Investigação aponta homicídio por asfixia e leva à prisão de dois suspeitos

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Jor. Marcelo Zemke

Perícia da Polícia Científica descartou afogamento e indicou que a vítima foi morta antes de ter o corpo lançado no rio

Dois homens foram presos na manhã deste domingo (12), em Taió, suspeitos de envolvimento na morte de um ex-policial militar. A prisão é resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Científica, que apontou que a vítima morreu por asfixia e não por afogamento, como inicialmente poderia indicar o local onde o corpo foi encontrado.

O desaparecimento da vítima foi registrado no dia 29 de junho. Dias depois, em 3 de julho, o corpo foi localizado às margens de um rio, em decúbito ventral, dando início ao trabalho investigativo.

Durante as diligências, a Polícia Civil identificou que a vítima teria sido agredida por dois homens em situação de rua pouco antes do desaparecimento. Os suspeitos foram localizados e admitiram as agressões, mas alegaram que o ex-policial teria se lançado voluntariamente no rio para escapar da violência.

Entretanto, o laudo da Polícia Científica contradisse essa versão. A perícia concluiu que a causa da morte foi asfixia, descartando o afogamento. A investigação aponta que o corpo foi colocado no rio após a morte, numa tentativa de ocultar a verdadeira causa do homicídio.

Além da prova pericial, testemunhas ouvidas pela Polícia Civil também desmentiram os álibis apresentados pelos investigados, fortalecendo os indícios de autoria do crime.

Com base no conjunto de provas reunidas, o delegado responsável pelo caso, Filipe Martins, representou pela prisão temporária dos suspeitos. O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário e, após a expedição dos mandados, a Polícia Militar localizou e prendeu os investigados na manhã deste domingo. Ambos foram encaminhados ao presídio.

Segundo o delegado Filipe Martins, o resultado da operação é fruto da integração entre Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Científica, que atuaram de forma conjunta e ininterrupta para esclarecer o crime e impedir a fuga dos suspeitos. Ele também destacou a rápida atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário na análise das medidas solicitadas.

As investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica do homicídio e todas as circunstâncias relacionadas ao crime.