Morador de Presidente Getúlio é preso em operação que investiga desvio de petróleo da Transpetro

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Jor. Marcelo Zemke

Um morador de Santa Catarina foi preso na manhã desta quinta-feira (22) durante a Operação Haras do Crime, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O homem, que reside em Presidente Getúlio, no Alto Vale do Itajaí, é apontado pelas investigações como um dos motoristas do grupo criminoso responsável pelo desvio de petróleo de oleodutos da Transpetro.

Durante o cumprimento do mandado em Santa Catarina, os agentes apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos na residência do suspeito, que serão analisados no decorrer da investigação.

A operação cumpre, ao todo, 13 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, executados simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná. As ações tiveram início nas primeiras horas do dia.

De acordo com o inquérito, instaurado em 2024, o grupo criminoso realizava perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro localizados em uma fazenda em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Apesar de o duto passar pela propriedade das gêmeas Shanna e Tamara Garcia, não há mandados contra elas ou familiares nesta fase da operação, já que, segundo a polícia, não foram encontradas provas de que tivessem conhecimento dos desvios.

As investigações apontam a existência de um “ciclo criminoso integrado”, que envolvia desde a perfuração ilegal dos dutos e a proteção armada do ponto de extração, até o rápido carregamento do petróleo em caminhões-tanque. O material era transportado por rotas interestaduais e comercializado com o uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, ao menos 15 empresas, distribuídas em diversos estados, faziam parte do esquema, especialmente para a lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado causado pelos desvios ultrapassa R$ 6 milhões.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização dos integrantes da organização criminosa.