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Rede Vale Norte

Desastres relacionados às chuvas triplicaram no país, aponta relatório

Estudo coordenado pela Unifesp apresenta dados do período 1991-2023 Entre os anos de 2020 e 2023, o Brasil passou por 7.539 desastres climáticos causados por chuvas intensas. O número revela aumento de 222,8% em relação aos eventos ocorridos ao longo de toda a década de 1990, quando foram registradas 2.335 episódios dessa natureza. São enxurradas, inundações, temporais e deslizamentos de solo, que, desde 2020, ocorreram com mais frequência e intensidade. Os dados são do relatório Temporadas das Águas: O Desafio Crescente das Chuvas Extremas, segundo estudo da série Brasil em Transformação, produzido pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica e coordenado pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com o pesquisador da Unifesp Ronaldo Christofoletti, que lidera a equipe do estudo, a partir de dados consolidados de longo prazo, os resultados apresentados revelam o que já vem ocorrendo. “A gente está trazendo dados do passado onde se mostra que já aumentou o número desse tipo de desastres climáticos, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, onde a ciência já prevê mais intensidade de chuva”, disse Christofoletti. Segundo o pesquisador, os dados também corroboram as projeções do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que apontam tendência de mudança no regime pluviométrico brasileiro, com aumento de 30% de chuvas nas regiões Sul e Sudeste e redução de até 40%, no Norte e Nordeste, até o fim deste século, em 2100. “Então, a gente começa a ver essas alterações no tempo e no espaço, e em alguns lugares vai chover muito, a ponto de causar desastres, onde muitas vezes nem esperado é. Como a gente já viu, e está vendo de novo, no Rio Grande do Sul, com muita água em muito pouco tempo. E depois, nós vamos ter regiões que já recebiam pouca água, como o sertão, que vai passar a receber menos chuva ainda”, explica. O relatório detalha dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional no período de 1991 a 2023. Ao longo desses 32 anos, quando é aplicado um recorte para desastres climáticos causados por chuvas intensas, o número total de tais eventos é de 26.767. No período, 64% desses desastres foram de natureza hidrológica, dos quais as enxurradas foram as mais frequentes, representando mais da metade desse percentual (55%), seguida de inundações, que foram 35%. Os desastres causados por chuvas que tiveram natureza meteorológica representaram 31% das mais de 26 mil ocorrências nesse período. Os temporais somaram 75% desse percentual. Menos frequentes, os desastres de natureza geológica foram apenas 5% do total, sendo que 91% dos registros desse grupo foram casos de deslizamentos de solo. Cidades O estudo também faz um recorte da ocorrência desses desastres nas cidades brasileiras. No total, até agora, os eventos extremos associados às precipitações afetaram 4.645 cidades, representando cerca de 83% dos municípios brasileiros. Na década de 90, apenas 27% desse total havia sido atingido e na primeira década de 2000, 68% das cidades já haviam passado por algum desastre por chuva. A evolução desses números impacta de várias formas quem vive nas cidades afetadas, dizem pesquisadores. “Vamos ter impactos diretos e indiretos. Como impacto direto da chuva extrema e inundações, pode haver perdas materiais de casas, infraestrutura, impactos na produção, deslocamento de pessoas, impactos na saúde. E aí se começa a entrar em um segundo cenário, que é a perda que não se consegue mensurar diretamente da saúde mental”, acrescentou Christofoletti. A mudança do regime de chuvas no país também aparece em um estudo da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) que aponta a diminuição da disponibilidade de recursos hídricos, que pode ultrapassar 40% em bacias hidrográficas das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e em parte do Sudeste, até 2040. Para Christofoletti, as consequências de tais impactos pressionarão as populações dessas regiões, levando a novos fluxos migratórios de refugiados climáticos. “É aquela família, aquelas pessoas que vão perceber que terão que se deslocar do seu território para outro, porque não conseguem mais ter a vida que tinham. Seja por insegurança, porque é uma área de muito alagamento, um morro, ou porque dependiam de uma agricultura familiar que agora não é mais possível ali. Então, a tendência de crescimento dos refugiados climáticos no mundo é muito forte”, disse o pesquisador. Adaptação Segundo a especialista em soluções baseadas na natureza Juliana Baladelli Ribeiro, que integra a equipe da pesquisa, esses dados são um alerta para a mobilização de gestores públicos, da iniciativa privada e de organizações sociais para a implementação de estratégia sustentável, principalmente para centros urbanos. Juliana destacou que, entre as estratégias complementares, é preciso considerar uma parcela de soluções baseadas na natureza, que acrescentam às cidades resiliência e qualidade de vida. “A gente não está dizendo que simplesmente as soluções baseadas na natureza serão a ‘bala de prata’, mas a gente entende que elas são muito importantes nesse contexto, porque é um tipo de tecnologia que usa a infraestrutura verde, para solucionar esses problemas e traz benefícios adicionais múltiplos”, explicou a especialista da Fundação Grupo Boticário. Alguns exemplos citados por Juliana são os jardins de chuva, parques urbanos e as lagoas artificiais como parte dos sistemas de drenagem. “Se, em vez de um piscinão de concreto, eu tenho um parque ou uma lagoa, como eu tenho aqui em Curitiba, por exemplo, o Parque Barigui. Em um dia de chuva intensa, aquele lago enche, o parque alaga, e está tudo bem, porque ele não tem nenhuma estrutura ali que vai ser severamente prejudicada.” Por outro lado, a infraestrutura do Parque permanece disponível nos dias sem chuva, trazendo conforto térmico para a cidade, além de ser uma área de lazer, contemplação e para a prática de exercício, destaca a especialista. Fronteiras Ronaldo Christofoletti acrescenta que o estudo, além de reunir dados que servirão como balizadores para o desenvolvimento de cidades e economias mais resilientes, traz reflexões sobre a integração de todo o planeta por meio dos diferentes biomas existentes. “Não é só sobre o bioma [em] que eu moro, seja Mata Atlântica, Amazônia ou

Prefeitura de Ibirama realiza melhorias na Rua João Aurich

A Prefeitura de Ibirama, por meio da Secretaria de Obras e em parceria com o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), está executando serviços de conserto na tubulação e na drenagem da Rua João Aurich. A intervenção atende uma solicitação da comunidade local e da Defesa Civil de Ibirama.Os trabalhos, que iniciaram na terça-feira, dia 01 de julho, visam melhorar o escoamento das águas pluviais, prevenindo alagamentos e outros transtornos para os moradores e usuários da via. A ação também contribui para aumentar a durabilidade do pavimento e garantir mais segurança no trânsito da região. A Administração Municipal reforça que segue atenta às demandas da população e agradece a compreensão de todos pelos transtornos temporários durante a execução dos serviços. 📌 Fique atento: Em caso de necessidade, o trânsito poderá sofrer alterações pontuais no trecho. O Demutran e a Secretaria de Obras orientam motoristas e pedestres para redobrar a atenção ao passar pelo local. Bianca Heess das Chagas Lima Schroeder – Jornalista – Assessoria de Comunicação PMI

Cresol encerra Plano Safra 24/25 com R$ 13 bi e projeta novo recorde de crédito rural

Volume de recursos foi o maior já operacionalizado nos 30 anos da cooperativa, que nasceu de uma iniciativa de agricultores familiares     A Cresol, instituição financeira cooperativa que nasceu de uma iniciativa de agricultores familiares, no Sudoeste do Paraná, encerrou o Plano Safra 24/25 com o maior volume de recursos operacionalizado nos seus 30 anos: foram R$ 13 bilhões repassados para produtores rurais em todas as regiões do Brasil. Desde sua origem, em 1995, a Cresol é parceira dos agricultores, oferecendo suporte financeiro e operacional que permite o desenvolvimento sustentável no campo. No Plano Safra 24/25, o ticket médio foi de R$ 93,6 mil, em aproximadamente 140 mil operações, destacando o acesso ao crédito para micro e pequenos produtores. “No início do ano agrícola, estávamos enfrentando uma crise de seca em algumas regiões, em outras havia muita chuva, cenários que causavam uma indecisão dos produtores. Mas, iniciado o primeiro semestre de 2025, o agricultor passou a procurar e investir mais. Também fizemos um volume significativo de antecipação de recursos em junho. Sinal de que o crédito rural está sendo processado com bastante velocidade e essa atração para a safra 25/26 deve continuar forte”, analisa o vice-presidente da Cresol Confederação, Adriano Michelon. Dos R$ 13 bilhões operacionalizados pela Cresol, R$ 8,7 bi foram para custeio (84 mil operações) e R$ 3,8 bi para investimento (28,8 mil operações). Entre as linhas mais acessadas estão o Pronaf, com R$ 6,7 bilhões em 86,5 mil operações, e o Pronamp, com 2,6 bilhões em 12,3 mil operações. Projeção para a safra 25/26 No dia 30 de junho, o Governo Federal lançou o pacote de recursos e taxas para o novo ano agrícola. Foram anunciados R$ 89 bilhões para a agricultura familiar — desse total, R$ 78,2 bilhões são exclusivos para repasses do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, destaca o papel participativo da cooperativa nas negociações do plano e avalia o cenário: “A Cresol, historicamente, tem uma estratégia de acompanhar as tratativas da estruturação do Plano Safra, apresentando sempre um conjunto de sugestões e proposições que possam melhorar e qualificar esse crédito. Observamos um aumento do volume de recursos disponível para a agricultura familiar e identificamos uma manutenção na maioria das taxas de juros, o que é positivo, se considerarmos os valores atuais da Selic e o cenário econômico nacional e internacional”.  O objetivo da Cresol para o Plano Safra 25/26 é um novo recorde de operações, chegando aos R$ 15 bilhões. As operações de crédito rural são oferecidas com recursos próprios e também por meio de parcerias com outras instituições privadas e públicas, como o BNDES. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é um parceiro de mais de 25 anos, do qual a Cresol é um dos principais agentes financeiros. Histórico forte Em 2025, a Cresol celebra 30 anos como uma das maiores cooperativas de crédito do país. Cada nova safra traz desafios diferentes, seja com variações do mercado ou alterações climáticas, mas também milhares de conquistas, recordes de produção e sonhos concretizados. Nestes 30 anos, a cooperativa, que iniciou suas atividades com apenas R$ 720, alcança números expressivos, com destaque para os mais de 1 milhão de cooperados. E o crédito rural foi e continua sendo uma das principais ferramentas para o desenvolvimento social e econômico das comunidades onde atua, por meio de 952 agências em 19 estados brasileiros. Os R$ 13 bilhões de recursos liberados no Plano Safra 24/25 são um reflexo desse crescimento. No total, desde 1995, a Cresol soma R$ 48,9 bilhões em crédito rural repassado, com mais de 1.196.000 contratos. As operações de custeio chegam a R$ 34,3 bilhões, enquanto o crédito para investimentos totaliza R$ 14,4 bilhões. Somente em linhas do Pronaf, os repasses foram de R$ 31,3 bilhões.  “O Plano Safra tem esse olhar na produção de alimentos, na sustentabilidade, na inclusão digital, pontos importantes e estratégicos. E a Cresol, com seu histórico de participação, de criar soluções, está absolutamente preparada para fazer mais um grande Plano Safra junto ao nosso quadro social, considerando as diferentes modalidades da agricultura familiar e da agricultura empresarial”, reforça o presidente Cledir Magri. Plano Safra em destaque Para celebrar o agro e fortalecer o posicionamento de parceira do produtor rural, a Cresol lançou, em junho e julho, duas campanhas que dão protagonismo à vida e ao trabalho no campo. O material institucional ilustra os desafios presentes no começo de uma nova atividade ou projeto. Já na campanha para o Plano Safra, ganham destaque as linhas exclusivas para o agro e soluções que fortalecem a produção. O modelo cooperativista também é valorizado, por suas características de parceria e proximidade com o produtor rural. Veja o vídeo do Plano Safra aqui. Sobre a Cresol Com 30 anos de atuação, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do Brasil, oferecendo soluções para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais. Conta com mais de 1 milhão de cooperados e presença em 952 agências de relacionamento espalhadas por 19 estados brasileiros.

DNIT informa que monitora Siga e Pare em obra na Ponte Rio Itajaí-Açu para reduzir impacto no trânsito

Motoristas relatam esperas que ultrapassam uma hora, além de lentidão frequente Fotos Marcelo Zemke Marcelo Zemke O sistema Pare e Siga implantado no km 111 da BR-470, sobre a ponte do rio Itajaí-Açu, entre os municípios de Apiúna e Ibirama, já está em funcionamento desde o dia 5 de junho e vem causando grandes transtornos para os motoristas que utilizam diariamente a rodovia. Apesar da importância da obra, os impactos no tráfego têm sido imediatos e intensos. Motoristas que passam diariamente pelo trecho relatam filas que ultrapassam uma hora de espera, especialmente nos horários de pico da manhã e fim da tarde, e ainda nos fins de semana. A medida foi adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para possibilitar obras na estrutura da ponte, com duração prevista de três meses e operação em regime de 24 horas. Desde o início da intervenção, longas filas têm sido registradas nos dois sentidos da pista, especialmente nos horários de pico. Motoristas relatam esperas que ultrapassam uma hora, além de lentidão frequente e frustração com a organização do sistema. Segundo usuários, há desequilíbrio no tempo de liberação entre os lados, o que tem contribuído para a formação de congestionamentos ainda mais extensos. A reportagem procurou o DNIT para obter esclarecimentos sobre o planejamento, os critérios de controle do fluxo no local e medidas para evitar novos acidentes. Fomos orientados a encaminhar os questionamentos por e-mail à central do órgão, em Brasília. Por meio de nota oficial, o órgão respondeu: “O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que está em andamento a obra de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio Itajaí-Açu, no km 111 da BR-470/SC, entre Apiúna e Ibirama.Os serviços exigem operação Pare e Siga para garantir a segurança dos trabalhadores e usuários. Desde o início da intervenção, a autarquia está monitorando a situação e ajustando o cronograma para reduzir os impactos à fluidez viária.Entre as medidas adotadas estão: reforço na sinalização e presença de equipes de orientação no local, monitoramento técnico em tempo real e avaliação de escalonamento das frentes de serviço conforme a demanda de tráfego.A segurança viária está sendo tratada como prioridade. O DNIT atua para reduzir riscos e reforça que as intervenções são indispensáveis para manter a integridade estrutural da ponte e garantir a segurança da população.” Na quarta-feira, 25, pela manhã, a reportagem acompanhou o tempo do semáforo do sistema siga e pare. O tempo de espera não ultrapassou 10 minutos, fora do horário de pico. Risco de acidentes Além do incômodo com os atrasos, cresce a preocupação com a segurança no trecho. O fluxo constante de veículos pesados e o acúmulo repentino de carros em uma pista simples aumentam significativamente o risco de acidentes. O DNIT, por sua vez, afirmou anteriormente que toda a sinalização necessária está sendo mantida no local, incluindo semáforos, cones e orientação por equipes no canteiro de obras. Reforçou ainda a necessidade de paciência e atenção por parte dos motoristas. A intervenção é considerada importante para garantir a segurança estrutural da ponte, mas os impactos no trânsito e na rotina dos usuários da BR-470 já são sentidos de forma significativa, gerando indignação e cobrando respostas. Bloqueio O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou que a BR-470/SC será interditada durante as noites entre os municípios de Apiúna e Ibirama, a partir desta segunda-feira (30/06) até sexta-feira (04/07). O bloqueio será realizado diariamente das 23h às 7h da manhã, nos dois sentidos da rodovia. De acordo com o DNIT, durante o período de interdição o tráfego será interrompido por cerca de uma hora, com liberações intercaladas para escoar o fluxo de veículos sempre que houver formação de filas. Obras na ponte As obras na ponte da BR-470 entre Apiúna e Ibirama, que visam a ampliação e segurança viária, estão em andamento, com 47% de conclusão. A ponte, que tinha 9,4 metros de largura, será ampliada para 15,2 metros, incluindo acostamentos e passeios para pedestres. O investimento federal é de aproximadamente R$ 15 milhões, e a previsão é que as obras sejam concluídas no segundo semestre de 2025.  A rodovia é um corredor logístico crucial para Santa Catarina, conectando o oeste e o meio-oeste ao litoral norte, facilitando o transporte de produtos de exportação e importação. 

Projeto promove saúde, autoestima e acolhimento através da dança em Presidente Getúlio e Ibirama

Mulheres que Dançam visa promover a saúde e  o fortalecimento da autoestima Marcelo Zemke Mais do que passos ritmados, o Projeto Mulheres que Dançam tem transformado vidas no Alto Vale do Itajaí. Idealizado pela instrutora e coordenadora Sandra Raquel Nascimento, o projeto utiliza a dança como uma poderosa ferramenta de bem-estar físico, emocional e social para mulheres de diferentes idades e histórias. O grupo, que nasceu há mais de dois anos em Presidente Getúlio, agora se expande e já colhe frutos também em Ibirama, com aulas regulares no bairro Nova Stettin. Além de promover saúde e combater o sedentarismo, o projeto se tornou um espaço de fortalecimento da autoestima, criação de vínculos e inspiração. Um exemplo dessa transformação é a própria Cheila Heusser Dietrich Wilhelm, que iniciou como aluna e hoje atua como coordenadora. “A dança nos movimenta por fora e por dentro. É incrível ver mulheres se descobrindo, vencendo medos e fortalecendo umas às outras”, destaca. Atualmente, os encontros ocorrem em Presidente Getúlio, às terças e quintas-feiras, das 18h às 19h30 e em Ibirama (Nova Stettin), às segundas e quartas-feiras, no mesmo horário. Em Presidente Getúlio, o grupo reúne cerca de 40 participantes. Em Ibirama, o número já passa de 30 mulheres, mesmo com poucos meses de implantação. E o crescimento é orgânico — muitas chegam por indicação de amigas ou após conhecerem ações sociais realizadas pelo projeto. Muito além da dança O Mulheres que Dançam vai além das coreografias. Periodicamente, são promovidas rodas de conversa, palestras e campanhas solidárias. O grupo já realizou ações como doação de cestas básicas, roupas e, neste inverno, está organizando uma campanha de arrecadação de cobertores para famílias em situação de vulnerabilidade. “Temos até famílias fixas que acompanhamos. Quando melhoram de vida, elas mesmas pedem para ajudar outras. É um ciclo de solidariedade que emociona”, explica Raquel. Também há parcerias com o Corpo de Bombeiros, que contribuem com palestras sobre primeiros socorros e autocuidado, reforçando o compromisso do grupo com a saúde integral da mulher. De aluna a instrutora Outro destaque do projeto é a formação de lideranças femininas. Além de Cheila, a instrutora Juliana Piske Bertelli, que hoje conduz as aulas em Nova Stettin, também começou como aluna e foi sendo capacitada por Raquel. “Isso mostra o quanto o projeto é feito por e para mulheres. Cada uma encontra seu espaço, sua força e seu talento”, ressalta a coordenadora. Aberto para todas O projeto é gratuito e não possui restrição de idade. Basta vontade de participar. “Sempre cabe mais uma. Quem quiser pode nos procurar pelas redes sociais ou WhatsApp, fazer uma aula experimental e descobrir se gosta. Não precisa ter experiência, basta coragem para tentar”, incentivam as coordenadoras. Com planos de expansão para outras cidades como Taió e Dona Emma, o Projeto Mulheres que Dançam segue como um exemplo de iniciativa comunitária transformadora, feita com amor, movimento e muita dedicação.

Apresentação e discussão do Projeto de Lei do Plano Plurianual (PPA) 2026-2029

A Prefeitura de Ibirama, por meio da Secretaria de Administração e Finanças, convida representantes das entidades da sociedade civil organizada, como também a população em geral, para apresentação e discussão do Projeto de Lei do Plano Plurianual (PPA) 2026-2029. A audiência pública será realizada no dia 02 de Julho de 2025, às 18h, no recinto da Câmara de Vereadores de Ibirama. O Plano Plurianual é o instrumento que estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública municipal para o período de quatro anos, servindo de base para os programas e ações da Administração, bem como, para LDO/ LOA anuais. *Assessoria Câmara vereadores Ibirama

Internazionale 0 x 2 Fluminense – Fluzão avança às quartas

Os vigentes campeão e vice da Europa não foram capazes de superar times brasileiros no Mundial de Clubes. Nesta segunda-feira, foi a vez do Fluminense despachar a desbotada Internazionale com uma vitória por 2 a 0, com gols de Cano e Hércules, no Bank of America Stadium, em Charlotte. Renato Gaúcho foi fundamental para a vitória do Fluminense. O treinador mexeu de forma providencial no time, adotou uma estratégia vitoriosa, sem se importar em provar teorias ou modelos de jogo imutáveis. O treinador adaptou a equipe a um adversário que é o atual vice-campeão europeu. A Inter, de fato, mostrou um futebol anêmico e decepcionante. Mal montada na defesa e sem articulação no ataque dificultou a vida do Fluminense somente nas últimas voltas do ponteiro. O Fluminense agora enfrenta o Al-Hilal que protagonizou a maior zebra da Copa do Mundo de Clubes ao vencer o poderoso Manchester City, por 4 a 3, na prorrogação. A partida acontece na próxima sexta-feira, às 16h (de Brasília), no Camping World, em Orlando, Flórida. A equipe tricolor pode cruzar o caminho do Palmeiras na semifinal, caso ambos avancem. O JOGO Renato armou o Fluminense com três zagueiros, mas tal formatação tática não foi sinônimo de retranca. O jogo nem precisou ganhar ritmo para o placar ser inaugurado. O Fluminense mostrou desde os movimentos iniciais que estava disposto a surpreender. A equipe das Laranjeiras armou jogada pelo lado direito após recuperação de Martinelli, Arias cruzou, a bola desviou na marcação e ficou na medida certa para Cano, que, em seu 200º jogo com a camisa tricolor, mergulhou de cabeça para colocar a bola no fundo do gol de Sommer, aos 3 minutos. Dos quatro jogos que disputou neste Mundial, em três a Internazionale largou atrás no placar. No retrospecto havia o empate com o mexicano Monterrey e a virada sobre o Urawa Reds, do Japão. O time de Milão pecava pela ansiedade, não conseguia encontrar muitos espaços para finalização, deixando o Fluminense mais confortável. Aos 39 minutos, o Fluminense deu as caras novamente no jogo. A chave para incomodar a Inter era o lado esquerdo da defesa da equipe italiana. Em uma jogada desenhada por esse setor, Ignácio chegou a marcar o segundo gol. O lance, porém, foi anulado por impedimento. Os holofotes nos minutos finais do primeiro tempo se voltaram ao técnico Renato Gaúcho, que atrasou a reposição de bola pela Inter de Milão e causou revolta em Mkhitaryan. O armênio peitou o comandante tricolor e uma confusão breve se armou. A arbitragem puniu Renato com cartão amarelo. SEGUNDO TEMPO A Internazionale voltou para o segundo tempo com os mesmos defeitos: defesa e meio-campo congestionados e ataque despovoado. Já o Fluminense mostrou gana para brigar a cada bola pelo resultado positivo. O clube de Milão se manteve inoperante no jogo, tal qual se mostrou ao longo de todo o Mundial de Clubes. Uma equipe sem criatividade e vontade de estar em campo. Fábio só suava por causa do forte calor de 32ºC, porque, se dependesse dos jogadores do conjunto nerazzurri, o goleiro do Fluminense não precisaria trabalhar. Dominante, o Fluminense quase fez o segundo com Arias, em belo chute de média distante. Uma das poucas chances da Inter foi desperdiçada de forma impressionante por De Vrij aos 24 na pequena área. Depois desse lance, a equipe de Milão passou a explorar mais o campo de ataque e pressionar o Fluminense. SEGUNDO GOL PARA FECHAR A CLASSIFICAÇÃO Fábio, então, começou a fazer a diferença. A trave e a má pontaria dos jogadores da Inter também. Houve tensão no acréscimo, mas ainda houve tempo para o time das Laranjeiras ampliar. Hércules recebeu passe, entrou na área e fuzilou em chute cruzado para colocar o Fluminense nas quartas de final. *https://www.futebolinterior.com.br/