Morador de Rio do Campo é investigado por gravar cenas sem consentimento da ex-companheira e usar o material para ameaçá-la após o fim do relacionamento
Um homem de 42 anos, morador de Rio do Campo, foi indiciado pela Polícia Civil de Santa Catarina pelos crimes de ameaça, violência psicológica, registro não autorizado de intimidade e divulgação de cenas de cunho sexual. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Petrolândia, com apoio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) e da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Ituporanga.
Vídeos teriam sido gravados sem autorização
Segundo as investigações, o suspeito registrou cenas de cunho sexual envolvendo sua então companheira sem o consentimento dela. Após o término do relacionamento, ele passou a ameaçar divulgar o material por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, direcionando as ameaças a moradores de Petrolândia e ao atual companheiro da vítima.
A Polícia Civil apurou que as ameaças tinham como objetivo constranger e humilhar a mulher, utilizando o conteúdo íntimo como forma de vingança.
Mandado de busca resultou na apreensão de equipamentos
Durante o andamento do inquérito, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, em Rio do Campo. No local, foram recolhidos dispositivos eletrônicos que armazenavam os vídeos produzidos de forma clandestina.
A análise do material apreendido reforçou os indícios de que o suspeito registrou, guardou e ameaçou compartilhar as imagens com terceiros.
Prática é conhecida como “revenge porn”
De acordo com a Polícia Civil, o caso se enquadra no chamado “revenge porn”, termo utilizado para definir a divulgação ou ameaça de divulgação de conteúdo íntimo sem autorização da vítima, geralmente motivada por vingança após o término de relacionamentos.
Esse tipo de conduta pode provocar graves consequências emocionais, psicológicas e sociais às vítimas, além de configurar diversos crimes previstos na legislação brasileira.
Inquérito foi encaminhado à Justiça
Com a conclusão das investigações, o inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário da Comarca de Ituporanga. Se condenado pelos crimes apurados, o investigado poderá receber penas que, somadas, chegam a até 14 anos de prisão.
A identidade dos envolvidos não foi divulgada para preservar a vítima.





