Resultados apresentados pela Coordenadoria Regional de Educação apontam crescimento nos anos iniciais, anos finais e, principalmente, no ensino médio; trabalho pedagógico inclui avaliações diagnósticas, recomposição da aprendizagem e formação continuada de professores

A educação da rede estadual na região atendida pela Coordenadoria Regional de Educação de Ibirama apresentou evolução nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Os dados foram apresentados pela supervisora regional de Educação, Rosimeire Jacinto, e pelo professor Ivânio Carlos de Medeiros, durante entrevista à rádio.
A Coordenadoria Regional de Educação atende oito municípios e 19 escolas estaduais. Segundo Rosimeire, os resultados apresentados são referentes à rede estadual, sendo que escolas municipais, federais e particulares possuem avaliações e resultados próprios.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice passou de 5,7 em 2023 para 6,4, representando crescimento superior a 12%. Nos anos finais, a evolução foi de 5,15 para 5,22, um aumento de aproximadamente 1,36%.
O principal destaque foi o ensino médio. O IDEB avançou de 3,58 em 2023 para 4,36, crescimento de cerca de 21%. O resultado também ficou acima da meta estabelecida pelo Ministério da Educação, que era de 4,21.
Na avaliação apresentada pela Coordenadoria, a rede estadual passou de 5,8 para 6,3, enquanto a meta estabelecida era 6,4. Nos anos iniciais, o resultado de 6,4 superou a meta de 6,3. Já nos anos finais, o índice ficou abaixo da meta de 5,7, alcançando 5,22.
Trabalho pedagógico
De acordo com a Coordenadoria Regional, os resultados estão relacionados a um conjunto de ações desenvolvidas nas escolas. Entre elas está o trabalho do Núcleo criado em 2024, voltado ao suporte aos professores, planejamento, formação continuada e acompanhamento das necessidades de aprendizagem dos estudantes.
O professor Ivânio Carlos de Medeiros explicou que uma das estratégias utilizadas são as avaliações diagnósticas e simulados. Os resultados permitem identificar não apenas o desempenho geral dos estudantes, mas também quais habilidades precisam ser reforçadas.
A partir dessas informações, os professores podem direcionar o planejamento. Em casos de dificuldades em Língua Portuguesa, por exemplo, as atividades são concentradas nas habilidades em que os estudantes apresentam maior necessidade. O mesmo ocorre em Matemática.
O trabalho também está relacionado ao programa de recomposição da aprendizagem, com ações direcionadas principalmente para Língua Portuguesa e Matemática.
Outro eixo destacado é a formação continuada dos professores. A Coordenadoria também adotou um modelo unificado de planejamento para as escolas da região. A proposta, segundo Ivânio, facilita o trabalho dos profissionais que atuam em mais de uma unidade escolar, permitindo que encontrem uma organização semelhante de planejamento nas diferentes instituições.
Preparação continua
Mesmo nos anos em que não há aplicação do IDEB, a Coordenadoria mantém o acompanhamento do desempenho dos estudantes. Segundo Rosimeire, uma nova avaliação diagnóstica foi realizada no dia 5, com o objetivo de identificar dificuldades e orientar as próximas ações pedagógicas.
O IDEB é calculado a cada dois anos e utiliza informações de desempenho dos estudantes para acompanhar a qualidade da educação básica.
Para a supervisora regional, os números são importantes como instrumento de diagnóstico, mas o objetivo final é melhorar a aprendizagem no cotidiano escolar.
“A educação precisa ser uma educação pública de qualidade”, destacou Rosimeire, ao defender o trabalho conjunto entre professores, gestores, equipes pedagógicas, estudantes e a Coordenadoria Regional.
A responsável também reforçou que as escolas estaduais são vinculadas ao Governo do Estado e que a Coordenadoria Regional de Educação está disponível para orientar as instituições e a comunidade sobre questões relacionadas à rede estadual.
NÚMEROS
Nos anos iniciais do ensino fundamental, referentes ao 5º ano, o IDEB passou de 5,7 em 2023 para 6,4 em 2025. O resultado superou a meta de 6,3 estabelecida para a etapa. A nota média padronizada também cresceu, de 5,94 para 6,38.
O desempenho em Matemática passou de 216,43 para 232,33 pontos, enquanto Língua Portuguesa avançou de 211,39 para 218,92 pontos.
Entre as escolas que tiveram resultado em 2025, destaque para a EEB Profª Mª Angélica Calazans, que alcançou IDEB de 8,2, e para a EEB Lindo Sardagna, com 6,6. A EEB São João Bosco chegou a 6,5, enquanto a EEB Orlando Bertoli registrou 6,4.
Anos finais têm avanço mais discreto
Nos anos finais do ensino fundamental, o IDEB regional passou de 5,15 em 2023 para 5,22 em 2025. Apesar do crescimento, o resultado ficou abaixo da meta de 5,7.
A nota média padronizada caiu de 5,60 para 5,38. Em Matemática, a média passou de 273,03 para 260,35 pontos, enquanto, em Língua Portuguesa, houve pequena redução, de 263,19 para 262,60.
Entre os destaques individuais está a EEB Bernardo Müller, que alcançou IDEB de 6,2, superando a meta de 5,4. A EEB Lindo Sardagna registrou 5,7, a EEB Walmor Ribeiro também chegou a 5,7 e a EEB Profª Semíramis Bosco alcançou 5,6.
A EEB Eliseu Guilherme ficou em 5,4, exatamente na meta estabelecida para a escola.
Ensino médio tem crescimento de 21,8%
O principal avanço registrado pela Coordenadoria aparece no ensino médio. O IDEB regional passou de 3,58 em 2023 para 4,36 em 2025, crescimento de aproximadamente 21,8%. O resultado também superou a meta de 4,21.
A nota média padronizada, entretanto, apresentou pequena redução, passando de 4,81 para 4,71. Em Matemática, a média caiu de 278,71 para 274,20 pontos, enquanto Língua Portuguesa passou de 280,98 para 277,96.
Individualmente, a EEB Walmor Ribeiro alcançou IDEB de 4,8, acima da meta de 4,1. A EEB Profª Semíramis Bosco chegou a 4,7, superando a meta de 4,3. A EEB José Clemente Pereira registrou 4,4, diante de uma meta de 4,2, enquanto a EEB Gertrud Aichinger alcançou 4,4.
Também tiveram crescimento em relação ao resultado anterior a EEB São João Bosco, que passou de 3,8 para 4,0, e a EEB Lindo Sardagna, de 4,4 para 4,5.
Resultado regional
Considerando os três níveis de ensino, os dados mostram comportamentos diferentes entre as etapas. Os anos iniciais tiveram o melhor resultado em relação à meta, alcançando 6,4 diante de uma meta de 6,3. O ensino médio também superou a meta, com 4,36 diante de 4,21. Já os anos finais ficaram em 5,22, abaixo da meta de 5,7.





