Motoristas relatam esperas que ultrapassam uma hora, além de lentidão frequente

Fotos Marcelo Zemke
Marcelo Zemke
O sistema Pare e Siga implantado no km 111 da BR-470, sobre a ponte do rio Itajaí-Açu, entre os municípios de Apiúna e Ibirama, já está em funcionamento desde o dia 5 de junho e vem causando grandes transtornos para os motoristas que utilizam diariamente a rodovia. Apesar da importância da obra, os impactos no tráfego têm sido imediatos e intensos. Motoristas que passam diariamente pelo trecho relatam filas que ultrapassam uma hora de espera, especialmente nos horários de pico da manhã e fim da tarde, e ainda nos fins de semana.
A medida foi adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para possibilitar obras na estrutura da ponte, com duração prevista de três meses e operação em regime de 24 horas.
Desde o início da intervenção, longas filas têm sido registradas nos dois sentidos da pista, especialmente nos horários de pico. Motoristas relatam esperas que ultrapassam uma hora, além de lentidão frequente e frustração com a organização do sistema.
Segundo usuários, há desequilíbrio no tempo de liberação entre os lados, o que tem contribuído para a formação de congestionamentos ainda mais extensos.
A reportagem procurou o DNIT para obter esclarecimentos sobre o planejamento, os critérios de controle do fluxo no local e medidas para evitar novos acidentes. Fomos orientados a encaminhar os questionamentos por e-mail à central do órgão, em Brasília.
Por meio de nota oficial, o órgão respondeu: “O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que está em andamento a obra de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio Itajaí-Açu, no km 111 da BR-470/SC, entre Apiúna e Ibirama.
Os serviços exigem operação Pare e Siga para garantir a segurança dos trabalhadores e usuários. Desde o início da intervenção, a autarquia está monitorando a situação e ajustando o cronograma para reduzir os impactos à fluidez viária.
Entre as medidas adotadas estão: reforço na sinalização e presença de equipes de orientação no local, monitoramento técnico em tempo real e avaliação de escalonamento das frentes de serviço conforme a demanda de tráfego.
A segurança viária está sendo tratada como prioridade. O DNIT atua para reduzir riscos e reforça que as intervenções são indispensáveis para manter a integridade estrutural da ponte e garantir a segurança da população.”
Na quarta-feira, 25, pela manhã, a reportagem acompanhou o tempo do semáforo do sistema siga e pare. O tempo de espera não ultrapassou 10 minutos, fora do horário de pico.
Risco de acidentes
Além do incômodo com os atrasos, cresce a preocupação com a segurança no trecho. O fluxo constante de veículos pesados e o acúmulo repentino de carros em uma pista simples aumentam significativamente o risco de acidentes.
O DNIT, por sua vez, afirmou anteriormente que toda a sinalização necessária está sendo mantida no local, incluindo semáforos, cones e orientação por equipes no canteiro de obras. Reforçou ainda a necessidade de paciência e atenção por parte dos motoristas.
A intervenção é considerada importante para garantir a segurança estrutural da ponte, mas os impactos no trânsito e na rotina dos usuários da BR-470 já são sentidos de forma significativa, gerando indignação e cobrando respostas.
Bloqueio
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou que a BR-470/SC será interditada durante as noites entre os municípios de Apiúna e Ibirama, a partir desta segunda-feira (30/06) até sexta-feira (04/07). O bloqueio será realizado diariamente das 23h às 7h da manhã, nos dois sentidos da rodovia. De acordo com o DNIT, durante o período de interdição o tráfego será interrompido por cerca de uma hora, com liberações intercaladas para escoar o fluxo de veículos sempre que houver formação de filas.
Obras na ponte
As obras na ponte da BR-470 entre Apiúna e Ibirama, que visam a ampliação e segurança viária, estão em andamento, com 47% de conclusão. A ponte, que tinha 9,4 metros de largura, será ampliada para 15,2 metros, incluindo acostamentos e passeios para pedestres. O investimento federal é de aproximadamente R$ 15 milhões, e a previsão é que as obras sejam concluídas no segundo semestre de 2025.
A rodovia é um corredor logístico crucial para Santa Catarina, conectando o oeste e o meio-oeste ao litoral norte, facilitando o transporte de produtos de exportação e importação.





