
Em meio à devastação causada pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira, a história de Edna Almeida Silva, de 56 anos, se transformou em símbolo de resistência e esperança.
Moradora de Ubá, Edna sobreviveu após ficar cerca de três horas agarrada a um poste durante a enxurrada que destruiu parte da cidade. A tragédia já deixou 68 mortos, segundo o último balanço oficial.
Madrugada de terror
Na madrugada da última terça-feira (24/2), a água invadiu a casa onde Edna estava com o filho e o namorado, Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos. A força da enxurrada derrubou paredes e arrastou os três para a rua completamente inundada.
Sem saber nadar e no escuro, ela conseguiu se segurar em um poste. A cena foi registrada por um vizinho e o vídeo circulou amplamente nas redes sociais.
O filho conseguiu se salvar. Já Luciano está desaparecido e é um dos dois moradores ainda procurados na cidade.
Fé e resistência
Em entrevistas nos dias seguintes, Edna relatou os momentos de desespero. Durante a enchente, viu uma cachorrinha da família ser levada pela água sem que pudesse fazer nada.
Por horas, ela gritou por socorro e pediu que vizinhos acionassem os bombeiros, que não conseguiram chegar ao local naquele momento. Já perto do amanhecer, com a água baixando, um vizinho conseguiu lançar uma corda, permitindo que ela fosse resgatada por uma janela.
Perdas e esperança
Edna perdeu a casa e o restaurante que administrava no centro de Ubá. Além dos prejuízos materiais, enfrenta a angústia pelo desaparecimento do companheiro, com quem planejava se casar ainda este ano.
Mesmo diante da dor, sua sobrevivência se tornou símbolo de força em Minas Gerais — um retrato humano de fé e resistência em meio a uma das maiores tragédias recentes no estado.
Fonte: Metrópoles




