Obra de reabilitação de ponte sobre Rio Itajaí-Açu II será licitada em novembro

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Leo AW

Após o processo licitatório, serão mais seis meses para a elaboração dos estudos e projetos e nove meses para a execução da obra

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Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte

Há quase cinco anos, a ponte Rio Itajaí-Açu II,  no KM 113 entre os municípios de Apiúna e Ibirama é motivo preocupação dos moradores da região e de motoristas que trafegam pela BR-470. Agora, a história que se arrasta por vários anos, terá um novo capítulo: está marcado para o dia 10 de novembro, a abertura dos envelopes com os documentos das empresas interessadas na execução do serviço. Apesar de a estrutura estar em primeiro na escala de prioridades de investimentos em manutenção do órgão federal em Santa Catarina, desde 2016 a ponte gera preocupação na comunidade do Vale do Itajaí devido à problemas na estrutura.

Segundo informações, após o processo licitatório, serão mais seis meses para a elaboração dos estudos e projetos e nove meses para a execução da obra, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2023.

O investimento do governo federal está estimado em R$ 7,9 milhões. Estimativas iniciais apontavam que a reforma da estrutura poderia custar até R$ 20 milhões, mas novos estudos foram feitos.

Em 2016, após inspeção da ponte foi informado em relatório que a mesma apresentava condições de estabilidade e conservação consideradas sofríveis, com grande incidência de corrosão em lajes e vigas de concreto.

O relatório de inspeção destacou ainda que dois blocos de estacas da fundação necessitariam de observação sistemática em função de desgastes pela ação da correnteza das águas do rio.

Foto: Marcelo Zemke

Sobre o risque de colapso

Durante o seminário do movimento “BRs: SC não pode parar”, realizado no fim do mês de setembro em Rio do Sul, foi apresentado um laudo que apontava que a ponte teria risco real de entrar em colapso. A população e várias entidades catarinenses estão preocupadas com a questão, em especial a Associação Comercial e Industrial de Rio do Sul (ACIRS) e Associação dos Municípios do Alto Vale (AMAVI).

A reportagem do JVN entrou em contato com o DNIT Brasília (DF). “O DNIT reitera que não há qualquer risco de colapso da estrutura da ponte sobre o rio Itajaí Açú II, na divisa entre os municípios de Apiúna e Ibirama. Qualquer notícia ao contrário é enganosa e baseia-se em interpretações equivocadas de relatório técnico que, na verdade, instruiu a referida obra em maior nível de prioridade para receber reforços estruturais normais e sem qualquer caráter de emergência”, informou o coordenador-Geral de Comunicação Social na DNIT,  Raoni Pinheiro.

Segundo ele, o processo de contração de serviços está em fase final. Ele prevê o alargamento da ponte, incluindo a implantação de passeio, reforços estruturais e demais ações manutenção da estrutura.

Conforme foi adiantado na edição do JVN no fim do mês de janeiro, o fracasso da licitação atrasou aas obras de recuperação da ponte sobre o Rio Itajaí-Açu II, no KM 113. De acordo com inspeções realizadas pela autarquia, a estrutura já apresentava condições de estabilidade e de conservação considerada sofríveis em 2016.

Ainda conforme informado pelo DNIT, a nota significa que a estrutura não possui risco de queda, mas os desgastes nas cabeceiras são visíveis, com a formação solavancos nas juntas de dilatação em cada lado do tablado.  Uma licitação para a reabilitação da ponte chegou a ser realizada pelo órgão em novembro, mas restou fracassada. Nenhum dos participantes aceitou executar os projetos e as obras pelo valor estipulado no orçamento, de R$ 8,3 milhões.

Com 202 metros de comprimento, a ponte sobre o Rio Itajaí-Açu II apresenta grande incidência de corrosão em lajes e vigas de concreto, além de blocos de estacas da fundação desgastados pela ação da correnteza, de acordo com o laudo de agosto de 2016. Cerca de 11 mil veículos trafegam diariamente pela estrutura.

De acordo com informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte em Santa Catarina (DNIT-SC) em Rio do Sul, todas as informações repassadas à imprensa,  estão centralizadas em Brasília.