
A 2ª Assembleia do ano do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), realizada nesta semana em Brasília, teve como foco o alinhamento de estratégias para a gestão do SUS, com ênfase na campanha nacional contra o feminicídio — pauta que vem sendo amplamente divulgada pelo Governo de Santa Catarina.
O secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina e vice-presidente da região Sul do Conass, Diogo Demarchi, ressaltou o papel fundamental do SUS no enfrentamento à violência de gênero, especialmente na promoção da saúde mental, na notificação e na articulação para denúncia de casos.
“A luta contra o feminicídio exige uma atuação integrada entre as diferentes esferas governamentais e a sociedade civil”, afirmou o gestor.
Adesão ao pacto nacional
O Governo de Santa Catarina confirmou adesão ao Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que reúne os três Poderes da República para fortalecer ações coordenadas de combate à violência contra a mulher.
Além da adesão ao pacto, o estado tem desenvolvido campanhas próprias de conscientização. Desde o ano passado, ações voltadas à prevenção da violência de gênero vêm sendo promovidas, com foco na mudança cultural e na responsabilidade coletiva.
Uma das campanhas recentes contou com a participação do ex-campeão do UFC Fabrício Werdum, direcionando a mensagem especialmente ao público masculino. A proposta é incentivar homens a identificarem e interromperem comportamentos agressivos antes que evoluam para situações mais graves.
Linha de cuidado e saúde mental
Durante a assembleia, também foi debatida a criação de uma linha de cuidado específica para mulheres vítimas de violência, com integração da atenção primária à saúde e suporte especializado por meio de teleatendimento.
A medida busca enfrentar os elevados índices de sofrimento mental associados à violência de gênero e aos casos de feminicídio registrados no país.
Outro ponto discutido foi o aprimoramento do financiamento e da cooperação entre os entes federados no fornecimento de medicamentos pelo sistema público de saúde.
A estratégia reforça que o enfrentamento ao feminicídio exige não apenas repressão aos crimes, mas políticas públicas estruturadas, prevenção e envolvimento ativo da sociedade.
Assessoria de Comunicação/Secretaria de Estado da Saúde




