Unidades fazem parte do lote enviado pelo Ministério da Saúde em 2020. Cerca de 10 mil comprimidos de cloroquina vencidos precisaram ser descartados em Blumenau, no Vale do Itajaí, segundo informou a prefeitura. O estoque fazia parte do lote de 36 mil unidades recebido pelo Ministério da Saúde em agosto de 2020. A remessa que sobrou venceu no final de maio, por falta de interessados. De acordo com o município, dos comprimidos recebidos, pouco mais de mil foram dispensados para a população, seja para tratar a Covid-19 ou outras doenças. Cerca de 25 mil foram enviados a outros municípios antes do vencimento. A prefeitura informou que ainda abriu um credenciamento para que clínicas médicas de Blumenau recebessem os 10 mil comprimidos de 150 mg de cloroquina que sobraram de forma gratuita. Nenhuma unidade demonstrou interesse e não houve inscritos. Por fim, a intenção era devolver o lote restante ao Ministério da Saúde, o que também não se concretizou. Os medicamentos foram solicitados pela prefeitura para combate da Covid-19. O município ressalta, no entanto, que as unidades não foram adquiridas por meio de compra. Em 2020, estudos já mostravam que a cloroquina não apresentava eficácia no tratamento do coronavírus. Em 2021, a Associação Médica Brasileira afirmou que o uso do medicamento contra Covid-19 deveria ser banido. Só em 2020, o laboratório do Exército produziu mais de 3 milhões de doses de cloroquina para distribuir aos municípios como estratégia de combate à Covid-19. Por G1 SC
OAB diz que vai atuar em defesa de menina estuprada e impedida de fazer aborto em SC: ‘Proteção integral’
Família aguarda decisão judicial para criança de 11 anos retornar para casa e realizar o procedimento. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Catarina informou, na segunda-feira (20), que vai trabalhar para a garantir proteção da criança de 11 anos, grávida após ser estuprada no Estado. A menina está sendo mantida pela Justiça em um abrigo da Grande Florianópolis para evitar que faça um aborto autorizado. Por meio de nota (veja abaixo), a entidade escreve que vê a situação com preocupação e acompanhará todo o processo e os desdobramentos do caso para que a vítima receba apoio integral. “Incluindo o retorno ao convívio familiar e toda a assistência de saúde necessária”, ressaltou. Vítima de estupro no começo do ano, a menina descobriu estar com 22 semanas de gravidez ao ser encaminhada a um hospital de Florianópolis, onde teve o procedimento para interromper a gestação negado. O caso foi revelado em reportagem dos sites Portal Catarinas e The Intercept na segunda-feira (20). Ainda, Justiça e Promotoria pediram para a menina manter a gestação por mais “uma ou duas semanas”, para aumentar a sobrevida do feto. A OAB/SC destacou que a legislação brasileira autoriza a interrupção da gravidez quando há violência sexual e risco de vida para a gestante. “Estamos buscando junto aos órgãos e instituições com atuação no caso todas as informações necessárias para, de forma incondicional, resguardarmos e garantirmos proteção integral à vida da menina gestante, com embasamento em laudos médicos e nas garantias legais previstas para a vítima em tais situações”, destacou a entidade. Decisão da Justiça Na decisão, na qual o g1 SC teve acesso, a juíza Joana Ribeiro afirmou que a jovem foi encaminhada ao abrigo por conta de um pedido da Vara da Infância com o objetivo de proteger a criança do agressor que a estuprou mas que, agora, o objetivo é evitar o aborto. A suspeita é a de que a violência sexual contra menina ocorreu na casa dela. A juíza afirmou que a mãe da menina disse em juízo que queria o bem da filha mas ponderou que, se a jovem não tivesse sido acolhida em um abrigo, teria feito o procedimento de aborto obrigada pela mãe. “Diferente de proteger a filha, iria submetê-la a um homicídio”, diz Joana na decisão. Com isso, a juíza ainda afirmou que o aborto só seria possível com menos de 22 semanas de gestação ou 500 gramas do feto. Procurado pelo g1 SC o Tribunal de Justiça de Santa Catarina afirmou que o processo está em segredo de Justiça, pois envolve uma criança, e que instaurou um pedido de providências na esfera administrativa para apuração dos fatos. O órgão informou, ainda, que não vai se manifestar sobre processos em curso. Em audiência no dia 9 de maio, Justiça e Promotoria de Santa Catarina propuseram manter a gestação por mais “uma ou duas semanas”, para aumentar a sobrevida do feto. Defesa Segundo a advogada da menina, Daniela Felix, já existe uma decisão da Justiça que autoriza a interrupção da gravidez. No entanto, o fato de a criança estar internada em um abrigo impede que a decisão seja executada. A defensora aguarda a decisão de um recurso contra decisões tomadas pela juíza para que a menina volte para a casa. “Desconhecemos e não entendemos a fundamentação dela [juíza]. Ela segue negando o desacolhimento da criança e o retorno dela ao lar porque isso seria permitir que a família faça o processo de interrupção”, afirmou a advogada. Ex- coordenadora do setor de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, no Vale do Itajaí, a médica Daniela Lemos Mezzomo explica que, pelo Código Penal, em casos de estupro, risco de vida materna ou mal formação fetal incompatível com a vida, não há limite de idade gestacional. Especial do g1 sobre aborto O g1 publicou reportagens que explicam melhor o que é o aborto legal, trazendo detalhes sobre o procedimento de interrupção de gestação autorizado pela legislação brasileira. Ele deve ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é permitido nos casos em que a gravidez é decorrente de estupro, quando há risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto. Por G1 SC
Polícia Militar recebe novos veículos e equipamentos e ativa 10 novos batalhões
A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) recebeu nesta segunda-feira, 20, um importante reforço nos serviços de enfrentamento à criminalidade. São 164 novas viaturas, 11.250 pistolas, 649 câmeras de leitura de placa veicular e 1.107 câmeras do Projeto Bem-te-vi. Os equipamentos que garantem mais segurança para os agentes e cidadãos fazem parte do Programa SC Mais Segura. A entrega beneficia 78 municípios de todas as regiões, com investimento de R$ 49 milhões. O ato na Academia de Polícia Militar da Trindade, em Florianópolis, contou com a presença do governador Carlos Moisés. A solenidade também foi marcada pela ativação de 10 novos batalhões. Essas novas unidades eram Companhias ou Guarnições Especiais, e a partir de agora terão nível organizacional de um Batalhão, por sua importância estratégica. “É o fortalecimento da Segurança Pública, que apresenta números cada vez melhores. Nós temos as melhores polícias do Brasil. Com os investimentos, estamos garantindo que tenham equipamentos adequados, o que garante mais segurança e resposta rápida. Sou da segurança pública e sei da importância de um policial ter condições adequadas e dignas de trabalho. Sabemos que para viver no estado mais bonito e mais eficiente do Brasil é importante que ele continue sendo o mais seguro do país”, disse Carlos Moisés. Os investimentos históricos que estão sendo feitos na Segurança Pública também foram destacados pelo governador. Citou o programa SC Mais Segura, o maior volume de recursos da história do Estado na área. Serão R$ 343 milhões até o fim deste ano. Carlos Moisés ainda ressaltou que os recursos são próprios dos catarinenses, sem financiamentos, resultado de uma gestão focada em redução de custos. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Marcelo Pontes, por meio do Programa SC Mais Segura, o Governo do Estado investiu R$ 23,2 milhões para a compra das novas viaturas Chevrolet Tracker LT Automática. Para novas armas, pistolas Beretta 9 mm, os valores chegam a R$ 21,4 milhões e para as câmeras de leitura de placa veicular (LPR) e renovação das câmeras do Projeto Bem-te-vi foram destinados R$ 4,4 milhões. A fonte é o Tesouro do Estado, descentralizado pela Secretaria de Estado da Fazenda, e o fundo de melhoria da segurança pública. “Os novos equipamentos e os batalhões vão garantir mais comodidade e facilitar o trabalho dos policiais. Isso melhora o pronto atendimento da corporação. Todos os investimentos mostram que o Governo do Estado tem sensibilidade e compromisso com a Segurança Pública, o que reflete diretamente na queda dos índices de violência”, disse o comandante. Os novos batalhões da PMSC: 29º BPM em Içara; 30 º BPM em Xanxerê; 31º BPM em Itapema; 32º BPM em Indaial; 33º BPM em Curitibanos; 34º BPM em Imbituba; 35º BPM em Braço do Norte; 36º BPM em Dionísio Cerqueira; 37º BPM em Santo Amaro da Imperatriz; 38º BPM em Mafra. Por Elisabety Borghelotti – Assessoria de Imprensa – Secretaria de Estado de Comunicação – Secom
Defesa Civil realiza apresentação do Estudo do Componente Indígena aos membros da comunidade Terra Indígena Laklãnõ
Por Marcelo Zemke – Jornal Vale do Norte Apresentação faz parte dos procedimentos do licenciamento ambiental para a liberação da obra de construção do canal extravasor da Barragem Norte. A situação da Barragem Norte em José sempre foi uma das pautas de interesse regional abordadas na linha editorial do Jornal Vale do Norte. Quando o risco de inundação atinge o Vale Norte, Médio Vale e Vale do Itajaí, muitos municípios passam a ganhar destaque na mídia, mas as cerca de 700 famílias que vivem em nove aldeias da Reserva Duque de Caxias (Terra Indígena Xokleng-Laklãnõ), passam despercebidas. Inundação, isolamento e prejuízos, são alguns dos problemas enfrentados por aquela comunidade. Uma importante etapa foi cumprida junto à comunidade da Reserva Duque de Caxias (Terra Indígena Xokleng-Laklãnõ). Nos dias 13, 14 e 15, o Salão da Paróquia São Sebastião, no Centro de José Boiteux, recebeu reuniões que marcam o início da execução dos Programas de Comunicação Social, Educação Ambiental, Apresentação do Estudo da Componente Indígena e Registro/Retirada do Sítio Arqueológico, de modo a pactuar as próximas etapas de recuperação da Barragem Norte. A apresentação é mais uma etapa junto à comunidade, que registra um longo histórico de lutas e busca de direitos, desde a construção e inauguração da barragem. Conforme o diretor de gestão de risco de Defesa Civil, o Coronel BM Ricardo José Steil, a apresentação faz parte dos procedimentos de licenciamento ambiental para a liberação da obra de construção do canal extravasor. “É momento especial para a Defesa Civil de SC e para comunidade indígena, pois estamos cumprindo mais uma etapa. A Defesa Civil, através do Governo do Estado contratou uma empresa para realizar o estudo de impacto socioambiental, visando cumprir mais uma etapa de regularização de todo o empreendimento da Barragem Norte”, disse. Ele lembrou que a Barragem Norte foi construída em meados dos anos 70, época não havia ainda esse estudo de componente, demostrando os impactos do empreendimento para a comunidade. “O Governo do Estado, a empresa contratada pela Defesa Civil de Santa Catarina para os estudos, em parceria com a FUNAI e o MPF, estão completamente envolvidos no projeto, tratando o assunto com a maior transparência e de forma organizada. Tratamos das medidas compensatórias e mitigatórias nessas reuniões para, de forma serena, avançar com a obra, que representa segurança para a comunidade indígena e população em geral”. Conforme o cacique presidente da terra Indígena, Tukun Gacran, desde o início da construção, em 1972, os impactos causados pela barragem são imensuráveis. A comunidade acompanha este processo por vários anos. “A apresentação do levantamento do impacto ambiental era muito aguardada pela comunidade. Esperamos que as coisas venham a se concretizar daqui para frente. Estamos ansiosos para saber o que vai acontecer”, disse A principal queixa da comunidade é que quando as comportas precisam ser fechadas, as estradas de acesso ficam submersas, casas ficam alagadas e aldeias ficam isoladas. As cheias, além de bloquear estradas, obrigaram as comunidades a migrar para os pontos mais altos do território da Terra Indígena, e as cheias cobrirem as partes mais baixas que eram cultiváveis. Estudo de Impacto Ambiental Conforme o Coronel BM Steil, a apresentação do Plano de Trabalho do Estudo do Componente Indígena (ECI) para a comunidade LaKlãnõ que abrange as aldeias localizadas no entorno da Barragem Norte, em José Boiteux aponta as demandas como recuperação das estruturas, as obras do canal extravasor, estudos ambientais para a obra e o estudo de impacto social da comunidade indígena, a principal reivindicação do povo indígena. Conforme a engenheira ambiental e agente de prevenção da Defesa Civil Susana Costa, o diagnóstico do estudo da componente indígena, apresentado, deve passar pela aprovação da comunidade indígena. “A comunidade indígena está tendo este conhecimento e vai ser feita uma análise do estudo e ela mesmo vai aprovar ou não o estudo com as medidas de compensação mitigadoras”, disse. No projeto do canal extravassor, foi encontrado um sítio arqueológico, composto por uma por oficina lítica. “Esse sitio arqueológico deverá ser resgatado. Foi feito um programa, aprovado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)”, informou Susana. Sítio arqueológico O sítio arqueológico identificado em José Boiteux é uma oficina lítica, sendo geralmente compostas por um ou mais blocos de rochas fixas localizadas nas imediações de cursos d’água. Conforme informado pela engenheira ambiental e agente de prevenção da Defesa Civil Susana Costa, o sítio arqueológico foi mapeado próximo da jusante da barragem, onde será realizada a obra do canal extravasor. Será feita a identificação e resgate, para então a execução da obra do canal. O arqueólogo Jedson Francisco Cerezer conta que nas normativas do Ipha, há os estudos prévios. “Estamos agora em uma fase de gestão do patrimônio arqueológico, que engloba a pesquisa específica no sítio arqueológico”, informa. As atividades humanas nesses ambientes são perceptíveis pelas marcas deixadas nas pedras, como sulcos resultantes das ações para amolar ferramentas ou marcas circulares, também utilizadas para afiar, dar forma e polir as peças feitas de pedra. “Neste caso, temos sítios com gravuras nas rochas e o objetivo é entender como foram produzidas. É um estudo técnico, que será realizado em campo e me laboratório”, informou Jedson. Histórico Em 1975 houve o Decreto Federal n.º 76392 declarou como de utilidade pública parte da Terra Indígena Xokleng para a construção, no rio Hercílio ou Itajaí do Norte, da Barragem Norte no Alto Vale do Itajaí.Dos 14 mil hectares, o povo vivia em 15%, local onde a aldeia estava instalada. O restante era a área de mata, preservada. A Barragem Norte foi construída exatamente dentro desses 15%, onde haviam áreas cultiváveis. A Barragem Norte de José Boiteux, da qual se espera uma solução definitiva, ocupada desde julho de 2014. Até então, a estrutura está sem condição de operação, devido à ocupação por indígenas da Reserva Duque de Caxias (Terra Indígena Xokleng-Laklãnõ). A estrutura é maior do Brasil em contenção de cheias.A reserva indígena Duque de Caxias tem aproximadamente 2mil habitantes formada pelas aldeias Palmeira, Sede, Pavão e Plipatól em José Boiteux, e Figueira e Coqueiro no
Atenção para o trânsito na alameda Bela Aliança, no Jardim América em Rio do Sul
Asfaltamento da pista foi concluído, mas trecho permanecerá sem pintura nos próximos dias. A Secretaria de Infraestrutura da prefeitura de Rio do Sul orienta os motoristas a terem cuidado ao transitar pela alameda Bela Aliança, no bairro Jardim América. É que apesar de o asfaltamento ter sido concluído, a pintura de sinalização deve demorar mais alguns dias, já que o asfalto precisa secar bem antes deste procedimento. Nesta semana, a obra continua, desta vez com a instalação de faixas elevadas. Os motoristas precisam atenção redobrada ao passar por toda a via, que tem cerca de 1,2 mil metros de extensão. O investimento nesta obra de asfaltamento foi de cerca de R$ 3,1 milhões, por parceria da prefeitura de Rio do Sul e do governo do Estado de Santa Catarina. Por Departamento de Comunicação – Prefeitura de Rio do Sul