Na entrevista do dia recebemos o coordenador da Defesa Civil de Ibirama, José Eduardo do Rosário, para falar sobre os impactos previstos do fenômeno El Niño em Santa Catarina. Durante a conversa, ele destacou que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico pode provocar aumento no volume de chuvas no Sul do Brasil, elevando os riscos de deslizamentos, enxurradas e alagamentos, principais problemas registrados em Ibirama. Segundo Rosário, a Defesa Civil irá intensificar ações preventivas ao longo do ano, com foco em projetos educacionais, orientação à população que vive em áreas de risco e fortalecimento da articulação entre as secretarias municipais. O coordenador também ressaltou a importância da preparação antecipada por parte da comunidade, incluindo limpeza de calhas, avaliação de riscos próximos às residências e definição de rotas de segurança em casos de emergência. Outro ponto abordado foi o monitoramento realizado em parceria com órgãos estaduais e federais, além da atuação local da Defesa Civil por meio das estações hidrometeorológicas instaladas no município. A população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199 ou pelo WhatsApp (47) 98838-5645.
Câmara de Ibirama analisa projetos sobre transporte universitário, APAE e homenagens na sessão desta segunda-feira
A Câmara de Vereadores de Ibirama realiza nesta segunda-feira (11) mais uma Sessão Ordinária com uma pauta extensa, envolvendo indicações de melhorias para bairros do município e a votação de importantes projetos de lei. Entre as indicações apresentadas pelos parlamentares está a proposta do vereador Guido Penz, que solicita ao Poder Executivo a realização de desassoreamento do ribeirão que margeia a Rua Mirador, além da desobstrução das tubulações existentes no local. Já o vereador José Vanderlei da Silva apresentou duas indicações. A primeira pede estudo de viabilidade para instalação de iluminação pública em LED nas ruas Marechal Rondon e Hamônia, no Bairro Bela Vista. A segunda solicita a elaboração de projeto de pavimentação com lajotas para a Rua Hamônia, no Bairro Ponto Chic. A vereadora Solange Nunes da Silva Vieira também protocolou duas indicações. Uma delas solicita o conserto do banco e a reconstrução da parede do abrigo de passageiros localizado no início da Rua Júlio Schneider. A outra pede a implantação de uma academia ao ar livre na Rua Santa Catarina, nas proximidades da Escola Municipal Tancredo Neves. Na pauta de primeira discussão está o Projeto de Lei nº 27/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o município a desapropriar um imóvel de propriedade de Bruna Hobus, com usufruto vitalício em favor de Clarício Hobus e Lucimeri Hardt Hobus, declarado de utilidade pública por meio de decreto municipal. Já em discussão final, os vereadores analisam seis projetos de lei. Entre eles, o Projeto de Lei nº 08/2026, de autoria dos vereadores Saulo Eduardo Fonseca e Solange Nunes da Silva Vieira, que institui a Medalha Colorinda Rosa Borth em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Outro destaque da pauta é o Projeto de Lei nº 22/2026, que autoriza a doação de um veículo à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Ibirama (APAE). Também serão votados projetos relacionados à desapropriação de imóvel, desafetação e alienação de parte da Rua Dom Bosco, recebimento de projetos de engenharia e arquitetura doados ao município e a autorização para oferta de transporte gratuito a estudantes universitários e alunos de cursos técnicos que estudam fora de Ibirama. A sessão ocorre na Câmara Municipal e é aberta ao público.
Júri do caso Ana Beatriz ocorre nesta terça-feira em Florianópolis após mais de 10 anos do crime
Após mais de dez anos do crime que chocou Santa Catarina, o caso da adolescente Ana Beatriz Schelter começa a ser julgado pelo Tribunal do Júri da Comarca da Capital, em Florianópolis, nesta terça-feira (12). A jovem, de apenas 12 anos, foi assassinada em março de 2016, em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Ana Beatriz desapareceu no dia 2 de março de 2016, após sair de casa, no bairro Canta Galo, para ir ao Colégio Estadual Henrique da Silva Fontes, onde cursava o sétimo ano. O trajeto até a escola era curto, mas a adolescente nunca chegou ao destino. O corpo da menina foi encontrado na manhã do dia seguinte dentro de um contêiner às margens da BR-470, no bairro Barra da Itoupava. A cena havia sido montada para simular um suicídio por enforcamento, hipótese descartada posteriormente pela perícia. Os laudos apontaram que Ana Beatriz foi vítima de violência sexual e morreu por asfixia mediante esganadura. O Ministério Público de Santa Catarina denunciou três homens pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado por feminicídio e fraude processual. As investigações avançaram após a atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Blumenau, que assumiu o caso em 2019, quando o crime ainda permanecia sem solução. Segundo as investigações da Operação Fênix, deflagrada em fevereiro de 2020, a adolescente teria aceitado uma carona de dois dos acusados enquanto caminhava em direção à escola. Após o crime, um terceiro investigado teria ajudado a ocultar o corpo e simular o suicídio da vítima. O julgamento que inicialmente ocorreria em Rio do Sul foi transferido para Florianópolis após pedido de desaforamento apresentado pela defesa dos réus e aceito pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina em fevereiro deste ano. A medida foi adotada sob a justificativa de garantir imparcialidade no júri devido à grande repercussão do caso na região do Alto Vale do Itajaí. Nesta primeira sessão será julgado um dos acusados, apontado pelas investigações como participante direto do estupro e da morte da adolescente. Os demais réus devem enfrentar o Tribunal do Júri em sessão marcada para o dia 25 de junho de 2026. O caso Ana Beatriz se tornou um dos crimes de maior repercussão da história recente de Santa Catarina, mobilizando familiares, moradores e autoridades durante anos em busca de respostas e justiça.
Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates
Rótulos precisam seguir parâmetros de transparência Chocolates comercializados no Brasil terão de seguir percentuais mínimos de cacau na composição, previstos por lei. Além disso, os fabricantes precisarão informar, de forma clara, a quantidade do ingrediente nos rótulos dos produtos vendidos no país, sejam eles nacionais ou importados. A Lei nº 15.404/2026, que define critérios para a produção, classificação e rotulagem de produtos derivados de cacau no Brasil, está publicada na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial da União. A norma entra passa a vigorar em 360 dias, período em que a indústria deverá se adaptar às novas exigências. Um dos principais avanços previstos é a obrigatoriedade de informar nos rótulos o percentual total de cacau do produto. De acordo com a lei, a indicação deverá aparecer na parte frontal da embalagem, ocupando pelo menos 15% da área e com destaque suficiente para facilitar a leitura. A informação será apresentada no formato “Contém X% de cacau”, de acordo com os percentuais a seguir: O texto também proíbe práticas que possam induzir o consumidor ao erro, como o uso de imagens, cores ou expressões que sugiram tratar-se de chocolate quando o produto não atende aos critérios estabelecidos. Em caso de descumprimento das regras, os responsáveis estarão sujeitos às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de outras penalidades sanitárias e legais cabíveis.
Santa Catarina é o estado que menos recebe Bolsa Família no Brasil, aponta IBGE
Santa Catarina é o estado brasileiro com menor participação de famílias no programa Bolsa Família, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, apenas 3,9% dos domicílios catarinenses recebem o benefício federal, percentual inferior ao registrado em 2024, quando o índice era de 4,3%. O resultado coloca o estado na liderança nacional entre as unidades da federação com menor dependência do programa social. O segundo menor índice pertence a São Paulo, com 7,6% dos domicílios beneficiados, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 7,7%, Paraná (8%), Mato Grosso do Sul (9,5%) e Distrito Federal (10,5%). A média brasileira é de 17,2%, mais de ოთხ vezes superior ao percentual catarinense. A redução no número de famílias atendidas pelo Bolsa Família acompanha o fortalecimento do mercado de trabalho em Santa Catarina. O estado fechou o último ano com a criação de 58,8 mil vagas formais de emprego, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), além de registrar a menor taxa de desocupação do Brasil, com apenas 2,2%. Especialistas apontam que o desempenho catarinense está diretamente ligado ao crescimento econômico, à expansão industrial e ao fortalecimento do setor de serviços. O estado também se destaca nacionalmente pelos índices de empreendedorismo, exportações e geração de renda. De acordo com o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, os números refletem as políticas públicas voltadas à geração de empregos, atração de investimentos e qualificação profissional. “Santa Catarina está criando muitas vagas de emprego, fruto de um Governo do Estado que, sob liderança do governador Jorginho Mello, tem focado na atração de investimentos e no empreendedorismo. O nosso objetivo é seguir reduzindo a participação no programa social, porém com grande foco na qualificação da mão de obra. Iniciativas como o Universidade Gratuita, o CaTec e o SCTec vêm justamente nesse sentido”, afirmou o secretário. Entre os programas citados pelo governo estadual está o Universidade Gratuita, que amplia o acesso ao ensino superior para estudantes catarinenses. Já o CaTec e o SCTec buscam fortalecer a formação técnica e profissional, aproximando trabalhadores das demandas do mercado. Os dados do IBGE reforçam ainda a diferença entre Santa Catarina e o restante do país, evidenciando um cenário de maior inserção da população no mercado formal de trabalho e menor dependência de programas assistenciais. O desempenho catarinense também demonstra a capacidade do estado em manter indicadores econômicos positivos mesmo diante dos desafios enfrentados pela economia nacional nos últimos anos.
Queda de araucária gigante em Caçador mobiliza pesquisadores para resgate de DNA centenário
Foto: Katia Pichelli / EmbrapaFlorestas A queda de uma das maiores araucárias do Brasil, em Caçador, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore. A planta estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, área onde também está localizada a Estação Experimental da Epagri do município. Apelidada carinhosamente de “Pinheirão”, a árvore era a quarta maior araucária (Araucaria angustifolia) do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP), segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Não há informações precisas sobre sua idade, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas. Em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. “O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a 10 dias após a queda. No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis”, explica Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas. O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. “Esse material se encontra no alto, na copa da árvore e, em virtude de sua altura, o procedimento só seria possível por meio de escalada, o que era inviável nesta árvore, ou, infelizmente, com seu tombamento”, explica Paulo César, bolsista da equipe . A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade. Para o gerente da Estação Experimental da Epagri em Caçador, Anderson Feltrim, “a mobilização atual reflete não apenas o valor científico da árvore, mas também o vínculo ao longo dos anos de todos nós que convivemos com ela. Assim que constatamos a queda, acionamos a Embrapa, pois entendemos o valor científico de estudá-la”. Situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado/PR, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho também conduzido pela Embrapa Florestas. A experiência serve de referência técnica para a operação atual em Caçador. Idade da árvore A idade exata do Pinheirão nunca foi determinada com precisão — seu tronco oco impedia a aplicação do método mais preciso, a dendrocronologia, que consiste na contagem dos anéis de crescimento formados ano a ano no interior do tronco. Em árvores íntegras e em pé, essa leitura pode ser feita com o uso de um trado, que retira uma amostra do lenho a partir do tronco, geralmente na altura do peito, em direção ao centro da árvore, onde estão os anéis mais antigos. Já em árvores caídas, é retirado um disco para realização da contagem, também com um corte à altura do peito. A escolha do DAP (“diâmetro à altura do peito”, convencionado como a 1,30 metro do solo) segue um padrão internacional e também critérios técnicos: nessa altura, os anéis tendem a ser mais regulares e representativos do crescimento da árvore, com menor interferência de deformações da base, como raízes expostas ou alargamentos do tronco. Isso aumenta a confiabilidade da amostra e permite comparações mais precisas entre diferentes estudos e indivíduos. No caso do Pinheirão, a equipe, com orientação do técnico Arnaldo Soares, da Embrapa Florestas, também vai coletar, em breve, discos do tronco em uma região onde a madeira ainda está íntegra (cerca de 5 metros de altura). Nesse caso, a contagem dos anéis pode ser feita diretamente, mas o resultado indicará apenas uma idade mínima da árvore, já que os anos iniciais de crescimento — quando o tronco ainda não havia atingido essa altura — não estarão registrados. Inspiração Desde 2003, quando a equipe do Laboratório de Monitoramento da Embrapa Florestas, em parceria com professores e alunos da UFPR, iniciou a instalação de experimentos na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, o Pinheirão era frequentemente visitado. “Devido à fragilidade observada no tronco (oco), optou-se por não se proceder a nenhuma investigação para determinar sua idade, mas certamente esta árvore serviu de inspiração para muitos de nossos trabalhos”, explica a pesquisadora Maria Augusta Doetzer Rosot. Pesquisadores de várias instituições internacionais como FAO, Universidade Politécnica de Madri, Centro Agronômico de Investigação e Ensino (CATIE – Costa Rica) e Rede Internacional de Bosques Modelo (Canadá) participaram de dias de campo na Estação, sendo a visita ao Pinheirão uma das partes mais esperadas da agenda. Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento. Últimos registros O fotógrafo Zé Paiva e o cinegrafista Gustavo Fonseca foram os últimos a fazer registros oficiais do Pinheirão quando ele ainda estava em pé. Em novembro/2025, eles estiveram no local para produzir imagens para o projeto Reinvenção da Natureza, do SESC. Segundo Zé Paiva, “é muito forte a sensação de sermos os últimos fotógrafos documentando essa árvore tão impressionante, sentir a força da natureza na árvore, mas também o impacto de ver a finitude da vida e que a vida está sempre se renovando”. Inspirados pelo trabalho do Prof. Scipioni, o projeto visitou 12 árvores gigantes e, agora, está sendo finalizada uma exposição artística multimídia, com vídeos, experiência imersiva e informações sobre a Floresta Ombrófila Mista. A mostra ainda não tem data de estreia, mas deve acontecer ainda no primeiro semestre na galeria do SESC Concórdia e, no segundo semestre, na galeria do SESC Itajaí, em Santa Catarina. Acompanhe no Instagram o perfil @zepaivaphoto para mais informações. Levantamento de árvores gigantes O professor Marcelo Callegari Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina, coordena um dos principais levantamentos de árvores gigantes no Sul do Brasil. Seu trabalho mapeia e estuda exemplares raros, como araucárias e imbuias de grande porte, ajudando a compreender sua magnitude, idade, ecologia e importância ambiental. As pesquisas envolvem expedições em campo, análise de anéis de crescimento e registro de árvores com mais de 1,5 m de diâmetro — hoje cada vez mais escassas. Além de revelar a história ambiental
Santa Catarina registra primeiros flocos de neve de 2026
Urupema chegou a -1,1°C e Urubici a -0,5°C na madrugada deste domingo, 10; frio segue intenso até terça-feira, 12, com risco de geada ampla – Foto: Coordenadoria Regional de Defesa Civil de Lages Pela primeira vez neste ano, municípios da Serra catarinense registraram precipitação invernal. Entre a noite de sábado, 9, e a madrugada deste domingo, 10, Dia das Mães, a região teve episódios de chuva congelada, neve e sincelo, impulsionados pela passagem de uma massa de ar polar, no evento de frio mais intenso do outono catarinense até agora. A massa de ar seco e frio já mantinha as temperaturas baixas durante todo o sábado no Grande Oeste e nos Planaltos. À tarde, uma frente fria que se deslocava lentamente pelo Sul do Brasil provocou chuva em praticamente todas as regiões e favoreceu a precipitação invernal nas áreas mais elevadas da Serra, com registros isolados de chuva congelada e, ao fim do dia, de chuva congelada misturada a flocos de neve. Neste domingo, a Serra acordou com termômetros abaixo de zero. Urupema registrou -1,1°C, Urubici chegou a -0,5°C e São Joaquim marcou 0,3°C. O cenário havia sido antecipado pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, que emitiu avisos desde quinta-feira, 7, prevendo as condições de frio intenso. De acordo com os meteorologistas da SPDC, os fenômenos ocorreram de forma pontual e em pequena quantidade, pois as temperaturas ainda não estavam suficientemente baixas e os ventos nas áreas mais elevadas permaneciam intensos. Foi justamente o vento que impediu a formação de geada, favorecendo em seu lugar o sincelo. Temperaturas seguem baixas no início da semana O pico do frio intenso está previsto para a madrugada de segunda-feira, 11, quando as temperaturas negativas devem atingir uma área ainda maior, abrangendo o Meio-Oeste, o Planalto Sul, o Planalto Norte e a Grande Florianópolis Serrana. Nas áreas mais altas dessas regiões, os termômetros podem se aproximar de -5°C. No Litoral e nas demais regiões do estado, as mínimas devem variar entre 3°C e 6°C, com pontos isolados próximos de 0°C no Oeste. Até terça-feira, 12, o frio segue intenso em todo o estado, com temperaturas abaixo de zero entre o Grande Oeste e os Planaltos, favorecendo a formação de geada ampla, especialmente nas áreas de serra. Entenda a diferença entre os fenômenos Meteorologistas da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SPDC/SC) explicam as diferenças entre os fenômenos registrados e previstos para os próximos dias: Chuva congelada ocorre quando as gotas de chuva congelam ainda dentro da nuvem, em razão das baixas temperaturas, e chegam à superfície no estado sólido. Chuva congelante acontece quando a gota de chuva permanece líquida mesmo em temperaturas abaixo de zero e, ao atingir superfícies frias como chão, árvores, fios e janelas, congela instantaneamente, formando uma camada de gelo transparente. Neve se forma quando a gotícula de nuvem encontra um núcleo de condensação específico e se transforma em floco antes de chegar ao solo. Sincelo ocorre quando a água da chuva ou o orvalho da noite congela sobre plantas e superfícies com a queda da temperatura. Diferente da geada, pode se formar mesmo com vento. Geada acontece quando o orvalho da noite condensa e congela sobre a superfície em condições de frio intenso e ausência de vento. Geada negra é quando, mesmo sem chuva e com muito vento, o frio extremo congela a seiva das plantas. Cuidados e orientações da Defesa Civil Diante do cenário, a Defesa Civil reforça a necessidade de atenção com pessoas em situação de vulnerabilidade, como idosos, crianças e pessoas em situação de rua, devido às baixas temperaturas. Também é necessário cautela nas vias com histórico de congelamento de pistas, especialmente nas regiões serranas. A população deve acompanhar as atualizações nos canais oficiais da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina.
Três acidentes envolvendo carro e moto são registrados em menos de uma hora em Ibirama e José Boiteux
Os Bombeiros Voluntários de Ibirama atenderam a três ocorrências de acidentes envolvendo carros e motocicletas na tarde deste domingo (10), em Ibirama e José Boiteux. As ocorrências foram registradas em um intervalo de menos de uma hora. A primeira ocorrência foi registrada às 16h28, na Estrada Barragem Norte, no bairro Barragem, em José Boiteux. Conforme os bombeiros, a colisão entre carro e moto mobilizou equipes após acionamento do SAMU, com informações iniciais de três vítimas, incluindo uma com suspeita de traumatismo craniano e fraturas. Durante o deslocamento das equipes, outro acidente envolvendo carro e moto foi encontrado no caminho, já em Ibirama. Como duas ambulâncias do SAMU já estavam se dirigindo para a ocorrência em José Boiteux, apenas a unidade dos bombeiros seguiu para prestar apoio. Pouco depois, o SAMU informou que a situação em José Boiteux estava sob controle, e a ocorrência acabou sendo cancelada pelos bombeiros. Segundo acidente As equipes atenderam uma colisão entre um Volkswagen Golf e uma motocicleta Suzuki GSX1300RA, na Rua Marquês do Herval, bairro Nova Stettin, em Ibirama. No carro estavam um homem de 34 anos, uma mulher de 36 anos e uma criança de 1 ano, todos ilesos e recusando atendimento. O motociclista, de 48 anos, morador de Presidente Getúlio, sofreu ferimentos médios e foi encaminhado ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama. Terceiro acidente Enquanto os socorristas ainda atuavam nessa ocorrência, um terceiro acidente envolvendo carro e moto foi registrado no mesmo local, às 17h. O acidente envolveu uma motocicleta Honda CB300F e um Chevrolet Onix. Apesar do susto, os três envolvidos — um motociclista de 30 anos, uma motorista de 45 anos e um passageiro de 18 anos — saíram ilesos e recusaram atendimento médico. A Polícia Rodoviária Estadual de Aurora prestou apoio na ocorrência.
Colisão frontal entre dois carros deixa cinco pessoas feridas na BR-470 em Lontras
Um acidente envolvendo dois carros foi registrado na noite de sábado (09), por volta das 18h52, na BR-470, no bairro Margem Esquerda, em Lontras. De acordo com os Bombeiros Voluntários de Lontras, a colisão foi frontal e mobilizou equipes de resgate, além da Polícia Rodoviária Federal, SAMU de Ibirama e guincho. No primeiro veículo, um homem maior de idade, condutor do automóvel, sofreu ferimentos médios. Ele foi atendido inicialmente pelos bombeiros de Lontras e, em seguida, a ocorrência foi assumida pela equipe do SAMU de Ibirama, que realizou o encaminhamento ao hospital. No segundo carro, o motorista recusou atendimento, alegando não possuir ferimentos. Outros três ocupantes apresentavam ferimentos leves, foram atendidos pelas equipes de socorro e encaminhados ao Hospital de Ibirama para avaliação médica. As causas do acidente não foram informadas.
Motociclista morre em grave acidente na BR-470, em Apiúna
Um grave acidente entre um carro e uma motocicleta terminou com a morte de um motociclista na tarde deste domingo (10), na BR-470, em Apiúna, no Alto Vale do Itajaí. A colisão aconteceu por volta das 14h43, no km 92 da rodovia, no bairro São Luiz. De acordo com os Bombeiros Voluntários de Ascurra–Apiúna–Rodeio, o condutor da motocicleta foi encontrado já sem sinais vitais no local do acidente. A ocorrência envolveu uma motocicleta e um veículo Chevrolet Tracker. O motorista do automóvel estava caminhando pelo local durante o atendimento e não apresentava ferimentos aparentes. Ele recusou encaminhamento ao hospital. Já a passageira do carro precisou ser retirada do veículo pelas equipes de resgate e foi encaminhada ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama, para avaliação médica. Atuaram na ocorrência equipes dos Bombeiros Voluntários de Ascurra–Apiúna–Rodeio, Samu de Indaial, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Científica. As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.