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Rede Vale Norte

Ibirama possui 100 armadilhas espalhadas no município

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Foto de Jor. Marcelo Zemke
Jor. Marcelo Zemke

Município está entre os 178 de SC considerados infestados, conforme relatório da DIVE

A dengue é uma doença que precisa da atenção de todos e a união de esforços para o seu enfrentamento. A Secretaria de Saúde de Ibirama, por meio da Vigilância Entomológica, está intensificando as ações no combate a doença e na busca e eliminação de focos do mosquito. O Departamento possui 100 armadilhas espalhadas no município, onde os 4 agentes de combate a endemias realizam o monitoramento com a ajuda dos Agentes Comunitários de Saúde.

Até o dia 11 de fevereiro, o município de Ibirama registrou 71 focos do mosquito da Dengue. Se compararmos o número atual do município com os dados de janeiro de 2024, percebemos um aumento significativo na quantidade de focos. Sendo que o número de focos dobrou em relação ao ano passado que era 29 focos em janeiro de 2024 e o pico histórico geralmente ainda acontece no mês de abril.

A secretária de Saúde, Marlete Dopke, reforça a importância da prevenção: “A gente precisa de um movimento em massa, de um apoio de todos da comunidade. Por isso pedimos a contribuição da população no combate ao mosquito Aedes aegypti, verificando na sua casa, no seu quintal, para juntos combatermos a dengue em Ibirama”.

Para o fiscal de Serviços em Saúde, Rafael Reinicke, a doença está longe de ser um problema de saúde de fácil solução e que é necessária a colaboração da comunidade para o enfrentamento da doença. “Nosso combate à dengue é realizado diariamente, porém, só os esforços da nossa equipe não são suficientes para evitar a proliferação do mosquito. Pedimos para que os moradores façam o dever de casa e sejam também agentes atuantes nessa luta”.

Dengue

Com as altas temperaturas e períodos chuvosos a expectativa do número de criadouros aumenta. O Ministério da Saúde relembra que para fazer o controle efetivo da proliferação do mosquito é necessário tirar ao menos dez minutos de apenas um dia da semana para verificar o telhado, calhas entupidas, piscina, garrafas, pneus, lixo em local desapropriado e demais itens que possam ser criadouros.

Mesmo em lugares que necessitem fazer o armazenamento de água é importante não deixar os reservatórios destampados para evitar que o mosquito coloque ovos dentro dessas águas.

Os sintomas da dengue são: febre, cefaleia, mialgias, artralgias, dor retro-orbital. Podem ocorrer, também, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Em algumas pessoas, a doença pode evoluir para formas graves, apresentando manifestações hemorrágicas.

Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, numa cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Santa Catarina registrou um aumento de 68,8% nos casos prováveis de chikungunya, além de cinco mortes suspeitas por dengue em investigação e três casos prováveis de zika. O relatório identificou 11.347 focos do Aedes aegypti em 219 municípios de Santa Catarina. Com base nos critérios de disseminação e manutenção dos focos, 178 cidades estão infestadas, o que representa 60,3% do estado.

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