Obras na Barragem Norte em José Boiteux devem ser iniciadas no ano que vem

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Leo AW

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Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte

Na última quinta-feira, 14, o Chefe da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC), David Busarello, apresentou no município de Rio do Sul o andamento dos projetos de prevenção e mitigação de cheias da Bacia do Rio Itajaí. Durante o encontro, realizado no Centro de Inovação Norberto Frahm, foram apresentados os detalhes de cada iniciativa e qual o planejamento para a continuidade das ações. A reunião foi promovida pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Rio do Sul (CODENSUL). Para o chefe, que fez uso de slides apresentados já em 2017, a atuação da Defesa Civil é marcada por obras de prevenção, em conjunto.

“A licitação assinaremos ainda este mês e vai representar um investimento de R$ 8,6 milhões do Governo do Estado. Estamos atuando de maneira firme e concreta na busca de soluções para a mitigação das cheias, das intempéries e das adversidades climáticas que tanto afetam esta Região”, ressaltou o Chefe da DCSC. Busarello completou dizendo que, de forma séria e transparente, o foco é solucionar os problemas existentes e trazer cada vez mais tranquilidade para esta comunidade.

Contestado pelo JVN, sobre a Barragem Norte em José Boiteux, ele disse as obras da estrutura e do canal extravassor devem ser iniciadas no primeiro semestre do ano que vem. As obras envolvem a o estudo de impacto ambiental, social e cultural dos últimos 40 anos da Reserva Duque de Caxias –com custo estimado de R$1,9 milhão, e a estadualização da área.

A empresa que será responsável por fiscalizar e prestar consultoria aos trabalhos de construção do canal extravasor – a Iguatemi Consultoria e Serviços de Engenharia LTDA, ao custo de R$ 576.799,47, (pregão eletrônico Nº 20/DC/2020).

O controle de cheias oferecido pela barragem beneficia diretamente os municípios de José Boiteux, Presidente Getúlio, Ascurra, Rodeio, Vitor Meireles, Indaial, Ibirama, Timbó, Blumenau, Gaspar, Botuverá, Ilhota, Itajaí, Brusque e Navegantes.

No entorno da barragem Norte, estão estabelecidas comunidades indígenas distribuídas em oito aldeias, totalizando aproximadamente 2,9 mil integrantes.

Apesar da modernização e a elevação das outras duas estruturas, uma em Ituporanga (Sul), e outra em Taió (Oeste), a Barragem Norte é hoje um “ponto cego” e sua situação precária pode comprometer a prevenção de desastres no Médio e Vale do Itajaí. Em razão dos danos causados em componentes hidráulicos, elétricos e mecânicos, desde 2014, a Defesa Civil vem operando a barragem de forma emergencial por meio de bombas hidráulicas externas.

Já a conclusão do canal extravasor está pendente desde 1992, quando o Governo Federal entregou a obra. O Jornal Vale do Norte pautou o tema constantemente, fazendo chegar a lideranças políticas estaduais e federais.