Ex-funcionária da instituição e companheiro foram indiciados por furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro; investigação apurou suspeitas de irregularidades financeiras entre 2023 e o início de 2025

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito policial que investigou suspeitas de desvio de recursos financeiros da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Ibirama. Ao término das apurações, uma ex-funcionária da instituição e o companheiro dela foram indiciados por furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, conforme informações divulgadas pela imprensa regional.
O indiciamento representa a conclusão da etapa investigativa da Polícia Civil e não equivale a uma condenação criminal. A eventual responsabilização dos investigados depende dos encaminhamentos legais e da análise das provas pelas autoridades competentes.
Irregularidades foram identificadas em 2025
O caso veio a público em setembro de 2025, quando a direção da APAE informou ter identificado indícios de irregularidades nas movimentações financeiras da entidade. A situação foi percebida após a atual gestão assumir, em fevereiro daquele ano, e iniciar uma revisão dos registros bancários e das transações.
Entre os problemas identificados estavam despesas sem a devida comprovação fiscal. Conforme os levantamentos realizados pela instituição, as possíveis irregularidades teriam ocorrido entre 2023 e os primeiros meses de 2025.
Na ocasião, a direção comunicou a presidência da entidade, registrou um boletim de ocorrência e encaminhou documentos e informações às autoridades para a apuração dos fatos.
APAE afirma que medidas foram tomadas para proteger a instituição
Em manifestação sobre o caso, acoordenadora da APAE de Ibirama, Fabiani Soberanski, destacou que a instituição tomou as providências cabíveis assim que teve conhecimento dos indícios de irregularidades.
“É importante destacar que nossa iniciativa nunca teve como objetivo agir contra pessoas, mas sim em defesa da Instituição, de seus recursos e, principalmente, das pessoas que dela dependem”, afirmou.
Fabiani ressaltou que o compromisso da entidade é com a verdade, a transparência e a responsabilidade perante as famílias e a comunidade. Segundo ela, a APAE tem colaborado com as autoridades competentes, respeitando os trâmites legais e preservando as informações necessárias ao andamento do caso. “É importante destacar que nossa iniciativa nunca teve como objetivo agir contra pessoas, mas sim em defesa da Instituição, de seus recursos e, principalmente, das pessoas que dela dependem. Nosso compromisso sempre foi com a verdade, a transparência e a responsabilidade que temos perante as famílias e toda a comunidade que confia em nosso trabalho”, declarou.
A coordenadora também manifestou a expectativa de que os fatos sejam esclarecidos, as responsabilidades devidamente apuradas e eventuais prejuízos causados à instituição sejam reparados, sempre com respeito ao devido processo legal. “A Instituição tem colaborado com as autoridades competentes, respeitando os trâmites legais e preservando as informações necessárias ao andamento do processo.Nossa expectativa é que os fatos sejam devidamente esclarecidos, que sejam apuradas as responsabilidades, respeitado o devido processo legal, e que os eventuais prejuízos causados à Instituição sejam reparados”.
Atendimento aos usuários continua sendo prioridade
Após a identificação das suspeitas, a APAE informou ter reforçado os mecanismos de controle interno e promovido mudanças nos procedimentos administrativos e contábeis para ampliar a segurança na gestão dos recursos.
A direção também esclareceu, na época, que não havia indícios de conhecimento ou envolvimento dos professores e demais profissionais responsáveis pelos atendimentos.
Fabiani reforçou que, acima de tudo, a prioridade da instituição permanece sendo a continuidade e a qualidade dos serviços prestados às pessoas com deficiência e suas famílias.
“Acima de tudo, seguimos comprometidos com aquilo que realmente importa: a continuidade e a qualidade dos serviços prestados às pessoas com deficiência e suas famílias”, declarou.
Com a conclusão do inquérito policial, o caso segue para os encaminhamentos legais cabíveis. A apuração busca esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades, sem prejuízo da presunção de inocência dos investigados.



