A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na tarde desta quarta-feira (24), mandados de prisão preventiva contra a mãe biológica e o padrasto de uma criança de dois anos de idade, investigados por supostos crimes de maus-tratos e posterior homicídio.
A ação foi realizada por policiais civis das delegacias de José Boiteux e Ibirama, no âmbito das investigações que apuram as circunstâncias da morte da criança. Os mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial responsável pelo caso.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito policial está em andamento na Delegacia de Polícia de José Boiteux e tramita sob segredo de justiça. Por esse motivo, detalhes sobre as diligências e os elementos já reunidos na investigação não foram divulgados.
As apurações buscam esclarecer os fatos que antecederam a morte da criança, bem como verificar a eventual responsabilidade dos suspeitos pelos crimes investigados.
Após o cumprimento das ordens judiciais, os investigados foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações.
A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço do inquérito e respeitando as determinações legais relacionadas ao segredo de justiça.
O caso
O caso teve início no dia 11 de junho, quando o menino deu entrada no Hospital Doutor Waldomiro Colautti (HDWC), em Ibirama. Devido à gravidade do quadro clínico, ele foi transferido inicialmente para uma unidade hospitalar em Blumenau e, posteriormente, encaminhado para a UTI Pediátrica do Hospital Jaraguá, em Jaraguá do Sul.
Ainda durante o primeiro atendimento em Ibirama, a equipe médica acionou a Polícia Militar após identificar sinais considerados incompatíveis com a versão inicialmente apresentada sobre os ferimentos da criança.
Segundo informações apuradas na época, a mãe relatou que o menino teria sofrido uma queda acidental no banheiro enquanto estava sob os cuidados do padrasto. Também foi mencionada a possibilidade de agressão por outra pessoa.
A criança permaneceu internada por oito dias na UTI Pediátrica, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 19 de junho.
Em nota, a Polícia Civil informou que o sigilo foi decretado em razão da natureza da infração e pelo fato de a vítima ser menor de idade. A medida tem o objetivo de preservar a investigação, garantir a integridade das provas e evitar interferências no andamento do inquérito.
A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações e respeitando as determinações legais relacionadas ao segredo de justiça.





