Há algum tempo a idosa decidiu confeccionar toucas para mulheres que enfrentam o câncer. Uma senhora de 94 anos vem dando exemplo de disposição e amor ao próximo. Carmen Kienast Coceiro está confeccionando toucas de tricô para aquecer mulheres com câncer atendidas pela Rede Feminina de Ibirama. Ao todo já foram oito peças entregues, mas a produção vai continuar e mais toucas devem chegar nos próximos dias. Atualmente Carmen mora em Balneário Camboriú, mas viveu boa parte da vida no Alto Vale. Ela conta que a paixão pelo tricô é antiga. Aprendeu a tricotar com apenas 17 anos quando estava esperando seu primeiro bebê e desejava fazer sapatinhos. A filha nasceu, ganhou muitas peças e ela nunca mais parou. “Eu gosto muito e hoje para mim o tricô é um passatempo”, disse. Mas além de amar o tricô, o que era apenas um hobby acabou se transformando num verdadeiro gesto de amor. Há algum tempo a idosa decidiu confeccionar toucas para mulheres que enfrentam o câncer e acabam perdendo os cabelos. Mas a decisão não foi por acaso, Carmen tem uma grande ligação com a causa já que o filho teve câncer por duas vezes, uma na adolescência e outra quando já era adulto. “Ele se recuperou as duas vezes, mas a gente sabe que é uma situação muito difícil de enfrentar pois o tratamento não é nada fácil, então decidi ajudar outras pessoas que também passam por isso. Essas toucas ajudam muita gente”, completa. As primeiras peças foram entregues na semana passada e outras devem ser doadas em breve. Nos últimos dias um internamento exigiu que ela fizesse uma pequena pausa no tricô, mas Carmen não vê a hora de retomar a confecção. “Agora já estou em casa me recuperando, mas a mão já está começando a coçar para voltar a fazer as toucas de tricô”, finaliza.
DJ Anthoni SC desponta nas festas do Alto Vale
Por Marcelo Zemke – Jornal Vale do Norte Jovem de Ibirama começou a produzir música há quatro anos. Muitas pessoas têm o sonho de trabalhar com música e quem se destaca no mercado atual é o DJ , que é o responsável por animar festas, escolher as músicas certas para cada momento de um evento e trazer animação para o público. Seguindo este sonho, está Anthoni Luiz Jacinto Ferreira, de 19 anos, o DJ Anthoni SC. Apaixonado por música, ele nunca desistiu e se tornou um DJ. Ele começou a produzir música há quatro anos, e recentemente, teve a oportunidade de mostrar seu talento no Alto Vale. “A vontade ser DJ surgiu há quatro anos e este ano surgiu a oportunidade de apresentar o meu trabalho ao vivo”, revela. Para estar no ramo, o DJ Anthoni SC conta que não é apenas ‘soltar o play’, mas envolve muita dedicação, que vai desde a produção e apresentação das músicas. “Faço a produção em casa. É produzido o ritmo, conforme as batidas da música e depois soltamos este ritmo para a galera curtir nas baladas, aniversários, casamentos ou outras festas”, conta. Os ritmos vão desde sertanejo, eletrônico, pop, rock e até funk. “São vários estilos para todos os gostos”.Com um contrato com uma produtora, veio a oportunidade de levar o nome de Ibirama. Produção de músicas O jovem explica que em casa, ele junta a música com a batida e depois ao vivo, se deve soltar no ritmo certo em que foi produzida. “Na hora, coloco o pen drive, onde estão minhas músicas produzidas, no notebook que é ligado na controladora. A controladora tem seis botões em cada lado para dar os efeitos. Ali o DJ tem que ter bastante atenção, pois qualquer errinho, é capaz e parar a música. Aí fica feio”. Ele chega a levar cerca de duas semanas para produzir duas músicas. “Tem batida que consigo encaixar perfeitamente com a música e tem outras músicas que são muito ligeiras, e tenho que diminuir o ritmo para encaixar minhas batidas É tudo questão de técnica e levei quatro anos para desenvolver a minha”, explica. A especialidade do DJ Anthoni SC é o mega funk, que é o ritmo preferido do público na região, junto com o eletrônico. O mega funk é um estilo de som que tem uma vertente do eletro funk (também com origens sulistas) e das raves. “A galera curte mesmo o mega funk, então sou voltado mais neste estilo. O Pop e rock, eu deixo na reserva”, A profissão teve sua origem no início dos anos 70, quando ainda eram chamados de “Disc Jóquei”. Tratavam-se dos radialistas que escolhiam as músicas para tocar em seus programas nas emissoras de rádio. O contado do DJ para animar as festas é (47) 98455 1357. Próximos eventos 18/06 – Absolem Lounge (Blumenau)22/07 – Deck Rivage (Blumenau)
Conexão adequada na rede favorece o tratamento do esgoto
Moradores dos bairros Centro, Operário e Taquaras em Ibirama têm à disposição a rede coletora para tratamento do esgoto, serviço fornecido pela CASAN. A ligação do esgoto do imóvel no sistema é responsabilidade do proprietário e antes de realizá-la é necessário entender o que pode e o que não pode ser destinado para a rede. Para o sistema de tratamento de esgoto deve ser direcionada a água utilizada na cozinha e área de festa, banheiro e lavação. A fossa, filtro e sumidouro devem ser eliminados. No caso de pias e máquinas de lavar louças, o morador precisa manter a caixa de gordura e realizar a limpeza periódica da instalação. Caso contrário, com o passar do tempo, a gordura se solidifica e pode entupir a tubulação coletora. Já a água da chuva que passa pelas calhas deve ser ligada diretamente na rede de drenagem pluvial. A técnica em saneamento da CASAN, Juliana Portella Bernardes, ressalta que o direcionamento da água da chuva para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) é muito prejudicial para o processo. “O sistema de Ibirama consiste em um tratamento biológico. Se a água da chuva é direcionada para a rede coletora, o volume de efluente que chega na estação aumenta muito quando chove e acaba prejudicando o tratamento. “, explica a técnica. No caso de piscinas, o cuidado deve ser o mesmo, a saída de água precisa ser direcionada para a rede de drenagem pluvial. Além de ficar atento a esses detalhes na hora de realizar a ligação do esgoto do imóvel no sistema de tratamento da CASAN, o usuário deve manter cuidados constantes no dia a dia. O descarte de resíduos inadequados no esgoto sanitário gera o entupimento da rede coletora, podendo causar extravasamento de esgoto e intervenções na rede. Todas as informações sobre a ligação correta estão sendo repassadas aos moradores pelas assistentes sociais da empresa Econsult Group, a serviço da CASAN, em visitas domiciliares. Reuniões com a comunidade também são realizadas com a presença de técnicos da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento. O próximo encontro está marcado para o dia 23 de junho, no salão da Comunidade Evangélica. Por Casan
Senadores podem analisar ainda este ano proposta que acaba com reeleição
A proposta de emenda à Constituição que determina o fim da reeleição dos chefes do Poder Executivo federal, estadual e municipal pode entrar em pauta após outubro. Foi o que afirmou em plenário o autor da PEC, o senador Jorge Kajuru, do Podemos de Goiás, ao revelar conversas anteriores sobre o assunto com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. KAJURU O que o senhor fala o senhor sustenta. Eu tive por parte do senhor que, depois da eleição, o senhor pensa em colocar em pauta esta minha proposta. Eu tenho certeza de que será um marco da sua gestão se a gente aprovar aqui o fim da reeleição a partir de 2026. A reeleição evidencia o personalismo político. Resultado: as estratégias pela manutenção do poder acabam prevalecendo sobre o interesse coletivo. Espero firmemente, após outubro, que aprovemos o fim da reeleição para dar mais equilíbrio às disputas eleitorais. Rodrigo Pacheco avalia que os parlamentares vão se dedicar à análise da proposta. PACHECO Acredito que há certa simpatia e adesão a essa tese do fim da reeleição. Considero – e já publicamente externei isto – que seria muito bom para o país. A gestão pública feita sem o propósito de uma reeleição normalmente é mais criteriosa e mais afeita a realizações imediatas sem populismo e sem intenção eleitoral. Vejamos agora o melhor momento para debater a ideia e construir uma proposta, preservando direitos sem que seja casuísta, sem que seja para o alcance de qualquer desses que se apresentam como candidatos neste momento. Apresentada no início de maio deste ano, a proposta de Kajuru altera a Constituição para acabar com a reeleição do presidente da República, governadores e prefeitos, ampliando o tempo de mandato de quatro para cinco anos, a partir de 2026. A reeleição para esses cargos foi aprovada por meio de uma PEC em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso. Da Rádio Senado, Janaína Araújo. Por Rádio Senado
Câmara aprova texto-base de projeto que limita ICMS dos combustíveis até 31 de dezembro
Deputados votarão nesta quarta destaques a trechos incluídos no Senado. A Câmara dos Deputados aprovou onteme (14) o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. O texto, de origem na Câmara, passou pelo Senado e sofreu alterações, por isso, voltou à Câmara. Os deputados analisam hoje (15), pela manhã, destaques a trechos de algumas emendas incluídas pelos senadores. A análise desses destaques começou a ser discutida na sessão de hoje, mas um problema técnico impediu a abertura do resultado das votações no painel do plenário. Por isso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu encerrar a sessão e retomar a votação no dia seguinte. Após a conclusão dessa etapa, o texto seguirá para sanção presidencial. O projeto afeta a alíquota do ICMS para gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Segundo a proposta, esses produtos seriam classificados como essenciais e indispensáveis, levando à fixação da alíquota do ICMS em um patamar máximo de 17%, inferior a praticada pelos estados atualmente. O PLP também prevê a compensação da União às perdas de receita dos estados quando a perda de arrecadação ultrapassar 5%. O texto também reduz a zero, até 31 de dezembro de 2022, as alíquotas de Cide-Combustíveis e a tributação de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a gasolina. O diesel e o gás de cozinha já têm esses tributos zerados. Compensação Todos os deputados aprovaram as emendas vindas do Senado, ressalvados os destaques. Os deputados da oposição apoiaram o novo texto, principalmente por causa de uma emenda que garante recursos para o Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb). Essa emenda prevê que, se os estados e municípios perderem recursos em função da lei, a União vai compensá-los para que os atuais níveis do Fundeb sejam mantidos. A aprovação dessa emenda impede que o Fundeb perca recursos com a redução da arrecadação do ICMS. O fundo tem receitas vinculadas à arrecadação desse imposto. Assim como o Fundeb, a área da saúde, outro recurso carimbado, terá os repasses garantidos mesmo que haja perda de arrecadação dos estados. Recursos carimbados são aqueles com destinação definida, sem possibilidade de redirecionamento para outras áreas. Os deputados da base do governo preferiram atacar a arrecadação dos estados. Segundo eles, os estados têm tido arrecadação recorde com o ICMS, dentre outros impostos, e precisam dar sua cota de sacrifício para ajudar na redução do preço dos combustíveis e do gás de cozinha. Mesmo defendendo e aprovando o texto aprovado pelos senadores, os oposicionistas criticaram o argumento de que o PLP é a melhor saída para reduzir o preço dos combustíveis. Eles citaram que a atual política de preços da Petrobras, vinculada ao preço internacional do barril de petróleo e o valor do dólar, é a verdadeira responsável pelos brasileiros pagarem mais de R$ 7 o litro da gasolina. Essa política de preços é praticada desde 2017. Impacto nos preços Na semana passada, quando o texto era discutido no Senado, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), relator da matéria na Casa, afirmou que, se aprovado, o PLP poderia derrubar em R$ 1,65 o preço da gasolina e em R$ 0,76 o preço do diesel. No entanto, destacou que os preços poderiam apenas “não subir muito mais”, a depender do cenário internacional, que influencia no preço do barril de petróleo e na valorização do dólar frente ao real. “Não estamos tabelando preço. Tem uma guerra na Ucrânia, a Rússia é responsável por 25% da produção de diesel no mundo, os preços estão tensionados. É evidente que pode haver elevação de preços. Mas, mesmo que haja, isso vai ajudar a não subir muito mais do que subiria”, disse, na ocasião. Por Agência Brasil