Defesa Civil diz que barragem de José Boiteux será recuperada
No ano de 2014 a estrutura foi invadida, impossibilitando a operação Foto Marcelo Zemke Após a audiência pública realizada no dia 22 em Rio do Sul, a Defesa Civil de SC divulgou na segunda-feira, dia 26 que a Barragem Norte em José Boiteux será recuperada “em seus equipamentos hidráulicos e elétricos para que sejam restauradas as suas condições de operação. Atualmente estamos atualizando os orçamentos da recuperação. A atualização dos orçamentos de José Boiteux compreendem também a modernização dos equipamentos para que sejam instalados os mais modernos para a barragem”. A nota não informou como está o andamento da negociação com comunidade indígena e os acordos para garantir a segurança e a operação da barragem. No ano de 2014, a estrutura foi invadida pela comunidade, impossibilitando a operação, manutenção e segurança da barragem. Durante a invasão, foram danificados praticamente todos os componentes hidráulicos, elétricos e mecânicos da barragem. Atualmente a Estrutura pode ser operada, de forma emergencial, pela Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC) através de bombas hidráulicas externas. O secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel Armando, apresentou a estrutura da Defesa Civil estadual, como diretorias, obras, projetos, convênios e etc., além de sanar dúvidas dos cidadãos que estavam presentes. “Na minha opinião o resultado da audiência pública foi positivo e nós da Defesa Civil entendemos que é importante a população estar presente e conhecer mais sobre a manutenção das barragens e as obras que executamos”, enfatizou Coronel. Já para a barragem de Ituporanga, a Defesa Civil está prevendo a abertura da licitação da limpeza da barragem para o dia 06 de julho. “A nossa Secretaria está providenciando a licitação do stop log que é um equipamento metálico que serve como medida de proteção para realização da substituição ou troca dos dutos, após avaliação posterior. Após a instalação do stop log, todos os dutos serão avaliados” Já para a Barragem Oeste em Taió, não estão previstas intervenções. “A Defesa Civil entende que a barragem está em boas condições de operação e não prevemos manutenção neste primeiro momento”.
Museu Eduardo de Lima e Silva Hoerhann impressiona visitantes
Ele está aberto à visitação de segunda à sexta-feira, mas nos sábados e domingos, visita deve ser agendada Marcelo Zemke Fotos Marcelo Zemke Uma viagem na história local para conhecer um pouco do passado de Ibirama e região. Isto é o que remete o Museu Eduardo de Lima e Silva Hoerhann, com um dos mais ricos acervos da região, que remete ao passado indígena e a chegada dos primeiros colonizadores. São imagens, documentos, e objetos, que vão desde da cultura indígena, objetos pertencentes à Sociedade Colonizadora Hanseática e itens de personalidades locais. O responsável pelo Museu, o historiador Dioney Sartor, conta que todo o acervo fascina os visitantes, especialmente as crianças. “Na sala com objetos da Estrada de Ferro de Santa Catarina, há um dormente com pedaços de trilhos, por onde passava o trem. Geralmente os alunos de escolas que visitam o museu gostam muito deste objeto”, conta. Exposição especial irá marcar os 110 anos da Pacificação O museu também possui uma área dedicada ao patrono, o pacificador Eduardo de Lima e Silva Hoerhann, que dá nome ao museu. No acervo estão objetos pessoais, fotografias e objetos do antigo SPI. “O Serviço de Proteção aos Índios ( SPI ) foi o antecessor da Fundação Nacional do Índio”, conta Sartor. O SPI visava tanto a proteção e integração dos índios, quanto a fundação de colônias agrícolas que se utilizariam da mão de obra encontrada pelas expedições oficiais. No início da década de 1960, sob acusações de genocídio, corrupção e ineficiência o SPI foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O processo levou à demissão ou suspensão de mais de cem funcionários de todos os escalões. Na região, o servidor do SPI, Hoerhann, protagonizou o primeiro contato ocorreu na manhã de 22 de setembro de 1914 e Ibirama foi o primeiro caso de criação e demarcação de uma reserva para índios em conflito com a população branca no Brasil. Conforme Sartor, será preparada uma exposição especial para marcar os 110 anos da Pacificação. “Ainda estamos organizando, mas espera-se fazer esta exposição no ano que vem. A ideia é marcar esta data importante”, revela. Outro destaque da exposição é a mesa redonda, entalhada no ano de 1917. Ele foi idealizada por Carlos Friegbaum e construída por Henrich Berg, que entalhou o mapa da Sociedade Colonizadora Hanseática. Na maioria desses lotes existem pregos fixados, que era o registro das contribuições para os flagelados da primeira Guerra Mundial na Alemanha. No ano de 1917, foi enviado o total de 560000 $ (Quinhentos e sessenta mil réis) para Cruz Vermelha das forças armadas da Alemanha. Os pregos que registram o maior valor são feitos de prata. O museu está abrigado no prédio da Associação Hansahoehe e está aberto à visitação pública de segunda a sexta-feira das 08h às 12h e das 13h às 17h. Aos sábados, domingos e feriados e para grupos de turistas e escolas. É necessário o agendamento pelo telefone (47) 3357-4442. Acervo Rolf Betz Um avião dentro de uma sala do museu chama a atenção de qualquer visitante. Este é o “Pou du Ciel”, “Pulga do Céu”, em francês, que pertenceu ao aviador Rolf Betz, que faleceu em Ibirama em julho de 2018. Em vida, Bezt já havia doado o aparelho e mais de 70 miniaturas para o museu. Ele foi construído em 1964, com base num projeto desenvolvido por um aviador francês, nos anos 20. Para a motorização, o construtor, Rolf Betz, escolheu o motor de uma Wolkswagem Kombi. No mesmo ano, ele levantou voo no aeroporto de Lontras. Rolf Betz nasceu em 1922, em Mannheim, na Alemanha. Em 1924, chegou ao Brasil junto à sua família. Após passar pelos estados do Paraná e São Paulo, em 1951, se mudou para Ibirama com a esposa, conhecida como dona Margot, que também pilotava e era apaixonada pela aviação. Eles moraram onde hoje está localizada a cervejaria Handwerk. De 1995 a 1972 gerenciou a fábrica de brinquedos do sogro, a “Cia Saxônia Ltda”.