Vacina contra a dengue é aplicada em Ibirama

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Jor. Marcelo Zemke

Adolescentes entre 10 e 14 anos poderão se vacinar contra a dengue

A partir de agora, adolescentes entre 10 e 14 anos poderão se vacinar contra a dengue em Ibirama. A vacina contra a dengue já está disponível nas salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. A medida reforça as ações de prevenção à doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, uma das principais arboviroses que afetam regiões tropicais como o Brasil.

As doses podem ser aplicadas nas seguintes unidades de saúde: UBS Dieter Staudinger – Centro; UBS Dalbérgia; e UBS São Miguel.

A vacina disponível segue as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e está sendo incorporada pelo país como parte das estratégias de combate à dengue.

A imunização é uma das formas mais eficazes de prevenção, ao lado da eliminação de criadouros do mosquito transmissor, como recipientes com água parada. As autoridades de saúde reforçam a importância de manter o ciclo vacinal em dia e adotar medidas de combate ao Aedes aegypti em ambiente domiciliar.

Ampliação da vacinação em SC

De acordo com o Secretário de Estado da Saúde de SC, Diogo Demarchi, a ampliação representa um avanço no enfrentamento da dengue no estado. “A vacina é uma ferramenta fundamental de prevenção, especialmente para crianças e adolescentes. Com as novas doses, conseguimos ampliar a cobertura e garantir que todos os municípios catarinenses possam vacinar a faixa etária prioritária”, afirma.

O Estado recebeu 75.600 doses da vacina e para viabilizar a expansão da campanha, a SES pactuou com os municípios a vacinação exclusiva da faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde, de 10 a 14 anos. Com isso, adolescentes de 15 e 16 anos não iniciarão novos esquemas vacinais neste momento, sendo garantida apenas a aplicação da segunda dose para aqueles que já haviam iniciado a imunização anteriormente.

A SES orienta pais e responsáveis a procurarem a unidade de saúde mais próxima para verificar o início da vacinação em seu município e reforça que, mesmo com a ampliação da imunização, as medidas de prevenção continuam sendo fundamentais, como a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti.

“Este é um momento que pede atenção e compromisso de todos. Cada atitude conta para reduzir a transmissão da doença”, destaca o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), João Augusto Fuck. Ele lembra que a ação mais simples e eficaz continua sendo eliminar os criadouros do mosquito, que, na maioria das vezes, estão dentro das próprias casas ou bem próximos a elas, como em quintais, vasos, calhas e recipientes com água parada.

Ações para eliminar os criadouros do mosquito:

– Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos;
– Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios;
– Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água;
– Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas;
– Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana;
– Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas;
– Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.