Quatro ex-prefeitos, incluindo Ibirama e Rio do Sul, viram réus na Operação Mensageiro

Foto de Jor. Marcelo Zemke

Jor. Marcelo Zemke

Quatro ex-prefeitos de municípios do estado foram formalmente tornados réus em ações penais relacionadas à Operação Mensageiro, em uma nova etapa do processo que apura supostas irregularidades em contratos públicos e práticas de corrupção. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) na quinta-feira (18). 

Passaram à condição de réus no processo os ex-prefeitos de Rio do Sul (José Thomé, PSD), Ibirama (Adriano Poffo, MDB), Lages (Antônio Ceron, PSD) e Rio Negrinho (Júlio Ronconi, Progressistas). As denúncias, acolhidas pela Justiça, incluem supostas fraudes em processos licitatórios, manipulação de editais, superfaturamento de contratos e recebimento de vantagens indevidas, conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). 


Thomé responderá pela acusação de fraude em contratos, com suposto superfaturamento e manipulação de licitação. Por sua vez, Poffo é acusado de ter recebido uma propina de R$ 2,5 mil mensais entre 2017 e 2019. Ele seria um dos prefeitos que supostamente mantinham contato com o personagem conhecido como “mensageiro”, que deu nome à operação.

A Operação Mensageiro investiga um esquema de irregularidades em contratos de serviços municipais, especialmente no setor de coleta e destinação de lixo, envolvendo agentes públicos e empresas contratadas ao longo de várias gestões. 

No mesmo contexto de desdobramentos judiciais, o atual prefeito de Imaruí, Patrick Corrêa (Republicanos), foi condenado a 22 anos e 10 meses de prisão pelos crimes apurados na Operação Mensageiro. A sentença, proferida também nesta quinta-feira, inclui a perda do cargo, multa e devolução de valores ao Estado, mas ainda cabe recurso, e o prefeito pode permanecer no cargo até o trânsito em julgado da decisão. 

Segundo a acusação, Corrêa teria solicitado pagamento ilegal para autorizar quitação de débitos da prefeitura com uma das empresas envolvidas no esquema, além de supostamente receber vantagens financeiras regulares durante seu mandato. A defesa informou que pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando insuficiência de provas. 

Com estes novos atos judiciais, a Operação Mensageiro avança em Santa Catarina e amplia o número de agentes públicos respondendo em ações penais, reforçando o foco das investigações em combater fraudes, corrupção e irregularidades administrativas no âmbito municipal.