A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, nesta quinta-feira (8), três pessoas durante a segunda fase da operação Coleta Seletiva, que investiga um esquema de corrupção envolvendo agentes políticos e crimes em processos licitatórios. Entre os presos estão o prefeito de Garopaba, Júnior Abreu (PP), um servidor público e um empresário do setor de coleta e reciclagem.
A operação foi realizada de forma simultânea nos municípios de Garopaba, Pescaria Brava, Laguna e Tubarão. Além das prisões preventivas, a ação cumpriu dois mandados de afastamento cautelar de cargos públicos, 16 mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo telefônico e o sequestro de bens e valores estimados em aproximadamente R$ 1 milhão.
Segundo a Polícia Civil, os afastamentos cautelares atingiram dois secretários municipais de Garopaba. Outras medidas cautelares também tiveram como alvos o ex-prefeito de Garopaba e o atual prefeito de Pescaria Brava, Luiz Henrique Castro de Souza (PP).
De acordo com as investigações, os fatos apurados tiveram início em 2016 e teriam continuado mesmo após a mudança de gestão municipal em Garopaba, a partir de 2021, estendendo-se até o período atual.
Conforme explicou o delegado Bruno Fernandes, a operação contou com a participação de cerca de 50 policiais e é resultado de um inquérito que apura crimes de corrupção ativa e passiva, fraudes em licitações e irregularidades na execução de contratos públicos.
Os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão, onde permanecem à disposição da Justiça e devem passar por audiência de custódia ainda nesta quinta-feira.
Em nota enviada à imprensa, a defesa do prefeito Júnior Abreu informou que ainda não teve acesso à decisão que decretou a prisão. “Assim que tomarmos conhecimento dos fundamentos da prisão, iremos nos manifestar nos autos por meio dos instrumentos legais cabíveis”, afirmou o advogado Guilherme Silva Araujo.
Também em nota, a Prefeitura de Tubarão esclareceu que não houve qualquer operação policial ou cumprimento de mandados no órgão municipal nesta quinta-feira e ressaltou que o município não é alvo da investigação. Segundo o comunicado, nenhuma secretaria, servidor ou gestor municipal de Tubarão está envolvido nos fatos apurados.





