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Ibirama propõe aquisição de acervo histórico por R$ 100 mil

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Foto de Jor. Marcelo Zemke
Jor. Marcelo Zemke

Projeto de Lei nº 73/2026 prevê a compra de trajes típicos, manequins e acessórios reunidos ao longo de décadas por Ruth Fritzinger; vereadores destacaram a preservação cultural, enquanto houve questionamento sobre a prioridade do investimento

Marcelo Zemke

A Câmara de Vereadores de Ibirama analisou o Projeto de Lei nº 73/2026, de autoria do Poder Executivo Municipal, que autoriza a aquisição de um acervo cultural e histórico composto por trajes típicos, manequins e acessórios ligados às tradições europeias, especialmente à herança germânica presente na história do município. O valor negociado para a compra é de R$ 100 mil. O projeto foi aprovado na primeira discussão. O texto ainda precisa passar por uma nova discussão e votação em plenário.

O conjunto foi reunido ao longo de décadas por Ruth Fritsche – criadora do Grupo Folclorico Neu Bremen,  é considerado relevante para a preservação da memória cultural de Ibirama. Conforme o relatório da Comissão de Legislação, Justiça e Redação de Leis, o Departamento Municipal da Cultura realizou uma análise técnica e apontou o potencial do material para fortalecer o acervo do Museu Municipal, ampliar ações de educação patrimonial e incentivar o turismo cultural.

Durante a discussão, vereadores favoráveis à proposta defenderam que a aquisição permitirá manter as peças no município e ampliar o acesso da comunidade à história local.

O vereador José Vanderlei Tibica manifestou apoio à compra e destacou a importância de preservar a memória do grupo folclórico. “A memória do grupo folclórico vai ficar em Ibirama”, afirmou. Ele também defendeu que o acervo seja mantido e bem cuidado no município.

O vereador Guido Penz ressaltou o potencial educativo das peças, mencionando a possibilidade de visitas de estudantes acompanhados por professores para pesquisas e atividades escolares. Segundo ele, o conjunto reúne mais de 50 peças e representa um reforço para a cultura local.

A vereadora Priscila Regina Dallabona Meneghelli também defendeu o investimento e argumentou que a cultura deve receber atenção do poder público, assim como as áreas da saúde, educação e esporte. Para ela, a preservação do patrimônio cultural também contribui para o desenvolvimento do turismo.

O vereador Saulo Eduardo da Fonseca acompanhou o posicionamento favorável e destacou a necessidade de incentivar as manifestações culturais e preservar as influências alemãs e italianas presentes na história da região.

Questionamento sobre as prioridades

Durante a discussão, o vereador Adelino Kissner  manifestou voto contrário à proposta. Ele afirmou que sua posição não representa oposição à cultura, mas um questionamento sobre a aplicação dos recursos públicos diante de outras necessidades do município. “R$ 100 mil parece pouco, mas se nós formos aplicarmos em educação, na saúde, em infraestrutura, se consegue fazer muito”, declarou o vereador, ao defender que investimentos nessas áreas também devem ser considerados prioritários.

O vereador Osni Junglos, o Popo, por sua vez, destacou que o valor inicialmente discutido foi negociado com o grupo responsável pelo acervo até chegar aos R$ 100 mil. Ele também se posicionou favoravelmente à aquisição. O presidente da mesa, Valdemar Schaefer se mostrou favorável, mas chamou a atenção para a conservação. “Concordo que estas peças façam parte do acervo do município, especialmente para preservação da história e educação”.

Pareceres favoráveis

O Projeto de Lei nº 73/2026 recebeu pareceres favoráveis das comissões de Legislação, Justiça e Redação de Leis e de Finanças e Orçamento. Os relatórios apontaram a relevância histórica e cultural do conjunto, além de seu potencial de utilização em atividades museológicas, educativas e de promoção cultural.

A proposta estabelece a autorização para que o Poder Executivo Municipal realize a aquisição do acervo, com o objetivo de preservar as peças e ampliar as possibilidades de valorização da história e das tradições de Ibirama.

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