
Acervo do Museu Bertoldo Jacobsen destaca conchas raras e fósseis que conectam o Alto Vale à história geológica do planeta.
TAIÓ – O solo de Taió guarda tesouros que viajam no tempo. Muito antes da formação geográfica atual do estado, a região foi palco de transformações profundas que hoje atraem cientistas de todo o mundo. A presença de fósseis marinhos no município revela que, no período Permiano — há cerca de 290 milhões de anos —, a área onde hoje se localiza a cidade possuía uma configuração geológica completamente diferente, ligada a antigos ambientes costeiros.
Patrimônio Mundial As conchas conhecidas como Heteropecten catharinae são o grande destaque. Elas são consideradas raras por existirem apenas em Taió e em uma região da Austrália, servindo como uma evidência valiosa de como os continentes eram distribuídos no passado remoto.
O Mesosaurus e a Deriva Continental Outra joia do acervo é o fóssil do Mesosaurus tenuidens. Este réptil pré-histórico é uma das provas mais robustas da Teoria da Deriva Continental. Como seus fósseis são encontrados apenas no Sul do Brasil e na África do Sul, os cientistas utilizam essa peça para confirmar que esses dois continentes já estiveram unidos.
Educação e Preservação O Museu Paleontológico, Arqueológico e Histórico Prefeito Bertoldo Jacobsen (MUPAH) desempenha um papel fundamental na guarda deste acervo de 1,5 mil peças. “Muitos desses fósseis foram doados por moradores, o que mostra o envolvimento da nossa comunidade com a preservação desta história”, explica o museólogo João Pedro Rodrigues.
Serviço: O museu está aberto para toda a comunidade e visitantes interessados em conhecer este lado fascinante da história natural de Taió:
- Local: Rua Coronel Feddersen, nº 111, Bairro Seminário.
- Visitação: Segunda a sexta-feira (8h às 12h | 13h30 às 17h30).
Fonte: MUPAH / Prefeitura de Taió / Redação Rede Vale Norte




