“Não pensaram na minha filha”: Pai de Ana Beatriz cobra justiça após 10 anos do crime em Rio do Sul

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Matheus Cerqueira

Ismael Schelter publicou vídeo nas redes sociais desabafando sobre a transferência do júri popular para Florianópolis; caso de 2016 segue sem julgamento.

RIO DO SUL – Uma década de espera, dor e processos interrompidos. No último domingo (8), aproveitando a visibilidade do Dia Internacional da Mulher, Ismael Schelter, pai de Ana Beatriz Schelter, quebrou o silêncio para cobrar agilidade do Judiciário Catarinense. Ana Beatriz foi morta brutalmente em março de 2016, aos 12 anos, em um crime que chocou o Alto Vale.

A Polêmica do “Desaforamento” O julgamento, que estava previsto para ocorrer em Rio do Sul em outubro de 2025, foi suspenso e transferido para Florianópolis pelo Tribunal de Justiça (TJSC). A defesa de um dos acusados alegou que a forte comoção local impediria um julgamento imparcial.

“Por que recorrer? Por que Florianópolis? Eles não pensaram na minha filha”, questionou Ismael no vídeo, criticando as manobras que adiam o desfecho do caso.

Relembre o Caso

  • O Desaparecimento: Em março de 2016, Ana Beatriz saiu para a escola e não retornou.
  • O Crime: Seu corpo foi encontrado no dia seguinte dentro de um baú de caminhão em uma empresa de banheiros químicos às margens da BR-470. Ela estava com o uniforme escolar e uma corda no pescoço, em uma tentativa dos criminosos de simular um suicídio.
  • Os Acusados: Três homens foram denunciados pelo Ministério Público em 2020. O mentor, conhecido da família, teria oferecido carona à menina antes de violentá-la e matá-la por asfixia com a ajuda de comparsas.

O que dizem as partes?

  • Ministério Público: Sustenta que houve estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual. O mentor do crime pode pegar mais de 60 anos de prisão.
  • Defesa: O advogado Jonas De Oliveira afirma confiar na absolvição, alegando falta de provas e falhas na investigação. A defesa defende que em Florianópolis os jurados serão “isentos e neutros”.

Até o momento, o Tribunal de Justiça ainda não definiu a nova data para o júri popular na Capital.

Fonte: Redes Sociais / NDTV / Redação Rede Vale Norte