Adriano Poffo, preso na Operação Mensageiro, tem habeas corpus indeferido

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Jor. Marcelo Zemke

O prefeito de Ibirama, preso preventivamente na 4ª fase da Operação Mensageiro, teve o indeferimento de pedido de liminar do habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília (DF).  Adriano Poffo e o secretário de Administração, Fábio Fusinato, seguem detidos em Lages, à disposição da justiça. A prisão ocorreu no dia 27 de abril. 

De acordo com a defesa, o pedido havia sido feito por ‘inexistirem razões para a prisão de Poffo’ e que ‘o mesmo vem colaborando com as investigações e está à disposição da justiça’. A reportagem entrou em contado com a defesa para comentar a negativa e informar os próximos trâmites. Conforme o advogado Bruno Dallabona, será feita uma reunião. “Vamos nos reunir para decidir o melhor caminho”, informou.

A família havia contratado o advogado Bernardo Lobo Muniz Fenelon para agilizar o processo na capital federal. Jesuíno Rissato, desembargador convocado e responsável pela Mensageiro no STJ, não analisou o pedido. “O HC não foi negado. Por uma questão técnica, o Ministro Relator no STJ entendeu que a matéria deveria ter sido discutida previamente no TJSC e o pedido não chegou a ser analisado.
A defesa irá agravar da decisão e a discussão irá ao colegiado do STJ, para discussão do mérito, reafirmando a defesa que a manutenção da prisão é uma medida excessiva ao caso”, informou o advogado.

Além Poffo, outros prefeitos presos na Operação Mensageiro também tentam a liberdade com pedidos ao STJ. Nenhum deles ainda teve decisão favorável.   Ao todo, 16 prefeitos foram presos durante as quatro fases da Operação Mensageiro.

A Operação Mensageiro investiga o esquema de propinas para a celebração de contratos de coletiva de lixo e saneamento básico. Segundo a investigação, em Ibirama, o contato do entregador da propina foi com um secretário municipal.

*Atualizada às 14h20