O espetáculo da Trip Teatro celebra a cultura e as tradições germânicas e antecipa as comemorações dos 200 anos das imigrações alemãs para o Brasil, festejados em 2024 A tradição do teatro popular de bonecos também encontra espaço no Sul do Brasil. Engana-se quem pensa que essa cultura seja uma característica apenas da região Nordeste do país, onde o fantoche típico costuma ser representado como um símbolo da identidade local. No município catarinense de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, uma companhia se dedica há 33 anos ao teatro de animação de modo independente. A Trip Teatro conclui este mês uma turnê pelos três estados da região Sul do Brasil, com a peça Kasperl e a cerveja do Papa. Com passagens por municípios do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, além de apresentações na Argentina, durante o mês de junho, a circulação do espetáculo incluirá também uma apresentação especial em Rio do Sul, cidade-sede da companhia. A Trip Teatro se apresenta na cidade neste domingo, dia 02 de julho, a partir das 15h na Proposta Verde, no Bairro Bela Aliança, quando a população rio-sulense terá a oportunidade de prestigiar uma das expressões da cultura local. A peça é gratuita e aberta ao público em geral. Essa turnê pelos três estados da região sul é possível por meio de uma parceria com o Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo à Cultura. O espetáculo inicia a celebração das imigrações alemãs para o Brasil, que completam 200 anos em 2024. Com atuação e manipulação de Willian Sieverdt, responsável por dar vida a dez personagens diferentes na peça, e trilha sonora de Rodrigo Fronza, Kasperl e a Cerveja do Papa resulta de uma longa pesquisa desenvolvida pela companhia. Com duração de 5o minutos, a montagem contou com cooperação internacional: o espetáculo tem a direção de Paco Parício, que é pesquisador da cultura popular em geral na Europa. Os bonecos manipulados na peça integram uma coleção original alemã do final do século XIX que foram doados pelo Museu Casa de Los Títeres, da Espanha, à Trip Teatro. Sobre a peça O espetáculo Kasperl e a Cerveja do Papa tem como base a chegada da notícia da visita do papa num antigo mosteiro, conhecido por produzir a melhor cerveja da região. A montagem se concentra nas confusões e desdobramentos decorrentes deste anúncio. Além de permitir um olhar para o passado dessa manifestação artística popular dos bonecos, a produção contempla ainda outro aspecto cultural e econômico com traços das tradições germânicas: a cultura cervejeira. A obra evidencia o fazer cervejeiro artesanal e sua interface com o turismo e a economia criativa, não faz apologia ao consumo de álcool, apenas difunde os saberes em torno desse conhecimento artesanal. Garantia de boas risadas para toda a família, a peça é provocativa e tem a indicação etária livre, buscando alcançar crianças e adultos. O esforço da companhia foi por evitar um tom “adocicado” assumido por Kasperl, mas buscar as raízes dessa manifestação cultural, com um viés mais vigoroso e de protesto, conectado com o cotidiano das pessoas. Nas suas pesquisas, a companhia descobriu que entre imigrantes germânicos para Santa Catarina, vieram também alguns bonequeiros que desenvolveram essa manifestação do teatro de bonecos popular alemão entre as décadas de 1950 e 1960 em municípios como Jaraguá do Sul, Blumenau, Pomerode e Rio do Sul. “Por isso, a peça recupera uma tradição, junto com a música e a cerveja”, define o idealizador e diretor da Trip Teatro, Willian Sieverdt, que dá alma ao boneco Kasperl. A trilha sonora desempenha um papel à parte na peça: “O acordeon era um instrumento que queríamos usar desde o início, por ser muito utilizado nas músicas folclóricas alemãs”, lembra o músico Rodrigo Fronza que criou a trilha sonora e a executa ao vivo, também com o uso do violino do diabo, ou teufelsgeige, típico da cultura germânica. A primeira busca do processo de criação foi um tema para o personagem Kasperl, uma trilha conduzida pela sua ação em cena, tentando firmar essa estética do início ao fim.Para o ano que vem, a companhia prevê um novo projeto, em alusão aos 200 anos da imigração alemã para o Brasil, com circulação planejada para dezenas de cidades. A intenção é levar não apenas a peça Kasperl e a Cerveja do Papa mas também o espetáculo O Flautista de Hamelin, inspirado numa lenda alemã. Trajetória da companhiaA Trip Teatro se confunde com a trajetória de seu fundador, Willian Sieverdt. Aos 12 anos, ele ingressou num grupo de teatro, ligado à Fundação Cultural de Rio do Sul, e nunca mais parou. Quatro anos depois, teve a primeira experiência com o teatro de bonecos, com a passagem de uma companhia pela cidade. A partir da experiência de encantamento, sugeriu que a mãe, costureira, construísse seus próprios fantoches. Ele e um amigo montaram então algumas esquetes, e se apresentaram pela primeira vez numa festa de aniversário. O calendário marcava dia 12 de outubro de 1989, e a comemoração era uma alusão ao Dia das Crianças. Foi o marco de fundação da Trip Teatro. Ali, a dupla recebeu o primeiro cachê e surgiram outros contratos. Alguns dos clientes nesse período foram sindicatos de trabalhadores que viam no teatro de bonecos a oportunidade e potência da reflexão em torno de denúncias das condições de trabalho. Em seguida, montaram o primeiro espetáculo A doce vida de um dentinho, com caráter pedagógico, sobre os cuidados da saúde bucal. Juntos, ainda produziram O duelo da sabedoria, sobre a importância da leitura e da educação. “Depois a gente descobriu que o que eu fazia não era o que eu deveria estar fazendo, eu não estava cumprindo meu papel como artista”, reflete criticamente Sieverdt, ao se referir à preocupação com certa “lição de moral” dos espetáculos inicialmente. Percorreram diversas escolas da região com as peças. O valor cobrado pelos ingressos sempre tinha como referência o preço de um refrigerante. Quando a dupla se desfez, Willian preferiu ficar com os bonecos e o amigo
Rotary Club de Ibirama realiza encontro com palestra
Encontro teve a participação do governador do Distrito de Rotary Internacional 4652, ano rotário 2022-2023 Erlon Cimardi foto Na noite de quarta-feira, dia 21, nas dependências da Câmara de Vereadores de Ibirama, o Rotary Club realizou uma reunião, proporcionando à família rotária e seus convidados, uma importante palestra com o tema: ‘Você conhece o ROTARY? Entenda o que é o Rotary e como você pode se juntar a nós!’. O Rotary busca soluções inovadoras para garantir a saúde, estabilidade e prosperidade de comunidades em todo o globo. Evento teve a participação do governador do Distrito 4652 do Rotary Club, Erlon Cimardi. “Foi uma reunião muito produtiva com palestrante, governador do Distrito de Rotary Internacional 4652, ano rotário 2022-2023 Erlon Cimardi. O nosso muito obrigado ao vereador Fernando Jost, presidente da Câmara de Vereadores, demais autoridades e convidados pela presença”, agradece Leila Graboski do Rotary Club de Ibirama. O Rotary é uma organização internacional de profissionais e pessoas de negócios, líderes em suas áreas de atuação, que prestam serviços humanitários, fomentam elevado padrão de ética em todas as profissões e ajudam a estabelecer a paz e a boa vontade no mundo. “Juntos, vemos um mundo onde as pessoas se unem e entram em ação para causar mudanças duradouras em si mesmas, nas suas comunidades e no mundo todo”.
Udesc investirá quase R$ 14 milhões para reurbanizar campus em Ibirama
Melhorias complementarão série de obras inauguradas no campus em Ibirama Fotos: Rafael Schafer A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) assinou termo de referência para execução do projeto de reurbanização do campus do Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí (Ceavi), em Ibirama, com valor de R$ 13,8 milhões. Os serviços a serem realizados incluem: projeto elétrico para alimentação subterrânea das edificações e da iluminação externa; projeto de transferência da subestação de energia; projeto e instalação do sistema de videomonitoramento; e projeto de nivelamento, escoamento de água e cobertura parcial do estacionamento. O ato de assinatura contou com as presenças do reitor, Dilmar Baretta, do pró-reitor de Planejamento, Alex Fabrin, do diretor-geral da Udesc Alto Vale, Marino Luiz Eyerkaufer, e de diretores-assistentes. Ambiente seguro e acolhedor Conforme Eyerkaufer, as melhorias visam tornar o campus da Udesc Alto Vale um ambiente ainda mais seguro e acolhedor, após a conclusão de uma série de investimentos em infraestrutura realizados nos últimos anos. “Com o crescimento do centro, é preciso pensar uma infraestrutura mais aconchegante e sobretudo segura para a comunidade acadêmica e regional, sem contar a necessidade de tornar o ambiente cada vez mais adequado à execução das atividades-fim da universidade”, afirma o diretor-geral. Ampliações Em maio de 2022, a Udesc Alto Vale inaugurou seis blocos, sendo duas novas obras e quatro instalações reformadas ou adaptadas, incluindo o novo prédio principal da unidade. A edificação tem 30 salas de aula e laboratórios dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia de Software, além da secretaria acadêmica e das salas da Direção-Geral e das direções de Ensino, Pesquisa e Extensão. Novos espaços Os novos espaços do campus aprimoraram a estrutura para alunos, servidores e comunidade externa, com ambientes como a academia ao ar livre, o centro de convivência multiuso, a biblioteca, o Espaço Inovador de Ensino (Espine) e os blocos para setores administrativos e para atividades de pesquisa. Já em abril deste ano, foi inaugurada a garagem para carros oficiais.
UBS Dieter Staudinger estará fechada na sexta-feira, 30
A Secretaria de Saúde de Ibirama informa que a Unidade Básica de Saúde Dieter Staudinger, no Centro, estará fechada para o atendimento ao público na sexta-feira, 30 de junho. A medida é necessária para obras de manutenção interna. A secretária de Saúde de Ibirama, Izabel Petersen, explica que a medida tem como objetivo garantir a segurança de pacientes atendidos, como também, dar maior celeridade à obra. “Teremos uma grande movimentação de funcionários o que prejudicaria a rotina de atendimentos. Todos os pacientes com consultas e procedimentos agendados estão sendo avisados”, destacou. O atendimento volta à normalidade a partir de segunda-feira, dia 3 de julho.
Músico de Ibirama lança três composições
Adriano Leba acaba de lançar um EP com três composições que está disponível no YouTube e Spotify Fotos Reprodução Marcelo Zemke É inegável que a música afeta nosso sistema de maneira emocional e promove reações psicológicas e fisiológicas. Assim é a relação da música na vida do ibiramense Adriano Leber, 34 anos, autista moderado, que ainda na adolescência aprendeu a tocar instrumentos musicais. Com bom ouvido e facilidade de aprender, Leber é autodidata na viola, isto é, aprendeu sozinho, e também dá aulas para quem quer aprender a tirar as notas na viola caipira. “Sempre gostei de música. Aos 12 anos de idade, meu primeiro instrumento foi a flauta doce. Já o violão aprendi com 14 anos”, revela. Ele foi aperfeiçoando a habilidade e acaba de lançar um EP com três composições: A Força da Agricultura, Viola Sul Brasileira e Irmãs Caipiríssimas. O EP está disponível no YouTube Música e no Spotify. Adriano compôs as três músicas instrumentais no início deste ano. “A princípio eram para ser duas músicas, mas a Irmãs Caipiríssimas, foi feita para homenagear a dupla Lizandra e Victória”, disse. A dupla de São Paulo possui um canal no Youtube. Viola caipira Ele recorda que paixão pela viola caipira surgiu no ano de 2005, quando o irmão visitou sua casa e os dois comtemplaram fotografias de capas de LPs antigos, com artistas da viola. Primeiro, ele concluiu a faculdade de administração. Cinco anos depois, ele comprou a primeira viola. “A viola caipira possui diferentes afinações se comparado ao violão. Eu falei que ia estudar, mas quando terminar a faculdade, disse queria aprender a tocar a viola caipira. Adquiri esta viola em outubro de 2010 na loja Digital em Rio do Sul, que custou R$375,00 na época”, detalha. O músico revela que aprendeu a tocar estudando revistas e vendo vídeo aulas na internet. Ele conta que dom de aprender e o talento foram um presente divino. “Foi Deus que me deu este presente e também sou muito fã do violeiro Nestor da Viola, que se tornou minha referência na viola caipira instrumentista. Ouvindo ele, eu pensei: Quero fazer a mesma coisa”. Adriano Leber fez uma apresentação na segunda-feira, dia 26, no canal do YouTube Festival do Compositor com a música Licenciatura em Música. “Com essa música eu conto um pouco de minha história” O músico Adriano foi diagnosticado com autismo moderado quando tinha 4 anos de idade. O autismo moderado é um termo mais comum usado para se referir ao autismo de nível 2 de suporte, onde a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem dificuldade moderada na comunicação e linguagem funcional e na interação social. Para o compositor ibiramense, a música também é uma grande amiga desde a infância. A apesar de comunicativo e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) trouxe algumas dificuldades de relacionamento na infância de Adriano, principalmente na escola. Até os 14 anos ele passou por um tratamento intensivo. Ele revela ter sofrido preconceito. “Na época as pessoas não sabiam o que era autismo”. A música é considerada um meio de expressão não-verbal, isto é, um tipo de linguagem que facilita a comunicação e exteriorização de sentimentos, integra corpo e mente e trabalha razão, técnica e criatividade. Para muitos autistas, o contato com ela é uma maneira de se relacionar com o mundo.