Vídeo: Polícia Civil prende em flagrante suspeito de espancar cachorro em Apiúna

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Leo AW

Nesta sexta-feira (10), a Delegacia de Polícia Civil de Ascurra recebeu denúncia de que, naquele momento, havia um homem agredindo severamente um cachorro no centro da cidade de Apiúna/SC.

Imediatamente, o Delegado de Polícia, com sua equipe, deslocou-se até o local e se depararam com um cenário deplorável, em que o animal, em razão das agressões, não conseguia nem mesmo andar. Em seguida, percebeu-se que o animal estaria mancando de uma das patas (com possível fratura) e que ele apresentava uma série de outras cicatrizes pelo corpo, apresentando-se visivelmente assustado.

Uma das testemunhas relatou que o agressor havia agredido o animal por cerca de uma hora seguida e que ela, mesmo há dois andares de distância, conseguia ouvir os choros e gritos do animal, que sofria com as agressões. A testemunha ainda relata que interpelou o dono do cachorro sobre as agressões e ele informou que, de fato, estaria mesmo batendo no cachorro, pois o animal teria roído a sua “carteira de cigarros”, afirmando, em seguida, que continuaria a espancar o animal.

Outra testemunha ocular confirmou as agressões, além de ter informado que o agressor tinha o hábito de “corrigir” o seu animal com violência física. E, que, nesta data, de fato, as agressões teriam sido ocasionadas em razão do animal ter roído a “carteira de cigarros” do tutor.

Por sua vez, o tutor do animal, ouvido em sede de delegacia, confirmou as agressões ao animal em razão dele ter destruído a sua “carteira de cigarros” e manifestou-se arrependido, alegando que, dessa vez, teria exagerado de fato.

Considerando o nível de lesões encontradas no animal, o cão fora encaminhado pela Polícia Civil para atendimento emergencial em clínica veterinária da cidade, que atestou possível fratura em um das patas do animal, além de estar expor que ele se encontra mancando de uma das patas, com presença de cicatrizes, presença de ectoparasitas, frequência respiratória e cardíaca elevadas, desidratação leve e visivelmente assustado.

Em razão do cenário encontrado, fora dada voz de prisão ao tutor do animal pela prática do crime previsto no art. 32, §1º-A, da Lei 9.605/98, cuja pena máxima é de 5 anos de prisão, tendo o autuado sido encaminhado a Unidade Prisional Avançada de Indaial – UPA, onde se encontra à disposição da justiça.

Por Polícia Civil