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Rede Vale Norte

Taxa de ocupação dos leitos se mantém em 100% na região

Situação é tão dramática que mal vaga um leito, ele já é ocupado por pacientes que estão na espera Hospitais da região lotados de pacientes, leitos ocupados, médicos e equipes sobrecarregadas e estressadas. Esta situação, que muitas vezes não é levada a sério por muitas pessoas, mas resume a gravidade em que os hospitais e os profissionais de saúde estão enfrentando no Alto Vale. A explosão de casos de coronavírus deixa o sistema de saúde à beira do colapso. Isso significa que os hospitais estão sobrecarregados e sem margem de manobra para dar conta de tantos pacientes ao mesmo tempo seja com leitos, equipamentos e profissionais. O esgotamento de vagas nas enfermarias e UTIsimpacta em todos os demais procedimentos. Na quarta-feira, 10, o Hospital Doutor Waldomiro Colautti (HDWC) permanecia com todos os 20 leitos de UTI ocupados, sendo destes, 16 para pacientes com a Covid-19. A situação é tão dramática que mal vaga um leito, ele já é ocupado por pacientes que estão na espera, De acordo com a condição se repete no Hospital Bom Jesus de Ituporanga (HBJ) e Hospital Regional Alto Vale (HRAV). De acordo com nota divulgada pela diretora do HDWC, Silvana Leite da Costa, a SES está empenhada na abertura de mais 10 leitos de UTI para o tratamento da Covid 19, no entanto a grande dificuldade é a formação de equipe de trabalho, no que diz respeito à contratação, principalmente de médicos e técnicos de enfermagem. Até o fechamento desta edição, não obtivemos informações sobre o andamento do processo de abertura dos leitos no HDWC. Ela destacou a convocação de 13 técnicos de enfermagem e quatro Fisioterapeutas, iniciando a tentativa de formação da equipe. “Além do RH, são necessários, equipamentos, medicamentos e materiais e outros serviços diversos. Com tudo, além da expectativa de abertura de novos leitos, o hospital tem desenhado plano de contingência, assegurando atendimento num cenário extremamente crítico, dentro das possibilidades existentes”, relatou a diretora. O médico intensivista, Nilson Carvalho Correa, gerente Técnico que atua na UTI do Hospital Doutor Waldomiro Colautti de Ibirama é um dos profissionais que opera na linha de frente. Convidado para dar declarações à reportagem, onde de forma concisa, ele expôs a situação. “Estou tão ocupado resolvendo esse tipo de situação, que não sou a pessoa apropriada para entrevista.  Inclusive vou almoçar agora. Desculpe, mas é falta de tempo para todos nós”, disse. Hospital Regional No HRAV, a ocupação dos leitos destinados aos casos suspeitos e confirmados da COVID-19 da Unidade de Terapia vem se mantendo em 100% nas últimas semanas, mesmo sem receber pacientes de fora do Alto Vale do Itajaí. O número de pessoas internadas na ala de enfermaria do Hospital Regional de Rio do Sul, que recebe exclusivamente pacientes com suspeita e confirmados com a COVID-19, é preocupante. Na quarta-feira, 10, a índice de ocupação geral era de 100%. Dos 30 leitos de UTI, 29 estavam ocupados, sendo 9 deles por pacientes da Covid. As vagas que surgem são em caso de altas ou óbitos, mas são preenchidas logo em seguida. No dia, três pacientes aguardavam por um leito. O diretor-técnico do Hospital Regional, médico Marcelo Vier Gambetta, colocou que o quadro atual é o pior das outras fases da pandemia na ala enfermaria. “Chegamos a desativar o setor em duas oportunidades para retomar as cirurgias eletivas. A nossa preocupação agora é que a casa está praticamente cheia”. Gambetta disse que não está descartada a possibilidade de ocupar parte da pediatria e do sétimo andar, se for o caso, para criar mais leito de enfermaria. O diretor-técnico colocou que os novos pacientes que necessitam vagas na UTI permanecem na emergência ou em uma condição crítica na enfermaria, com suporte de ventilação. “Quando alguém recebe alta, ou vem a óbito, é transferido para a unidade. Infelizmente não conseguimos ter uma reserva que nos permita estar em situação mais tranquila, na chegada de pacientes de forma inesperada”, complementou. Novos respiradores A SES antecipou a destinação de cinco respiradores e igual número de monitores ao Hospital Regional de Rio do Sul, que serão utilizados na nova ala da Unidade de Terapia Intensiva, destinada aos pacientes suspeitos ou confirmados pela COVID-19. Os equipamentos que chegaram na quarta-feira, 10, pela manhã, fazem parte do lote dos 10 solicitados na negociação entre o secretário-adjunto, Alexandre Lencina Fagundes e o presidente da FEHOESC, Giovani Nascimento, que ocupa o mesmo cargo no Conselho Curador da Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí (Fusavi). O restante deverá ser encaminhado nos próximos dias, juntamente com os kits de intubação e os medicamentos.

Fecam encaminha pedido de compra de 4,1 milhões de vacinas Sputinik V

Negociação envolve 265 municípios catarinenses, entre eles Ibirama e Presidente Getúlio Foto: Secom A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) formalizou a intenção de compra de 4,1 milhões de doses da vacina russa Sputinik V. O documento foi encaminhado após reunião com prefeitos e deve beneficiar 265 municípios. De acordo com o prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, o município sinalizou a intenção de adquirir 10 mil doses da vacina, que ainda está negociação.  Ainda no Vale Norte, Presidente Getúlio sinalizou a intenção de compra de 15 mil doses,  800 para Dona Emma, 250 para José Boiteux e 180 para Vitor Meireles. O ponto de partida para essas negociações foi a entrega, pelos municípios, da carta de intenções, onde cada um deles indicou a quantidade de vacinas que deseja comprar. Até agora, 233 municípios entregaram o documento de intenção de compra. > Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. A Fecam não compra vacinas diretamente, apenas gerencia o processo. Na sexta, 12, a Federação encaminhou toda a documentação à empresa internacional que distribui o medicamento. Em seguida, a empresa terá 72h para aceitar formalmente a proposta comercial, incluindo valores e prazos. Uma vez aceito o pedido, a empresa entregará a vacina em 15 dias úteis. O pagamento acontecerá somente após a chegada e liberação da vacina em território brasileiro. “Hoje é um dia histórico para Santa Catarina, somos a primeira federação do Brasil a protocolar compra de vacinas. Nós acreditamos que o papel da Fecam é representar cada município, cada prefeito e prefeita que tem enfrentado dificuldades nesse enfrentamento da pandemia e vendo pessoas morrendo. Só temos uma forma de superar tudo isso: vacinar a nossa população”, afirmou o presidente da entidade e prefeito de Araquari, Clenilton Pereira.  A vacina russa também está em negociação pelo governo federal e outros municípios e estados. A Anvisa ainda não analisou ou aprovou o uso dos imunizantes no Brasil.

Bombeiros alertam para acionamentos indevidos

Ligações para ocorrências que não são urgência e emergência podem atrapalhar socorro de uma situação real Jor. Marcelo Zemke Os acionamentos indevidos dos Bombeiros Voluntários de Ibirama, e também do Samu, tem prejudicado os atendimentos de urgência e emergência da corporação. A missão dos BVs de Ibirama é salvar vidas, por isso atendem ocorrências que envolvem casos de urgência e emergência relacionados a incêndios, acidentes, busca e salvamento de pessoas, atendimento pré-hospitalar e prevenção e combate a incêndio. O problema é que ainda tem pessoas que tentam utilizar este serviço em benefício próprio, buscando garantir atendimento ou deslocamento até o hospital, por exemplo.  Esse tipo de ligação pode atrapalhar o socorro em uma real emergência. Para conscientizar a comunidade e alertar sobre como é prejudicado os servidiços da corporação por conta deste aproveitamento indevido da equipe e viaturas da corporação, o JVN realizou um levantamento junto ao comandante dos BVs de Ibirama, Rudinei Pinsegher. Ele conta que os acionamentos que não se enquadram nos atendimentos dos serviços de emergência são diários. “Muitas vezes somos acionados por pessoas que têm dores crônicas por vários dias. As pessoas infelizmente fazem o acionamento da emergência de forma indevida”, exemplificou. > Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. O comandante esclarece que muitas pessoas acionam o serviço de emergência como uma espécie de taxi ou para fazer uma simples medição de pressão arterial, por exemplo. Isso impacta negativamente na resposta rápida de uma real ocorrência, onde está caracterizada o risco de morte de uma pessoa.   “Algumas pessoas pensam que ajudar na conta de luz é pagar por um serviço. As pessoas nos ajudam na conta de luz, mas esta ajuda é para que possamos fazer atendimentos de emergência. Se formos atender a toda as chamadas que os bombeiros voluntários são acionados, nós entramos em um sistema de colapso, não dando conta de atender a nossa comunidade. Recentemente, em cinco horas de plantão, tivemos 12 acionamentos. Destes, somente um se tratava de um atendimento grave. Todos os demais, não haviam necessidade de ambulância”, conta. Ele ressaltou que algumas paessoas acionam os bombeiros para terem atendimento prioritário nas emergências e não precisar esperar em filas.  “Não estamos generalizando, mas algumas pessoas usam os serviços dos bombeiros ou Samu para serem atendidas na frente, mas estão enganadas. Quando os pacientes são levados, eles são deixados na triagem do hospital e ali serão classificados o tipo de emergência e podem esperar conforme a demanda de atendimento”.  Ele ressaltou que é importante a sociedade se conscientizar de uma vez por todas sobre os danos causados por acionamentos indevidos. “ Muitas vezes temos só uma equipe no quartel e as vezes esta equipe está atendendo algo que não é necessário. Por conta disso, em uma ocorrência como um acidente ou incêndio, não temos como mandar uma primeira resposta de imediato”, finaliza.

Casan coloca em pré-operação o primeiro Sistema Público de Esgotamento Sanitário de Ibirama

Mais de mil unidades serão beneficiados nesta primeira etapa Jor. Marcelo Zemke O sistema de esgotamento sanitário de Ibirama entrou em pré-operação e agora, as residências estão autorizadas a serem conectadas ao sistema. O anuncio foi feito pela Casan, na terça-feira, dia 2, e conforme informações repassadas pelo engenheiro da unidade em Ibirama, Antonio Martins, o sistema entra em pré-operação com a finalização da instalação de redes coletoras, ligações domiciliares, estações elevatórias e a unidade de tratamento no município. Ibirama é o segundo município do Alto Vale a contar com o sistema. O primeiro foi Ituporanga. Serão beneficiados nesta primeira etapa 1.043 unidades do Centro, Bairro Operária e Bairro Taquaras − um índice de 30% de coleta e tratamento de esgotos para a área urbana do município. De acordo com o assessor de comunicação da Casan, Arley Reis, a pré-operação consiste na vistoria final do sistema implantado, por comissão constituída pela Companhia, e por ajustes finais que só podem ser realizados quando a unidade começar a receber o esgoto coletado. Estando em operação, mesmo que ainda incipiente, a avaliação é mais ágil e precisa. “Paralelamente, ocorre também um trabalho de divulgação junto à população beneficiada para que providencie a ligação do seu esgoto domiciliar junto à rede pública implantada pela Casan. Na sequência, procede-se com a operação da estação de tratamento de esgoto por seis meses, sob responsabilidade da empresa responsável pelo projeto e construção da estação, conforme previsto em contrato. Após este período, a operação do sistema passa a ser executada exclusivamente pela Companhia”, informou. > Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui.  As obras de esgotamento sanitário iniciaram em Ibirama em setembro de 2016. O investimento total no sistema, incluindo a ETE, é de cerca de R$ 16 milhões. Mais de 40% da cidade será contemplada com a rede. “A Casan já possui projeto de ampliação para os bairros Bela Vista e 25 de Julho, para beneficiar aproximadamente mais 3 mil habitantes. Essa ampliação compreende três novas sub-bacias que serão atendidas pela Estação de Tratamento de Esgoto já implantada. Também será desenvolvido o projeto para atendimento das demais áreas e ampliação da capacidade da ETE. Não há, porém, ainda uma previsão para atendimento da 2ª etapa. Esse futuro atendimento seguirá as diretrizes contidas no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), aprovado pela Câmara de Vereadores”, concluiu Arley Reis. Foram instalados no município 20 quilômetros de redes coletoras, 3,9 km de emissários, duas estações elevatórias de esgoto e uma unidade compacta capaz de tratar 20 litros por segundo. Ligação autorizada Com o início da pré-operação, a Casan informa aos moradores que está autorizada a conexão dos imóveis ao sistema. A Companhia orienta aos proprietários que busquem auxílio de um encanador ou de um instalador hidráulico, para verificar as instalações internas de esgoto. Depois é necessário providenciar adaptações para que o fluxo seja direcionado à Caixa de Inspeção (CI) instalada em frente aos imóveis.  A Caixa de Inspeção é o ponto que marca até onde a CASAN tem responsabilidade sobre o sistema de esgoto. Na parte interna, o morador precisa fazer as adaptações para que possa ser atendido com os serviços de coleta e tratamento já disponíveis. Após direcionar o fluxo do sistema individual de esgoto para a Caixa de Inspeção (CI), a CASAN recomenda desativar e aterrar fossa e sumidouro, para evitar formação e acúmulo de gases. Um dos benefícios dos bairros que receberam rede é que os imóveis dessas áreas não precisarão mais acionar serviços Limpa-Fossa, como era recomendado.