Pular para o conteúdo principal

Rede Vale Norte

Família Acolhedora busca ampliar rede de proteção a crianças, idosos e pessoas com deficiência em Ibirama

WhatsApp
Facebook
LinkedIn
Foto de Rede Vale Norte
Rede Vale Norte

A Rede Vale Norte recebeu, na Entrevista do Dia, o secretário municipal de Assistência Social e Habitação de Ibirama, Sandro Luiz Gonçalves, para falar sobre o programa Família Acolhedora.

Durante a conversa, Sandro explicou que a legislação municipal foi alterada para ampliar o atendimento. Antes, o programa era voltado apenas a crianças e adolescentes. Agora, também contempla pessoas idosas e pessoas com deficiência.

Segundo o secretário, Ibirama já possui uma família cadastrada para acolhimento de pessoa idosa, que atualmente acompanha um idoso, e recentemente também conseguiu cadastrar uma família para crianças e adolescentes.

COMO FUNCIONA O ACOLHIMENTO

A proposta do Família Acolhedora é permitir que pessoas que precisam ser temporariamente afastadas de sua família de origem possam permanecer em um ambiente familiar, dentro da própria comunidade, em vez de serem encaminhadas diretamente para uma instituição de acolhimento.

O município oferece apoio financeiro às famílias cadastradas.

Para crianças e adolescentes, o valor inicial informado é de um salário mínimo por acolhimento, podendo ser ampliado conforme a situação e a avaliação da equipe técnica.

No caso de pessoas idosas, o valor varia de acordo com o grau de dependência, podendo chegar a até três salários mínimos. O mesmo princípio também é aplicado às pessoas com deficiência.

NÃO É ADOÇÃO

Sandro reforçou que o acolhimento de crianças e adolescentes não deve ser confundido com adoção.

A família acolhedora não pode adotar a criança ou adolescente que estiver sob seus cuidados naquele período.

Durante o acolhimento, o caso continua sendo acompanhado judicialmente, buscando primeiro a possibilidade de retorno à família de origem.

Quando isso não é possível, o Poder Judiciário pode determinar outras medidas, incluindo a busca por uma família substituta.

IDOSOS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Para idosos e pessoas com deficiência, o funcionamento pode ser diferente.

Segundo o secretário, o acolhimento pode permanecer por tempo indeterminado, até que seja encontrada uma família extensa ou alguém que possua vínculo com aquela pessoa.

O objetivo é evitar, sempre que possível, que o acolhido seja afastado da comunidade e encaminhado para uma instituição.

COMO SE TORNAR UMA FAMÍLIA ACOLHEDORA

O cadastro é realizado junto à Secretaria de Assistência Social.

As famílias interessadas passam por avaliação técnica, que analisa as condições, a disponibilidade e o perfil de acolhimento desejado.

No caso de crianças e adolescentes, por exemplo, a família pode indicar se possui disponibilidade para acolher recém-nascidos, crianças, adolescentes ou pessoas com necessidades específicas.

Todo acolhimento passa pela análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.

As famílias também permanecem acompanhadas por assistente social e psicólogo durante o período de acolhimento.

REUNIÃO ABERTA À COMUNIDADE

Uma reunião sobre o Família Acolhedora está marcada para o dia 19, às 8h, no CRAS.

O encontro deve reunir famílias já cadastradas, representantes do Ministério Público, do Judiciário, da rede municipal de atendimento e equipe técnica.

A comunidade também será convidada a participar, especialmente quem tiver interesse em conhecer melhor o programa e entender como pode colaborar.

DEMANDA EM IBIRAMA

Durante a entrevista, Sandro afirmou que Ibirama possui uma demanda elevada por acolhimento, especialmente envolvendo crianças e adolescentes.

Segundo ele, o município já ultrapassou a capacidade de uma instituição de acolhimento, que pode receber até 20 crianças e adolescentes.

Por isso, a ampliação do número de famílias acolhedoras é considerada uma das prioridades para fortalecer a rede de proteção no município.

Confira a entrevista completa da Rede Vale Norte.

WhatsApp
Facebook
LinkedIn