Primeira etapa do Cemitério dos Imigrantes é inaugurada em Ibirama

Foto de Jor. Marcelo Zemke

Jor. Marcelo Zemke

Marcelo Zemke

Na última quarta-feira, dia 3, foi inaugurada a primeira etapa da recuperação do Cemitério dos Imigrantes, localizado em Dalbérgia, antiga Colônia Hammonia, em Ibirama. O espaço, considerado um marco da história da colonização local, recebeu serviços de capina, cercamento, trabalhos de arqueologia e a recuperação de túmulos soterrados pela enchente de 1983. A matéria completa pode ser conferida na edição impressa do fim de semana do Jornal Vale do Norte.

A ação foi organizada pelo Instituto Naturhansa, presidido por Sandra Secchi, em parceria com o pesquisador Grégory Kietzer, o tesoureiro Dirceu Leite e com apoio da comunidade. O projeto foi viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc, e representa apenas a primeira fase de um processo de preservação maior.

Em sua fala, Sandra destacou a importância da união de esforços. “Como ninguém faz nada sozinho, foi fundamental o trabalho de cada um, desde os trabalhadores que atuaram na limpeza e recuperação das lápides até a parceria com a Prefeitura, que cedeu material para a construção da mureta de proteção”, disse.

Grégory Kietzer lembrou que o espaço esteve abandonado por muitos anos, mas agora começa a ser resgatado. “Em 2015, quando visitei este cemitério, ele estava completamente esquecido. Hoje entregamos a primeira etapa de um projeto que vai além do ajardinamento e do cercamento: é um resgate da nossa história e da memória dos imigrantes que fundaram Ibirama”, afirmou.

Responsável pelo primeiro processo de tombamento de patrimônio no município, foi o professor Frank e o ato garante a preservação do espaço. “O tombamento possibilitou viabilizar recursos federais e iniciar essa intervenção. Não resolve tudo, mas impede a degradação e facilita a manutenção constante. O próximo passo será o restauro de túmulos representativos.”, disse Dirceu Leite.

O prefeito Duílio Gerhke, acompanhado do vice-prefeito Alisson Kufky, destacou o papel da comunidade e do Instituto Naturhansa. “A história de Ibirama se confunde com a história da comunidade luterana. Esse cemitério é parte dessa origem. A iniciativa do Naturhansa foi fundamental e a Prefeitura continuará de portas abertas para apoiar a preservação da memória da cidade”, disse.

Durante o evento, o prefeito lembrou que Ibirama já conta com outros bens tombados, como a Igreja Martin Luther e o monumento de Katanghara, e que o processo de tombamento do antigo hospital Hansahoehe está em fase final.

A inauguração reuniu autoridades, voluntários, descendentes de imigrantes, membros da comunidade, além do Instituto Cultural Hammoia (ICH) e o Museu Funerário Mathias Hass, de Blumenau.

O projeto, intitulado “Cemitério dos Imigrantes – Preservando a Memória do Alto Vale”, é uma iniciativa do Instituto Naturhansa, em parceria com a Prefeitura de Ibirama, a Comunidade Evangélica Luterana de New Bremen e com apoio da Política Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal.