Encerramento do Outubro Rosa da Rede Feminina é marcado por roda de conversa, realização de mamografias e culto de ação de graças

A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ibirama encerra o mês de conscientização do Outubro Rosa com uma programação especial voltada à prevenção e ao cuidado com a saúde da mulher. A última semana da campanha foi marcada por uma roda de conversa no Hospital Dr. Waldomiro Colautti, pela realização de exames de mamografia e por um culto de ação de graças, realizado nesta sexta-feira, dia 31.
Na roda de conversa, a equipe da Rede Feminina teve a oportunidade de apresentar o trabalho desenvolvido no município e compartilhar experiências com pacientes e profissionais da saúde. O encontro contou também com o depoimento da voluntária Rhaeza Romão, que atualmente está em tratamento oncológico. “Foi uma troca muito rica de experiências e informações, um momento de aprendizado e acolhimento que todos nós tivemos a oportunidade de vivenciar”, destacou a vice-presidente da RFCC, Anne Cascaes.
Já a campanha de mamografias iniciou na terça-feira, 28 e seguiu até a sexta-feira, 31. Ao todo, serão 150 exames de mamografia realizados nos quatro dias sendo que as pacientes foram divididas em grupo e levadas até a clínica em Rio do Sul. A ação contou com o apoio da Secretaria de Saúde que forneceu gratuitamente o transporte, e também o patrocínio da Verdureira WK que doou frutas e do Supermercado Moretti que doou lanches. A campanha reforça o compromisso da Rede Feminina em promover o diagnóstico precoce do câncer de mama, principal forma de aumentar as chances de cura da doença.
Encerrando as atividades do mês, o culto de ação de graças, na sexta-feira, 31, reuniu voluntárias, pacientes e comunidade em um momento de fé e gratidão, marcando o fechamento de um Outubro Rosa repleto de conscientização, solidariedade e esperança.
A Rede Feminina reforça que o trabalho de prevenção e apoio às mulheres segue durante todo o ano, com atendimentos, orientações e campanhas permanentes em prol da saúde da mulher.
Santa Catarina tem a maior taxa de incidência de câncer de mama do Brasil
Santa Catarina tem a maior taxa de incidência de câncer de mama do Brasil, com 74 casos por 100 mil mulheres, e uma das maiores taxas de mortalidade. Em 2025, o estado deve registrar 3.860 novos casos, com a maioria das mortes ocorrendo entre mulheres de 50 a 69 anos. Apesar dos dados alarmantes, a taxa de cura é alta (95%) quando a doença é diagnosticada precocemente. A conscientização sobre os sintomas, a realização de exames de rotina (como a mamografia) e a adoção de um estilo de vida saudável são cruciais para o combate à doença no estado.
Para o ano de 2025, a estimativa é de 3.860 novos casos da doença em território catarinense. Já em relação à mortalidade, Santa Catarina registrou em 2023 a quarta maior taxa do Brasil, com cerca de 22 óbitos para cada 100 mil mulheres.
A maioria das mortes ocorre entre mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária considerada de maior risco. Especialistas ressaltam que a detecção precoce é o principal fator de sucesso no tratamento: quando o câncer é identificado em estágios iniciais, as chances de cura chegam a 95%.
Campanhas como o Outubro Rosa e ações contínuas de conscientização têm o papel fundamental de estimular o autoexame, a realização da mamografia e o acompanhamento médico regular, medidas que podem salvar vidas.
Prevenção
Manter uma rotina saudável, evitar o consumo excessivo de álcool, controlar o peso e praticar de atividades físicas, ajuda a diminuir as chances da mulher de ter câncer de mama ao longo da vida.
Já a prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). A transmissão ocorre por via sexual, presumidamente por meio de abrasões (desgaste por atrito ou fricção) microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. O uso de preservativos durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.
A vacinação contra o HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção.
Exames e tratamento
A mamografia é considerada o exame padrão para o rastreamento do câncer de mama. Em 2024, foram realizadas 4,4 milhões de mamografias no SUS. Recentemente, a faixa de etária do rastreamento ativo foi ampliada, passando de 69 para 74 anos. Além da mamografia, podem ser recomendados exames complementares como a ultrassonografia e a ressonância magnética.
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Sintomas
Os sinais do câncer de mama e de colo do útero podem se apresentar de diversas formas:
Câncer de mama
- Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
- Aumento progressivo do tamanho da mama;
- Alterações no mamilo;
- Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
- Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
Câncer do colo de útero
- Pode não apresentar sintomas em fase inicial;
- Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal intermitente ou após relação sexual;
- Secreção vaginal anormal;
- Dor durante a relação;
- Do abdominal;
- Queixas urinárias ou intestinais.
A recomendação é que caso apresente estes sintomas, a mulher deve procurar atendimento médico.




