Mais de mil unidades serão beneficiados nesta primeira etapa
Jor. Marcelo Zemke
O sistema de esgotamento sanitário de Ibirama entrou em pré-operação e agora, as residências estão autorizadas a serem conectadas ao sistema. O anuncio foi feito pela Casan, na terça-feira, dia 2, e conforme informações repassadas pelo engenheiro da unidade em Ibirama, Antonio Martins, o sistema entra em pré-operação com a finalização da instalação de redes coletoras, ligações domiciliares, estações elevatórias e a unidade de tratamento no município. Ibirama é o segundo município do Alto Vale a contar com o sistema. O primeiro foi Ituporanga.
Serão beneficiados nesta primeira etapa 1.043 unidades do Centro, Bairro Operária e Bairro Taquaras − um índice de 30% de coleta e tratamento de esgotos para a área urbana do município.
De acordo com o assessor de comunicação da Casan, Arley Reis, a pré-operação consiste na vistoria final do sistema implantado, por comissão constituída pela Companhia, e por ajustes finais que só podem ser realizados quando a unidade começar a receber o esgoto coletado. Estando em operação, mesmo que ainda incipiente, a avaliação é mais ágil e precisa. “Paralelamente, ocorre também um trabalho de divulgação junto à população beneficiada para que providencie a ligação do seu esgoto domiciliar junto à rede pública implantada pela Casan. Na sequência, procede-se com a operação da estação de tratamento de esgoto por seis meses, sob responsabilidade da empresa responsável pelo projeto e construção da estação, conforme previsto em contrato. Após este período, a operação do sistema passa a ser executada exclusivamente pela Companhia”, informou.
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As obras de esgotamento sanitário iniciaram em Ibirama em setembro de 2016. O investimento total no sistema, incluindo a ETE, é de cerca de R$ 16 milhões. Mais de 40% da cidade será contemplada com a rede. “A Casan já possui projeto de ampliação para os bairros Bela Vista e 25 de Julho, para beneficiar aproximadamente mais 3 mil habitantes. Essa ampliação compreende três novas sub-bacias que serão atendidas pela Estação de Tratamento de Esgoto já implantada. Também será desenvolvido o projeto para atendimento das demais áreas e ampliação da capacidade da ETE. Não há, porém, ainda uma previsão para atendimento da 2ª etapa. Esse futuro atendimento seguirá as diretrizes contidas no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), aprovado pela Câmara de Vereadores”, concluiu Arley Reis.
Foram instalados no município 20 quilômetros de redes coletoras, 3,9 km de emissários, duas estações elevatórias de esgoto e uma unidade compacta capaz de tratar 20 litros por segundo.
Ligação autorizada
Com o início da pré-operação, a Casan informa aos moradores que está autorizada a conexão dos imóveis ao sistema. A Companhia orienta aos proprietários que busquem auxílio de um encanador ou de um instalador hidráulico, para verificar as instalações internas de esgoto. Depois é necessário providenciar adaptações para que o fluxo seja direcionado à Caixa de Inspeção (CI) instalada em frente aos imóveis.
A Caixa de Inspeção é o ponto que marca até onde a CASAN tem responsabilidade sobre o sistema de esgoto. Na parte interna, o morador precisa fazer as adaptações para que possa ser atendido com os serviços de coleta e tratamento já disponíveis.
Após direcionar o fluxo do sistema individual de esgoto para a Caixa de Inspeção (CI), a CASAN recomenda desativar e aterrar fossa e sumidouro, para evitar formação e acúmulo de gases. Um dos benefícios dos bairros que receberam rede é que os imóveis dessas áreas não precisarão mais acionar serviços Limpa-Fossa, como era recomendado.




