
Plenário da Corte criticou vazamento “criminoso” de conversas de banqueiro; com a decisão, trabalhos da comissão devem terminar neste sábado (28).
BRASÍLIA / NACIONAL – O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (26), derrubar a liminar do ministro André Mendonça que obrigava a prorrogação da CPMI do INSS. Com o placar de 8 votos a 2, a Corte definiu que a comissão deverá encerrar suas atividades oficialmente no próximo sábado, dia 28 de março.
O Julgamento e as Críticas: Embora o relator André Mendonça tenha reafirmado seu voto favorável à continuidade da comissão — sob o argumento de garantir o direito da minoria política (oposição) —, a maioria dos ministros divergiu. Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes lideraram a divergência, classificando como “deplorável” e “criminoso” o vazamento de conversas íntimas do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cujos dados haviam sido repassados à comissão.
Votos:
- Pela prorrogação: André Mendonça (relator) e Luiz Fux.
- Contra a prorrogação: Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin.
Histórico da Investigação: A CPMI estava em funcionamento desde agosto de 2025, investigando descontos indevidos em aposentadorias e pensões, além de supostas irregularidades em empréstimos consignados. Com a decisão do STF, a manobra feita mais cedo pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (que havia prorrogado os trabalhos por conta própria baseando-se na liminar anterior), perde o efeito jurídico.
Fonte: Redação Rede Vale Norte / Agência STF.




