Por Marcelo Zemke – Rede Vale Norte
Gastos mensais de operação do aeroporto em Lontras estão em torno de R$ 70 mil.
Com os avanços para que o aeródromo Helmuth Baumgarten, em Lontras, possa operar voos regionais de passageiros, os prefeitos do Alto Vale devem agora discutir os custos da manutenção do Aeroporto Regional do Alto Vale. Recentemente foram realizadas a implantação de balizamento e iluminação e no mês de janeiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou a inspeção no balizamento do Aeroporto Regional de Lontras. O avião foi observado sobrevoando a região.
Para operar com voos regionais, os gastos mensais do aeroporto em Lontras estão em torno de R$ 70 mil, conforme números apresentados pelo prefeito de Rio do Sul, José Thomé, em encontros de prefeitos na Amavi. De acordo com informações, o município de Rio do Sul deverá aportar o valor de R$ 25 mil por mês e Lontras R$ 5mil. O restante (R$30mil) seria dividido entre os outros 26 municípios do Alto Vale. A proposta ainda será discutida na Amavi.
Foram investidos R$ 1,4 milhão e concluiu o balizamento noturno do espaço, o que vai permitir o funcionamento do aeroporto a qualquer hora do dia ou da noite. Com isso, se acredita que o aeroporto pode ser uma alternativa à BR-470, principalmente pata atendimentos de saúde e para o desenvolvimento das empresas da região.
Reivindicação regional
Com localização estratégica, na área central do estado, entre aeroportos que atendem o Oeste, a Serra, o Norte e a Capital, a implantação do aeroporto é uma das reivindicações da região, está entre os temas de desenvolvimento local.
O tema faz parte da lista editorial elaborado pela direção do JVN junto ao setor de jornalismo e pautado desde de 2017. A vinda de companhias áreas com voos regulares permitiria mais investimentos na região, prejudicada pela falta de mobilidade na BR-470.
Atualmente, a demanda de passageiros do Alto Vale do Itajaí é atendida pelos aeroportos de Correia Pinto e de Navegantes, que se encontram a 135 quilômetros de distância.
Balizamento
O balizamento noturno foi concluído no mês de junho do ano passado e originalmente intencionada pela Prefeitura de Rio do Sul, o aeródromo já possuía inscrição junto a Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC), mas operava apenas no período diurno.
No geral, esta é uma obra que deve trazer uma série de melhorias para o aeroporto e para a região como um todo. Elas também beneficiam a economia, uma vez que a região detém grandes empresários que passam a poder utilizar o modal aéreo com maior flexibilidade, além também das aeronaves com pacientes (UTI Aérea), de segurança pública, bombeiros, transporte de valores e de toda a aviação geral, além, é claro, da aviação comercial.
“Acredito que essa foi uma obra pioneira no Brasil, é a primeira com todos os balizamentos embutidos”, disse Luciano Vicente, diretor técnico da INFRACEA, ao falar sobre os desafios da obra, a qual envolveu diferentes etapas como: levantamento topográfico, adaptação do projeto à realidade do aeroporto e a operação de suas aeronaves, distância e potência dos balizamentos, diâmetro do condutor e dos eletrodutos, as caixas de passagem ou abrigos metálicos, potência do gerador e subestação, sistema de proteção elétrico e do balizamento implantado.




