
Santa Catarina é o estado brasileiro com menor participação de famílias no programa Bolsa Família, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, apenas 3,9% dos domicílios catarinenses recebem o benefício federal, percentual inferior ao registrado em 2024, quando o índice era de 4,3%.
O resultado coloca o estado na liderança nacional entre as unidades da federação com menor dependência do programa social. O segundo menor índice pertence a São Paulo, com 7,6% dos domicílios beneficiados, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 7,7%, Paraná (8%), Mato Grosso do Sul (9,5%) e Distrito Federal (10,5%). A média brasileira é de 17,2%, mais de ოთხ vezes superior ao percentual catarinense.
A redução no número de famílias atendidas pelo Bolsa Família acompanha o fortalecimento do mercado de trabalho em Santa Catarina. O estado fechou o último ano com a criação de 58,8 mil vagas formais de emprego, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), além de registrar a menor taxa de desocupação do Brasil, com apenas 2,2%.

Especialistas apontam que o desempenho catarinense está diretamente ligado ao crescimento econômico, à expansão industrial e ao fortalecimento do setor de serviços. O estado também se destaca nacionalmente pelos índices de empreendedorismo, exportações e geração de renda.
De acordo com o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, os números refletem as políticas públicas voltadas à geração de empregos, atração de investimentos e qualificação profissional.
“Santa Catarina está criando muitas vagas de emprego, fruto de um Governo do Estado que, sob liderança do governador Jorginho Mello, tem focado na atração de investimentos e no empreendedorismo. O nosso objetivo é seguir reduzindo a participação no programa social, porém com grande foco na qualificação da mão de obra. Iniciativas como o Universidade Gratuita, o CaTec e o SCTec vêm justamente nesse sentido”, afirmou o secretário.
Entre os programas citados pelo governo estadual está o Universidade Gratuita, que amplia o acesso ao ensino superior para estudantes catarinenses. Já o CaTec e o SCTec buscam fortalecer a formação técnica e profissional, aproximando trabalhadores das demandas do mercado.
Os dados do IBGE reforçam ainda a diferença entre Santa Catarina e o restante do país, evidenciando um cenário de maior inserção da população no mercado formal de trabalho e menor dependência de programas assistenciais. O desempenho catarinense também demonstra a capacidade do estado em manter indicadores econômicos positivos mesmo diante dos desafios enfrentados pela economia nacional nos últimos anos.




