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Rede Vale Norte

Rede Catarina reforça proteção às mulheres e amplia acompanhamento na região de Ibirama

Foto de Rede Vale Norte

Rede Vale Norte

A Rede Vale Norte recebeu, na Entrevista Extra do Dia, a sargento Soiane Carla Rodrigues, responsável pela coordenação da Rede Catarina de Proteção à Mulher na região de Ibirama, e as policiais militares Elaene Marley Ribeiro Ramalho e Beatriz Fiaminghi Maurício, para falar sobre o trabalho desenvolvido pelo programa e o atendimento às mulheres vítimas de violência.

Durante a entrevista, as policiais explicaram que a atuação da Rede Catarina envolve acompanhamento, visitas e apoio às mulheres com medidas protetivas, além da ampliação do atendimento em diferentes municípios da região. Segundo elas, o reforço das equipes permite colocar em dia demandas e garantir maior proximidade com as vítimas acompanhadas pelo programa.

Um dos recursos apresentados foi o chamado botão do pânico, disponível por meio do aplicativo PMSC Cidadão. Conforme explicado na entrevista, mulheres que possuem medida protetiva podem ter acesso à ferramenta e, em caso de descumprimento da medida ou situação de risco, acionar diretamente a Polícia Militar pelo aplicativo, desde que o aparelho esteja com GPS e dados móveis ativados.

As integrantes da Rede também destacaram o caráter sigiloso do atendimento. Segundo elas, muitas vítimas ainda deixam de procurar ajuda por medo, vergonha ou receio da repercussão, especialmente em municípios menores. A orientação é que essas mulheres busquem apoio, sabendo que o atendimento procura preservar sua privacidade e encaminhá-las também para outros serviços da rede de proteção quando necessário.

Outro ponto abordado foi a importância das medidas protetivas de urgência. Durante a entrevista, as policiais reforçaram que o descumprimento dessas determinações deve ser comunicado e que informar pessoas próximas sobre a existência da medida pode contribuir para ampliar a rede de proteção da vítima.

A conversa também chamou atenção para o fato de que a violência doméstica não se limita à agressão física. Foram citados exemplos de violência psicológica, moral, patrimonial e sexual, além de situações de controle, intimidação, retenção de dinheiro, destruição de objetos, restrição de contatos e outras condutas que podem fazer parte de um relacionamento abusivo.

As policiais explicaram ainda que, em palestras e ações educativas, muitas mulheres passam a reconhecer comportamentos abusivos que antes eram vistos como ciúme, cuidado ou algo considerado “normal” dentro de uma relação. Segundo elas, situações desse tipo podem começar de forma sutil e se agravar ao longo do tempo.

Durante a entrevista, também foi mencionada a chamada violência vicária, descrita pelas participantes como situações em que filhos, familiares, animais ou pessoas próximas são usados como forma de ameaça, controle ou sofrimento imposto à mulher.

Ao final, as policiais reforçaram que relacionamentos saudáveis devem ser baseados em respeito e cuidado, e que situações que provoquem medo, desconforto ou controle excessivo devem servir de alerta. A mensagem principal da Rede Catarina é de que as mulheres podem procurar ajuda e não precisam enfrentar situações de violência sozinhas.