de amigas ou após conhecerem ações sociais realizadas pelo projeto.

Muito além da dança

O Mulheres que Dançam vai além das coreografias. Periodicamente, são promovidas rodas de conversa, palestras e campanhas solidárias. O grupo já realizou ações como doação de cestas básicas, roupas e, neste inverno, está organizando uma campanha de arrecadação de cobertores para famílias em situação de vulnerabilidade. “Temos até famílias fixas que acompanhamos. Quando melhoram de vida, elas mesmas pedem para ajudar outras. É um ciclo de solidariedade que emociona”, explica Raquel.

Também há parcerias com o Corpo de Bombeiros, que contribuem com palestras sobre primeiros socorros e autocuidado, reforçando o compromisso do grupo com a saúde integral da mulher.

De aluna a instrutora

Outro destaque do projeto é a formação de lideranças femininas. Além de Cheila, a instrutora Juliana Piske Bertelli, que hoje conduz as aulas em Nova Stettin, também começou como aluna e foi sendo capacitada por Raquel. “Isso mostra o quanto o projeto é feito por e para mulheres. Cada uma encontra seu espaço, sua força e seu talento”, ressalta a coordenadora.

Aberto para todas

O projeto é gratuito e não possui restrição de idade. Basta vontade de participar. “Sempre cabe mais uma. Quem quiser pode nos procurar pelas redes sociais ou WhatsApp, fazer uma aula experimental e descobrir se gosta. Não precisa ter experiência, basta coragem para tentar”, incentivam as coordenadoras.

Com planos de expansão para outras cidades como Taió e Dona Emma, o Projeto Mulheres que Dançam segue como um exemplo de iniciativa comunitária transformadora, feita com amor, movimento e muita dedicação.